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📚 Simulado FEPESE
São José/SC
Nível Superior – Língua Portuguesa
Distribuição: 30 Questões
• Interpretação • Gramática • Ortografia • Sintaxe • Semântica • Fonética • Redação Oficial • Banca FEPESE
📖 Texto Base: Moscas Brancas
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Análise ortográfica: fascínios – paroxítona terminada em ditongo, recebe acento. têm – 3ª pessoa do plural, recebe acento circunflexo diferencial. voo – pela Nova Ortografia, não recebe mais acento (antes: vôo). tórax – paroxítona terminada em x, recebe acento. Todas as palavras estão grafadas corretamente segundo as regras ortográficas vigentes.
📚 Referência: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2009). BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Análise das afirmativas: 1ª FALSA – Lewis “largou Mozart para ser biólogo”, não seguiu carreira dupla. 2ª VERDADEIRA – Lewis descobriu moscas com 4 asas devido a erros nos genes Hox. 3ª VERDADEIRA – O texto confirma: “98% de seus genes codificantes com um porco”. 4ª FALSA – Os xeno-transplantes ainda não são um sucesso: “sobrevida dos pacientes não ultrapassou os dois meses”.
📚 Referência: Interpretação textual baseada em informações explícitas do texto.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Tipologia expositiva: O texto tem função informativa e explicativa, apresentando conhecimentos científicos sobre genética, genes Hox e pesquisas de Edward Lewis. Características: linguagem objetiva, dados científicos, explicações técnicas, informações factuais. Objetivo: transmitir conhecimento sobre descobertas científicas de forma didática e acessível ao leitor.
📚 Referência: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Metonímia: Figura de linguagem que substitui um termo por outro com o qual mantém relação de proximidade, contiguidade. No texto: “Mozart” representa a música clássica/carreira musical (autor pela obra/área). Lewis não abandonou literalmente Mozart (pessoa), mas sim a música que Mozart representa. Relação: compositor pela área musical que ele simboliza.
📚 Referência: FIORIN, José Luiz. Figuras de retórica. BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Catacrese: Figura de linguagem que consiste no uso de uma palavra ou expressão em sentido figurado por falta de termo próprio. Na frase: “embarcou no avião” – o verbo “embarcar” originalmente refere-se a entrar em embarcação (barco), mas por catacrese passou a ser usado para qualquer meio de transporte. Uso consagrado: expressão cristalizada na língua, não mais percebida como figurada.
📚 Referência: FIORIN, José Luiz. Figuras de retórica. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Análise semântica: 1ª CONOTATIVO – “fera” = muito bravo (sentido figurado). 2ª CONOTATIVO – “saltavam aos olhos” = eram evidentes (sentido figurado). 3ª DENOTATIVO – “céu límpido” = céu claro (sentido literal). 4ª DENOTATIVO – “relampejou” = houve relâmpagos (sentido literal). 5ª CONOTATIVO – “coração partido” = tristeza amorosa (sentido figurado).
📚 Referência: ILARI, Rodolfo. Introdução à Semântica. FIORIN, José Luiz. Figuras de retórica.
Uruguai • chuva • descer • xampu • série
Essas palavras quanto a encontros vocálicos e consonantais têm, respectivamente:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Análise fonética: Uruguai – u-ru-guai (tritongo: uai). chuva – chu-va (dígrafo: ch). descer – des-cer (dígrafo: sc). xampu – xam-pu (dígrafo: xm). série – sé-rie (ditongo: ie). Conceitos: Tritongo = 3 vogais na mesma sílaba. Ditongo = 2 vogais na mesma sílaba. Dígrafo = 2 letras, 1 som.
📚 Referência: CÂMARA JR., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Análise de parônimos e homônimos: C) “em xeque” – locução correta (do árabe xah, rei no xadrez), significa “em risco, ameaçado”. A) “cheque” – documento bancário, inadequado ao contexto. B) “seção” (divisão, departamento) ≠ “sessão” (reunião, espetáculo). D) “deferiu” (concedeu, atendeu) ≠ “diferiu” (adiou, distinguiu). E) “flagrante” (evidente, em ato) ≠ “fragrante” (perfumado). Fenômeno linguístico: paronímia gera frequentes inadequações no uso culto.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 27ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
“_____ vezes, saía andando _____ toa no meio da noite, _____ espera de um encontro inusitado.”
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Análise sistemática da crase: 1ª lacuna: “Às vezes” – locução adverbial feminina cristalizada, crase obrigatória (preposição “a” + artigo “as”). 2ª lacuna: “à toa” – locução adverbial feminina de modo, crase obrigatória conforme tradição gramatical. 3ª lacuna: “à espera de” – locução prepositiva feminina, crase obrigatória (preposição “a” + artigo “a” + substantivo feminino). Fundamento teórico: crase resulta da contração de preposição “a” + artigo definido feminino “a(s)” ou pronome demonstrativo “aquele(a)(s)”.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016. SAID ALI, Manuel. Gramática histórica da língua portuguesa. 8ª ed. São Paulo: Melhoramentos, 2001.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Análise criteriosa da crase: A) INCORRETA – “após as 9h”: preposição “após” não se combina com preposição “a”, logo não há crase. B) INCORRETA – “A ninguém”: pronomes indefinidos repelem artigo definido, impossibilitando crase. C) INCORRETA – “a mim”: pronomes pessoais oblíquos tônicos não admitem artigo. D) INCORRETA – “a combater”: antes de infinitivo há apenas preposição, sem artigo. E) CORRETA – “à vista”: locução adverbial feminina consagrada, crase obrigatória por tradição normativa. Teste da substituição: “a prazo” (masculino) confirma a presença da preposição.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016. ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. 49ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.
1. Fique tranquila, tudo ficará entre mim e você.
2. Para mim chegar cedo, preciso sair agora.
3. Ela não iria sem mim!
Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas quanto às colocações pronominais.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Análise pronominal: Frase 1 – CORRETA: “entre mim e você” (após preposição, usa-se pronome oblíquo tônico). Frase 2 – INCORRETA: “Para EU chegar” (antes de verbo no infinitivo, usa-se pronome reto). Frase 3 – CORRETA: “sem mim” (após preposição, usa-se pronome oblíquo tônico). Regra: após preposição = mim/ti; antes de infinitivo = eu/tu.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Análise da concordância: A) INCORRETA – “menos pessoas” (menos é invariável). B) CORRETA – concordância adequada entre sujeito composto e predicativo. C) INCORRETA – “mais alertas” (alerta como adjetivo varia). D) INCORRETA – “é permitida” (concorda com “presença”). E) INCORRETA – “meio preocupada” (meio como advérbio é invariável).
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
• (Havia / Haviam) muitas memórias que partilhavam.
• (Soava / Soavam) nove horas quando ela finalmente acordou.
• A pesquisa revelou que apenas 1% das mulheres não (votou / votaram).
• (Foi / Foram) duas horas de palestra.
Assinale a alternativa que indica os vocábulos que completam corretamente as frases.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Análise rigorosa da concordância verbal: 1ª: “Havia” – verbo haver no sentido de existir é impessoal, permanece invariável no singular. 2ª: “Soavam” – verbo soar concorda com o sujeito “nove horas” (plural). 3ª: “votaram” – com expressões percentuais seguidas de “de” + substantivo plural, a concordância preferencial é com o substantivo: “1% das mulheres votaram” (concordância com “mulheres” – plural). 4ª: “Foram” – “duas horas de palestra” como sujeito plural exige verbo no plural. Fundamento teórico: segundo Bechara e Cunha & Cintra, com percentual + “de” + substantivo plural, a concordância com o substantivo é mais adequada na norma culta.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016. ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. 49ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Nova Ortografia – hífen: ultra-romântico – hífen antes de r (ultra + r). circumnavegação – sem hífen (circum + n). antiinflamatório – sem hífen (anti + i, vogais diferentes). antirracista – sem hífen, dobra-se o r (anti + r). Regras: hífen antes de h, r, s; sem hífen quando vogais são diferentes; dobra consoante igual.
📚 Referência: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2009). BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Pontuação correta: Dois-pontos (:) introduz enumeração explicativa dos “dois tipos de células”. Vírgulas separam apostos explicativos (“responsáveis pela visão…”). Estrutura: oração principal + dois-pontos + enumeração com apostos. Erros das outras: vírgulas inadequadas separando sujeito do verbo, pontos-finais fragmentando o período, aspas desnecessárias.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Separação silábica correta: su-bli-nhar – consoante + l/r ficam na mesma sílaba. des-cer – dígrafo “sc” não se separa. ex-ce-ção – prefixo “ex” + consoante se separa. ad-vo-ga-do – separação normal entre consoantes. Regras: dígrafos consonantais não se separam; encontros consonantais com l/r ficam juntos; prefixos seguidos de consoante se separam.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Variação linguística: I. CORRETA – Diatópica = variação geográfica/regional. II. CORRETA – Diastrática = variação social (classe, escolaridade, profissão). III. CORRETA – Diafásica = variação situacional (formal/informal). IV. INCORRETA – Variedades têm prestígios sociais diferentes. V. INCORRETA – Todas as variedades são legítimas, norma culta tem prestígio social, não superioridade linguística.
📚 Referência: BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico. BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Classes gramaticais: descobriu = verbo (ação de descobrir). estas = pronome demonstrativo (indica proximidade). especiais = adjetivo (qualifica “moscas”). resultado = substantivo (nome de coisa abstrata). erros = substantivo (nome de coisa abstrata). Identificação: verbo expressa ação/estado, pronome substitui/acompanha nome, adjetivo qualifica, substantivo nomeia seres/coisas.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Formação de palavras: I. CORRETA – “geneticista” = genética + ista (derivação sufixal). II. CORRETA – “xeno-transplantes” = xeno + transplantes (composição). III. INCORRETA – “minúsculos” deriva de “minúsculo” (não é primitiva). IV. INCORRETA – “atrofiadas” = a + trofia + das (derivação prefixal E sufixal). V. CORRETA – “ântero-posterior” = ântero + posterior (composição).
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. SANDMANN, Antônio José. Formação de palavras no português brasileiro contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Flexão verbal: aparecem – sujeito “os genes Hox” (3ª pessoa do plural), tempo presente do indicativo (ação habitual/permanente). constroem – mesmo sujeito “os genes Hox” (3ª pessoa do plural), tempo presente do indicativo (ação habitual). Concordância: ambos os verbos concordam com o sujeito plural. Modo indicativo: expressa fatos reais, certezas científicas.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Análise sintática: Verbo “dedicou” é transitivo direto e indireto. Objeto direto: “décadas de sua carreira” (o que dedicou). Objeto indireto: “ao estudo de moscas” (a que/a quem dedicou). Preposição “a”: indica que o termo é exigido pelo verbo com preposição. Função: completa o sentido do verbo transitivo indireto, respondendo “a que dedicou”.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Regência verbal: A) INCORRETA – “assistir a” (presenciar) exige preposição. B) CORRETA – “aspirar a” (desejar) exige preposição “a”. C) INCORRETA – “preferir algo a algo” (não “do que”). D) INCORRETA – “implicar algo” (não “em algo”). E) INCORRETA – “chegar a” (não “em”). Regência: relação de dependência entre verbo e seus complementos.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Análise sintática: Oração principal: “Lewis descobriu”. Oração subordinada: “que estas moscas eram resultado de erros genéticos”. Função: exerce função de objeto direto do verbo “descobriu” (descobriu o quê?). Classificação: substantiva (função de substantivo) objetiva direta (objeto direto). Conjunção “que”: integrante, introduz oração substantiva.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Regras de acentuação: I. CORRETA – “científico” (ci-en-tí-fi-co) é proparoxítona (todas são acentuadas). II. INCORRETA – “genética” (ge-né-ti-ca) é proparoxítona, não paroxítona terminada em “a”. III. CORRETA – “está” (es-tá) é oxítona terminada em “a”. IV. INCORRETA – “através” (a-tra-vés) é oxítona terminada em “s” precedido de consoante (não acentua). V. CORRETA – “órgãos” (ór-gãos) é paroxítona terminada em ditongo nasal “ãos” (acentua-se). Análise: I, III e V estão corretas.
📚 Referência: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2009). BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Análise sintática: Verbo “é” = verbo de ligação. “Um cromossomo” = sujeito (sobre quem se declara algo). “um fiozão de DNA enrolado” = predicativo do sujeito (característica atribuída ao sujeito através do verbo de ligação). Estrutura: sujeito + verbo de ligação + predicativo do sujeito. Predicado nominal: núcleo é o predicativo, não o verbo.
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Redação oficial: I. CORRETA – Impessoalidade: ausência de impressões pessoais, objetividade. II. CORRETA – Norma culta obrigatória: correção gramatical, vocabulário técnico adequado. III. INCORRETA – Clareza e concisão são ESSENCIAIS. IV. CORRETA – Ofício: comunicação entre órgãos públicos ou com particulares. V. INCORRETA – Memorandos são para comunicação INTERNA entre setores.
📚 Referência: Manual de Redação da Presidência da República. BELTRÃO, Odacir; BELTRÃO, Mariúsa. Correspondência: linguagem e comunicação.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Gênero textual: Artigo de divulgação científica – texto que torna conhecimento científico acessível ao público geral. Características: linguagem menos técnica, exemplos didáticos, narrativa envolvente sobre cientista, explicações simplificadas de conceitos complexos. Diferenças: não é artigo científico (muito técnico), nem relatório (formato específico), nem resenha (não avalia obra), nem ensaio (não é reflexivo).
📚 Referência: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. DIONÍSIO, Angela Paiva. Gêneros textuais e ensino.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Níveis de linguagem: O texto combina linguagem formal (termos científicos: “genes Hox”, “cromossomo”, “ântero-posterior”) com elementos coloquiais (“nerd”, “voilà”, “da cabeça ao bumbum”). Estratégia: tornar conteúdo científico acessível ao público leigo. Registro: padrão culto com informalidade controlada para fins didáticos. Objetivo: divulgação científica eficaz.
📚 Referência: PRETI, Dino. Sociolinguística: os níveis de fala. BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Análise morfossintática: “onde” é pronome relativo que retoma um antecedente (lugar) e introduz oração subordinada adjetiva. Função: conecta orações e exerce função sintática na oração subordinada. Contexto: “de onde brota cada coisa” – “onde” refere-se ao lugar/posição dos genes. Diferença: não é interrogativo (não há pergunta direta), nem advérbio isolado (conecta orações).
📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Coesão textual: I. CORRETA – “Esse geneticista” = coesão referencial anafórica (retoma Lewis). II. CORRETA – “Do mesmo jeito que” = conectivo comparativo. III. CORRETA – “Esses mesmos genes” = coesão lexical (repetição + demonstrativo). IV. CORRETA – “Em decorrência” = conectivo consecutivo/causal. V. INCORRETA – Conectivos SÃO fundamentais para coesão. Mecanismos: referenciação, repetição, conexão sequencial.
📚 Referência: KOCH, Ingedore Villaça. Coesão textual. ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência.
A obra trata do papel do agente comunitário de saúde e endemias (ACSE) na atenção primária em saúde, visto que este é um profissional que estabelece uma ligação entre os serviços de saúde e a comunidade. Com relação aos campos de atuação do ACSE, são abordados temas como nutrição em cada fase da vida do indivíduo, primeiros socorros, processos patológicos voltados ao envelhecimento e cuidados paliativos.
📖 APOSTILA 1: COMPREENSÃO TEXTUAL E LINGUAGEM
Concurso Professor de Educação Infantil – Manaus
📋 Índice
- 1. Compreensão e Interpretação de Textos
- 2. Gêneros Textuais
- 3. Tipologia Textual
- 4. Níveis de Linguagem
- 5. Variação Linguística
- 6. Denotação e Conotação
- 7. Figuras de Linguagem
1. COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
1.1 Conceitos Fundamentais
1.1.1 Diferença entre Compreensão e Interpretação
Processo de decodificação das informações explícitas no texto, identificando dados, fatos e informações claramente apresentadas pelo autor.
Processo mais complexo que envolve inferências, análise crítica e estabelecimento de relações entre as informações do texto e conhecimentos prévios do leitor.
1.1.2 Níveis de Leitura
| Nível | Características | Habilidades |
|---|---|---|
| Literal | Informações explícitas | Localizar, identificar, reconhecer |
| Inferencial | Informações implícitas | Deduzir, concluir, relacionar |
| Crítico | Avaliação e julgamento | Analisar, avaliar, criticar |
1.2 Estratégias de Leitura
1.2.1 Estratégias Cognitivas
- Predição: antecipar conteúdos com base em pistas textuais
- Inferência: deduzir informações não explícitas
- Monitoramento: verificar a compreensão durante a leitura
- Sumarização: identificar ideias principais
- Questionamento: formular perguntas sobre o texto
1.2.2 Elementos Textuais Importantes
Aspectos a observar na leitura:
- Título e subtítulos
- Palavras-chave e termos técnicos
- Conectivos e marcadores discursivos
- Pontuação e recursos gráficos
- Contexto de produção
- Intenção comunicativa
1.3 Coesão e Coerência
1.3.1 Coesão Textual
Propriedade que se refere aos mecanismos linguísticos que garantem a conexão entre os elementos do texto, criando uma rede de relações explícitas entre palavras, frases e parágrafos.
- Referencial: pronomes, artigos, numerais
- Sequencial: conectivos, advérbios
- Lexical: sinônimos, hiperônimos, repetições
1.3.2 Coerência Textual
Propriedade semântica do texto que se refere à construção do sentido, envolvendo a relação lógica entre as ideias e a adequação ao contexto comunicativo.
1.4 Intertextualidade
1.4.1 Conceito de Intertextualidade
A intertextualidade é o diálogo que um texto estabelece com outros textos, podendo ser explícita (citações, referências) ou implícita (alusões, paráfrases), enriquecendo os sentidos e exigindo conhecimento prévio do leitor.
1.4.2 Tipos de Intertextualidade
| Tipo | Definição | Exemplo |
|---|---|---|
| Paráfrase | Reformulação com mesmo sentido | Adaptações de obras clássicas |
| Paródia | Imitação com tom crítico/humorístico | Versões cômicas de músicas |
| Citação | Reprodução literal de trechos | Textos acadêmicos |
| Alusão | Referência indireta | Menções a personagens famosos |
2. GÊNEROS TEXTUAIS
2.1 Conceito de Gênero Textual
2.1.1 Definição
Formas relativamente estáveis de enunciados que se caracterizam por conteúdo temático, estilo e construção composicional específicos, desenvolvidos em esferas sociais de comunicação para atender necessidades comunicativas particulares.
2.1.2 Características dos Gêneros
- Conteúdo temático: assuntos abordados
- Estilo: seleção lexical, sintática e fraseológica
- Construção composicional: estrutura e organização
- Função social: propósito comunicativo
- Contexto de circulação: onde e quando é usado
2.2 Classificação dos Gêneros
2.2.1 Gêneros Orais
Principais gêneros orais:
- Conversa espontânea
- Entrevista
- Debate
- Palestra
- Seminário
- Aula expositiva
- Contação de histórias
2.2.2 Gêneros Escritos
| Esfera | Gêneros | Função |
|---|---|---|
| Jornalística | Notícia, reportagem, editorial, crônica | Informar, opinar |
| Literária | Romance, conto, poema, drama | Expressar, entreter |
| Acadêmica | Artigo, resenha, monografia, tese | Pesquisar, divulgar |
| Publicitária | Anúncio, propaganda, folder | Persuadir, vender |
2.3 Gêneros Digitais
2.3.1 Características dos Gêneros Digitais
- Hipertextualidade e multimodalidade
- Interatividade e instantaneidade
- Linguagem mais informal e econômica
- Uso de emoticons e abreviações
- Convergência de linguagens (verbal, visual, sonora)
2.3.2 Principais Gêneros Digitais
- E-mail: comunicação formal e informal
- Blog: diário virtual, opinião pessoal
- Chat: conversa em tempo real
- Post: publicação em redes sociais
- Meme: humor e crítica social
- Vlog: blog em formato de vídeo
3. TIPOLOGIA TEXTUAL
3.1 Conceito de Tipo Textual
3.1.1 Definição
Categorias teóricas determinadas pela natureza linguística de sua composição, caracterizadas por aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas e estilo. São limitados e constituem sequências linguísticas básicas.
3.1.2 Diferença entre Tipo e Gênero
Enquanto os tipos textuais são categorias teóricas limitadas (narração, descrição, exposição, argumentação, injunção), os gêneros textuais são realizações concretas e ilimitadas (carta, romance, receita, bula, etc.).
3.2 Tipos Textuais Básicos
3.2.1 Narração
Modalidade textual que relata fatos, eventos ou ações em uma sequência temporal, envolvendo personagens, narrador, enredo, tempo, espaço e foco narrativo.
- Presença de verbos de ação
- Marcadores temporais
- Sequência cronológica
- Personagens e cenários
- Transformação de estados
3.2.2 Descrição
Modalidade textual que retrata características, propriedades e aspectos de seres, objetos, lugares ou fenômenos, criando uma imagem mental no leitor através de detalhes sensoriais.
- Verbos de estado e ligação
- Adjetivos e locuções adjetivas
- Figuras de linguagem
- Detalhes sensoriais
- Simultaneidade temporal
3.2.3 Exposição (Dissertação Expositiva)
Modalidade textual que apresenta informações sobre um tema de forma objetiva e imparcial, com finalidade de informar, explicar ou esclarecer conceitos, processos ou fenômenos.
Características da exposição:
- Linguagem clara e objetiva
- Presente do indicativo
- Terceira pessoa
- Definições e conceitos
- Exemplificações
- Dados e estatísticas
3.2.4 Argumentação (Dissertação Argumentativa)
Modalidade textual que defende um ponto de vista através de argumentos lógicos, com objetivo de convencer ou persuadir o leitor sobre uma tese ou opinião.
- Tese: ponto de vista defendido
- Argumentos: razões que sustentam a tese
- Contra-argumentos: refutação de ideias contrárias
- Conclusão: retomada e reafirmação da tese
3.2.5 Injunção (Instrucional)
Modalidade textual que orienta, instrui ou prescreve ações, indicando procedimentos a serem seguidos para alcançar determinado objetivo.
- Verbos no imperativo
- Linguagem clara e direta
- Sequência ordenada de ações
- Uso de numeração ou marcadores
- Vocabulário técnico específico
3.3 Sequências Textuais
3.3.1 Heterogeneidade Tipológica
Na prática, os textos raramente apresentam apenas um tipo textual. É comum encontrar sequências mistas, onde predomina um tipo, mas outros aparecem como elementos secundários, criando a heterogeneidade tipológica.
3.3.2 Identificação do Tipo Predominante
- Propósito comunicativo principal
- Estrutura organizacional dominante
- Marcas linguísticas mais frequentes
- Estratégias discursivas utilizadas
4. NÍVEIS DE LINGUAGEM
4.1 Conceito de Níveis de Linguagem
4.1.1 Definição
Diferentes formas de utilização da língua de acordo com o contexto comunicativo, o grau de formalidade, o público-alvo e a situação social, variando desde o uso mais informal até o mais formal e técnico.
4.2 Classificação dos Níveis
4.2.1 Linguagem Formal (Culta)
- Obediência rigorosa à norma padrão
- Vocabulário erudito e técnico
- Sintaxe complexa e elaborada
- Ausência de gírias e coloquialismos
- Precisão terminológica
- Objetividade e impessoalidade
- Documentos oficiais
- Textos acadêmicos e científicos
- Discursos solenes
- Correspondência empresarial
- Literatura clássica
4.2.2 Linguagem Informal (Coloquial)
- Flexibilidade na aplicação da norma
- Vocabulário cotidiano e familiar
- Sintaxe simplificada
- Uso de gírias e expressões populares
- Contrações e elisões
- Subjetividade e pessoalidade
4.2.3 Linguagem Técnica e Científica
Modalidade especializada caracterizada pelo uso de terminologia específica de determinada área do conhecimento, com precisão conceitual e objetividade comunicativa.
4.3 Adequação Linguística
4.3.1 Fatores de Adequação
| Fator | Descrição | Influência |
|---|---|---|
| Interlocutor | Quem é o destinatário | Grau de formalidade |
| Contexto | Situação comunicativa | Registro linguístico |
| Finalidade | Objetivo da comunicação | Estratégias discursivas |
| Canal | Meio de transmissão | Modalidade (oral/escrita) |
4.3.2 Inadequação Linguística
A inadequação linguística ocorre quando há incompatibilidade entre o nível de linguagem utilizado e o contexto comunicativo, podendo gerar problemas de comunicação, constrangimento ou perda de credibilidade.
5. VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
5.1 Conceito de Variação
5.1.1 Definição
Fenômeno natural das línguas que se manifesta através de diferentes formas de uso do idioma, condicionadas por fatores geográficos, sociais, históricos, situacionais e individuais, sem que isso comprometa a comunicação.
5.1.2 Princípios da Variação
- Toda língua varia no tempo e no espaço
- Variação não significa erro ou incorreção
- Diferentes variedades têm igual valor linguístico
- Prestígio social não determina qualidade linguística
- Falantes dominam múltiplas variedades
5.2 Tipos de Variação
5.2.1 Variação Diatópica (Geográfica)
Diferenças linguísticas relacionadas ao espaço geográfico, manifestando-se em sotaques, vocabulário regional, expressões típicas e construções sintáticas características de determinadas regiões.
- Lexical: mandioca/macaxeira/aipim
- Fonética: porta [pɔrta] / [porta]
- Sintática: “Eu vi ele” / “Eu o vi”
- Prosódica: diferentes entonações regionais
5.2.2 Variação Diastrática (Social)
Diferenças linguísticas relacionadas a fatores sociais como classe social, escolaridade, profissão, idade e gênero, refletindo a estratificação social na linguagem.
| Fator Social | Manifestação | Exemplo |
|---|---|---|
| Escolaridade | Complexidade sintática | Períodos mais elaborados |
| Idade | Gírias e expressões | Linguagem jovem vs. adulta |
| Profissão | Jargões técnicos | Linguagem médica, jurídica |
| Gênero | Padrões discursivos | Diferenças conversacionais |
5.2.3 Variação Diafásica (Situacional)
Diferenças linguísticas relacionadas ao contexto comunicativo, grau de formalidade, canal de comunicação e relação entre interlocutores, determinando o registro linguístico adequado.
5.2.4 Variação Diacrônica (Histórica)
Mudanças linguísticas que ocorrem ao longo do tempo, evidenciando a evolução natural das línguas através de alterações fonéticas, lexicais, semânticas e sintáticas.
5.3 Preconceito Linguístico
5.3.1 Conceito e Manifestações
O preconceito linguístico é a discriminação baseada na forma de falar, geralmente direcionada a variedades não-padrão, refletindo preconceitos sociais mais amplos e contribuindo para a exclusão e marginalização de grupos sociais.
5.3.2 Combate ao Preconceito
- Valorização da diversidade linguística
- Ensino da norma padrão sem desvalorizar outras variedades
- Conscientização sobre adequação linguística
- Respeito às variedades regionais e sociais
- Promoção da competência comunicativa
6. DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
6.1 Conceitos Fundamentais
6.1.1 Denotação
Sentido literal, objetivo e referencial das palavras, correspondendo ao significado básico encontrado no dicionário, sem influência do contexto ou de aspectos subjetivos.
6.1.2 Conotação
Sentido figurado, subjetivo e contextual das palavras, carregado de valores emotivos, culturais e simbólicos, variando conforme a situação comunicativa e a experiência dos interlocutores.
6.2 Características e Diferenças
6.2.1 Comparação entre Denotação e Conotação
| Aspecto | Denotação | Conotação |
|---|---|---|
| Natureza | Objetiva, literal | Subjetiva, figurada |
| Contexto | Independente | Dependente |
| Universalidade | Universal | Cultural/individual |
| Estabilidade | Estável | Variável |
6.2.2 Exemplos Práticos
- “Coração”: Denotação = órgão vital / Conotação = sede dos sentimentos
- “Luz”: Denotação = radiação eletromagnética / Conotação = conhecimento, esperança
- “Serpente”: Denotação = réptil / Conotação = pessoa traiçoeira
- “Dourado”: Denotação = cor amarela / Conotação = precioso, valioso
6.3 Aplicações Textuais
6.3.1 Linguagem Denotativa
- Textos científicos e técnicos
- Manuais e instruções
- Notícias jornalísticas
- Documentos oficiais
- Dicionários e enciclopédias
6.3.2 Linguagem Conotativa
- Textos literários (poesia, prosa)
- Publicidade e propaganda
- Linguagem cotidiana informal
- Discursos políticos
- Expressões artísticas
6.4 Polissemia e Ambiguidade
6.4.1 Polissemia
Propriedade das palavras de apresentarem múltiplos significados relacionados entre si, sendo o contexto o elemento determinante para a interpretação adequada do sentido pretendido.
6.4.2 Ambiguidade
A ambiguidade pode resultar tanto da polissemia quanto de construções sintáticas inadequadas, gerando duplo sentido não intencional que compromete a clareza comunicativa. Na literatura, pode ser recurso estilístico intencional.
7. FIGURAS DE LINGUAGEM
7.1 Conceito e Classificação
7.1.1 Definição
Recursos expressivos que alteram o uso normal da língua para criar efeitos de sentido específicos, conferindo maior expressividade, beleza e impacto comunicativo aos textos através de desvios intencionais da norma.
7.1.2 Classificação Geral
- Figuras de palavra (semânticas): alteram o sentido das palavras
- Figuras de construção (sintáticas): alteram a estrutura frasal
- Figuras de som (fonéticas): exploram aspectos sonoros
- Figuras de pensamento: alteram o modo de pensar
7.2 Figuras de Palavra
7.2.1 Metáfora
Comparação implícita entre elementos de universos distintos, baseada em semelhanças, criando novos sentidos através da transferência de características de um elemento para outro.
- “Seus olhos são duas estrelas” (beleza = brilho)
- “A vida é uma viagem” (existência = percurso)
- “Ele é um leão” (coragem = ferocidade)
7.2.2 Metonímia
Substituição de uma palavra por outra com a qual mantém relação de proximidade, contiguidade ou dependência, baseada em relações lógicas como causa/efeito, continente/conteúdo, autor/obra.
- Autor pela obra: “Li Machado de Assis” (obras de Machado)
- Continente pelo conteúdo: “Tomei dois copos” (conteúdo dos copos)
- Causa pelo efeito: “Vive do próprio suor” (trabalho)
- Parte pelo todo: “Muitas cabeças pensantes” (pessoas)
7.2.3 Outras Figuras de Palavra
| Figura | Definição | Exemplo |
|---|---|---|
| Comparação | Aproximação explícita com conectivo | “Forte como um touro” |
| Personificação | Atribuição de características humanas | “O vento sussurrava” |
| Sinestesia | Mistura de sensações | “Doce melodia” |
| Catacrese | Metáfora cristalizada pelo uso | “Pé da mesa” |
7.3 Figuras de Construção
7.3.1 Principais Figuras Sintáticas
Figuras de construção mais comuns:
- Elipse: omissão de termo facilmente identificável
- Zeugma: omissão de termo já mencionado
- Pleonasmo: repetição enfática de ideia
- Anáfora: repetição de palavra no início de versos/frases
- Polissíndeto: repetição de conjunções
- Assíndeto: ausência de conjunções
7.4 Figuras de Som
7.4.1 Recursos Sonoros
- Aliteração: repetição de consoantes – “O rato roeu a roupa”
- Assonância: repetição de vogais – “Sou Ana da cama”
- Onomatopeia: imitação de sons – “Tic-tac, tic-tac”
- Paronomásia: palavras com sons similares – “Berro pelo berro”
7.5 Figuras de Pensamento
7.5.1 Principais Figuras
- Ironia: expressão do contrário do que se pensa
- Antítese: oposição de ideias ou palavras
- Paradoxo: contradição aparente com sentido profundo
- Hipérbole: exagero intencional
- Eufemismo: suavização de expressão desagradável
- Prosopopeia: personificação de seres inanimados
7.6 Função das Figuras de Linguagem
7.6.1 Efeitos Comunicativos
As figuras de linguagem enriquecem a comunicação ao criar efeitos estéticos, emotivos e persuasivos, tornando o discurso mais expressivo, memorável e impactante, sendo fundamentais na literatura, publicidade e comunicação cotidiana.
7.6.2 Identificação e Análise
- Observar desvios da linguagem comum
- Identificar efeitos de sentido criados
- Analisar o contexto de uso
- Considerar a intenção comunicativa
- Relacionar com o gênero textual
📖 Apostila 1 – Compreensão Textual e Linguagem
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🔤 APOSTILA 2: FONÉTICA, ORTOGRAFIA E MORFOLOGIA
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📋 Índice
- 1. Sílabas e Tonicidade
- 2. Encontros Vocálicos e Consonantais
- 3. Acentuação Gráfica
- 4. Emprego do Hífen e Normas Ortográficas
- 5. Homônimos e Parônimos
- 6. Classes de Palavras
- 7. Formação de Palavras
- 8. Flexão Nominal e Verbal
1. SÍLABAS E TONICIDADE
1.1 Conceito de Sílaba
1.1.1 Definição
Unidade fonológica constituída por um ou mais fonemas, organizados em torno de uma vogal (núcleo silábico), que pode ser precedida e/ou seguida por consoantes. É a menor unidade pronunciável de uma palavra.
1.1.2 Estrutura Silábica
- Ataque: consoante(s) que precede(m) o núcleo
- Núcleo: vogal ou ditongo (elemento obrigatório)
- Coda: consoante(s) que segue(m) o núcleo
1.2 Divisão Silábica
1.2.1 Regras de Divisão
- Não se separam ditongos e tritongos: cai-xa, U-ru-guai
- Separam-se os hiatos: sa-ú-de, co-o-pe-rar
- Separam-se dígrafos consonantais: car-ro, pas-so
- Não se separam dígrafos vocálicos: noi-te, pei-xe
- Consoante + l ou r não se separam: a-brir, a-pli-car
- Outras consoantes juntas se separam: ap-to, ad-vo-ga-do
1.2.2 Classificação por Número de Sílabas
| Classificação | Número de Sílabas | Exemplos |
|---|---|---|
| Monossílaba | 1 sílaba | pé, mão, luz |
| Dissílaba | 2 sílabas | ca-sa, li-vro |
| Trissílaba | 3 sílabas | mé-di-co, bra-si-leiro |
| Polissílaba | 4+ sílabas | u-ni-ver-si-da-de |
1.3 Tonicidade
1.3.1 Conceito de Sílaba Tônica
Sílaba pronunciada com maior intensidade em uma palavra. Determina a classificação das palavras quanto à posição do acento tônico e influencia as regras de acentuação gráfica.
1.3.2 Classificação das Palavras pela Tonicidade
| Classificação | Posição da Tônica | Exemplos |
|---|---|---|
| Oxítona | Última sílaba | ca-fé, a-mor, Pa-rá |
| Paroxítona | Penúltima sílaba | ca-sa, ár-vo-re, fá-cil |
| Proparoxítona | Antepenúltima sílaba | mé-di-co, úl-ti-mo |
1.3.3 Monossílabos Tônicos e Átonos
- Tônicos: pronunciados com intensidade – pé, mão, dor, luz
- Átonos: pronunciados sem intensidade – de, em, que, se
2. ENCONTROS VOCÁLICOS E CONSONANTAIS
2.1 Encontros Vocálicos
2.1.1 Ditongo
Encontro de duas vogais pronunciadas em uma única sílaba, sendo uma vogal (mais forte) e uma semivogal (mais fraca). Pode ser crescente ou decrescente, oral ou nasal.
| Tipo | Características | Exemplos |
|---|---|---|
| Crescente | Semivogal + vogal | qua-se, sé-rie, pá-tio |
| Decrescente | Vogal + semivogal | cai-xa, hei-rói, pau |
| Oral | Som pela boca | lei, boi, céu |
| Nasal | Som pelo nariz | mãe, pão, põe |
2.1.2 Tritongo
Encontro de três vogais pronunciadas em uma única sílaba, na sequência semivogal + vogal + semivogal. É menos comum que o ditongo.
- Orais: Pa-ra-guai, U-ru-guai, i-guais
- Nasais: saguão, quão, enxáguem
2.1.3 Hiato
Encontro de duas vogais pronunciadas em sílabas diferentes. As vogais não formam ditongo, sendo separadas na divisão silábica.
- sa-ú-de, co-o-pe-rar, vi-ú-va
- ca-a-tin-ga, vo-o, cre-em
- pi-a-da, fi-el, ru-im
2.2 Encontros Consonantais
2.2.1 Conceito
Sequência de duas ou mais consoantes pronunciadas sem vogal intermediária. Podem estar na mesma sílaba (inseparáveis) ou em sílabas diferentes (separáveis).
2.2.2 Tipos de Encontros Consonantais
| Tipo | Características | Exemplos |
|---|---|---|
| Perfeito | Mesma sílaba (cons. + l/r) | pra-to, blo-co, a-tleta |
| Imperfeito | Sílabas diferentes | ap-to, ad-mi-tir, ab-so-luto |
2.3 Dígrafos
2.3.1 Conceito de Dígrafo
Grupo de duas letras que representa um único fonema. Diferencia-se do encontro consonantal porque as letras juntas produzem um som único, não dois sons distintos.
2.3.2 Tipos de Dígrafos
- ch: chuva, machado
- lh: filho, trabalho
- nh: ninho, sonho
- rr: carro, ferro
- ss: passo, massa
- sc, sç, xc: nascer, desça, exceto
- qu, gu: quero, guerra (quando u não soa)
- am, an: campo, canto
- em, en: tempo, centro
- im, in: limpo, tinta
- om, on: pombo, ponte
- um, un: tumba, mundo
2.3.3 Diferença entre Dígrafo e Encontro Consonantal
Dígrafo: duas letras = um som (carro = /ka-ro/)
Encontro consonantal: duas letras = dois sons (prato = /pra-to/)
3. ACENTUAÇÃO GRÁFICA
3.1 Princípios da Acentuação
3.1.1 Função do Acento Gráfico
Sinal diacrítico que indica a sílaba tônica de uma palavra quando esta não segue o padrão acentual mais comum do português. Serve para distinguir palavras e facilitar a pronúncia correta.
3.1.2 Tipos de Acentos
- Agudo (´): indica som aberto – pé, médico
- Circunflexo (^): indica som fechado – você, lâmpada
- Grave (`): usado apenas na crase – à, àquele
3.2 Regras de Acentuação
3.2.1 Acentuação de Oxítonas
Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
- a, as: Pará, marajás
- e, es: café, vocês
- o, os: avô, paletós
- em, ens: também, parabéns
3.2.2 Acentuação de Paroxítonas
| Terminação | Regra | Exemplos |
|---|---|---|
| ã, ãs, ão, ãos | Acentua | órfã, ímã, órgão |
| i, is | Acentua | júri, lápis |
| us, um, uns | Acentua | vírus, álbum |
| l, n, r, x, ps | Acentua | fácil, hífen, açúcar |
| ditongo | Acentua | história, série |
3.2.3 Acentuação de Proparoxítonas
REGRA GERAL: Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Exemplos: médico, lâmpada, árvore, último, prático, matemática
3.3 Regras Especiais
3.3.1 Acentuação de Monossílabos
Terminados em a, e, o (abertos ou fechados):
- a, as: pá, más
- e, es: pé, mês
- o, os: pó, nós
3.3.2 Acentuação de Hiatos
- I e U tônicos, sozinhos ou com S: saída, tuiuiú
- Não se acentua se seguido de NH: rainha, moinho
- Não se acentua se repetido: xiita, vadiice
- Não se acentua paroxítonas com i/u + consoante: juiz, ruim
3.3.3 Acentos Diferenciais
| Com Acento | Sem Acento | Diferenciação |
|---|---|---|
| pôde (pretérito) | pode (presente) | Tempo verbal |
| pôr (verbo) | por (preposição) | Classe gramatical |
| têm (plural) | tem (singular) | Número |
| vêm (plural) | vem (singular) | Número |
4. EMPREGO DO HÍFEN E NORMAS ORTOGRÁFICAS
4.1 Emprego do Hífen
4.1.1 Regras Gerais
Sinal gráfico usado para ligar elementos de palavras compostas, separar sílabas no final da linha e unir pronomes átonos a verbos. Suas regras foram alteradas pelo Acordo Ortográfico.
4.1.2 Hífen em Palavras Compostas
- Palavras compostas sem elemento de ligação: guarda-roupa, beija-flor
- Topônimos com artigo: Grão-Pará, Trás-os-Montes
- Espécies botânicas e zoológicas: bem-te-vi, couve-flor
- Gentílicos compostos: norte-americano, sul-africano
- Palavras com elemento de ligação: pé de moleque, mão de obra
- Compostos com perda da noção de composição: girassol, madressilva
- Locuções: café com leite, fim de semana
4.1.3 Hífen com Prefixos
| Situação | Regra | Exemplos |
|---|---|---|
| Vogal igual | Usa hífen | anti-inflamatório, micro-ondas |
| Consoante igual | Usa hífen | inter-regional, super-resistente |
| Antes de h | Usa hífen | anti-higiênico, super-homem |
| Sub + r | Usa hífen | sub-região, sub-raça |
4.2 Outras Normas Ortográficas
4.2.1 Uso de Maiúsculas
- Início de frases e após ponto
- Nomes próprios de pessoas, lugares, instituições
- Nomes de épocas históricas, festas, eventos
- Títulos de livros, filmes (primeira palavra)
- Pontos cardeais quando designam regiões
4.2.2 Grafia de Algumas Palavras
| Grafia Correta | Grafia Incorreta | Observação |
|---|---|---|
| exceção | excessão | Com ç |
| privilégio | previlégio | Com i |
| beneficente | beneficiente | Sem i |
| mendigo | mendingo | Sem n |
4.2.3 Uso do Porquê
- Por que: pergunta ou equivale a “por qual razão”
- Por quê: pergunta no final da frase ou sozinho
- Porque: resposta, equivale a “pois”
- Porquê: substantivo, equivale a “motivo”
5. HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS
5.1 Conceitos
5.1.1 Homônimos
Palavras que possuem a mesma grafia ou pronúncia, mas significados diferentes. Dividem-se em homógrafos (mesma grafia) e homófonos (mesma pronúncia).
5.1.2 Parônimos
Palavras que possuem grafia e pronúncia semelhantes, mas significados diferentes. São facilmente confundidas na escrita e na fala.
5.2 Principais Homônimos
5.2.1 Homógrafos
| Palavra | Significado 1 | Significado 2 |
|---|---|---|
| banco | instituição financeira | assento |
| manga | fruta | parte da roupa |
| são | verbo ser (3ª pessoa plural) | sadio, santo |
5.2.2 Homófonos
- cela/sela: prisão / arreio
- censo/senso: recenseamento / juízo
- cerrar/serrar: fechar / cortar
- cozer/coser: cozinhar / costurar
5.3 Principais Parônimos
5.3.1 Parônimos Comuns
| Palavra 1 | Significado | Palavra 2 | Significado |
|---|---|---|---|
| absolver | perdoar, inocentar | absorver | aspirar, sorver |
| comprimento | extensão, tamanho | cumprimento | saudação, execução |
| descrição | ato de descrever | discrição | reserva, prudência |
| emergir | vir à tona, surgir | imergir | mergulhar, afundar |
5.3.2 Mais Parônimos Importantes
- eminente/iminente: ilustre / prestes a acontecer
- flagrante/fragrante: evidente / perfumado
- inflação/infração: alta de preços / violação
- mandado/mandato: ordem judicial / período de governo
- ratificar/retificar: confirmar / corrigir
- tráfego/tráfico: trânsito / comércio ilegal
5.4 Estratégias de Diferenciação
5.4.1 Dicas para Memorização
Para distinguir homônimos e parônimos, observe o contexto da frase, analise a etimologia das palavras e crie associações mentais. A prática constante de leitura e exercícios ajuda na fixação das diferenças.
6. CLASSES DE PALAVRAS
6.1 Classificação Geral
6.1.1 Palavras Variáveis
Classes que sofrem flexões de gênero, número, grau, pessoa, tempo, modo ou voz, adaptando-se ao contexto sintático e semântico da frase.
Classes variáveis:
- Substantivo
- Adjetivo
- Artigo
- Numeral
- Pronome
- Verbo
6.1.2 Palavras Invariáveis
Classes que não sofrem flexões, mantendo sempre a mesma forma independentemente do contexto em que são empregadas.
- Advérbio
- Preposição
- Conjunção
- Interjeição
6.2 Substantivo
6.2.1 Conceito e Classificação
Palavra que nomeia seres, objetos, lugares, sentimentos, ações, qualidades e conceitos. É o núcleo do sintagma nominal e pode exercer diversas funções sintáticas.
| Tipo | Características | Exemplos |
|---|---|---|
| Comum | Nomeia seres da mesma espécie | casa, pessoa, animal |
| Próprio | Nomeia ser específico | João, Brasil, Amazonas |
| Concreto | Ser com existência própria | mesa, criança, Deus |
| Abstrato | Qualidade, ação, estado | beleza, corrida, tristeza |
6.3 Adjetivo
6.3.1 Conceito e Função
Palavra que caracteriza, qualifica ou determina o substantivo, indicando qualidades, características, estados ou condições. Concorda em gênero e número com o substantivo.
6.3.2 Classificação dos Adjetivos
- Primitivo: bom, grande, feliz
- Derivado: bondoso, grandioso, infeliz
- Simples: verde, alto, doce
- Composto: verde-claro, surdo-mudo
- Pátrio: brasileiro, amazonense, manauara
6.4 Outras Classes
6.4.1 Artigo
- Definidos: o, a, os, as (determinam)
- Indefinidos: um, uma, uns, umas (indeterminam)
6.4.2 Numeral
- Cardinal: um, dois, três (quantidade)
- Ordinal: primeiro, segundo (ordem)
- Multiplicativo: dobro, triplo (multiplicação)
- Fracionário: meio, terço (fração)
6.4.3 Advérbio
Palavra invariável que modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, indicando circunstâncias de modo, tempo, lugar, intensidade, afirmação, negação ou dúvida.
7. FORMAÇÃO DE PALAVRAS
7.1 Processos de Formação
7.1.1 Derivação
Processo de formação de palavras através do acréscimo de afixos (prefixos, sufixos ou infixos) a um radical, criando novas palavras com significados relacionados à palavra primitiva.
| Tipo | Processo | Exemplos |
|---|---|---|
| Prefixal | Prefixo + radical | des + fazer = desfazer |
| Sufixal | Radical + sufixo | pedra + eiro = pedreiro |
| Parassintética | Prefixo + radical + sufixo | a + noite + cer = anoitecer |
| Regressiva | Redução da palavra | pescar → pesca |
7.1.2 Composição
Processo de formação de palavras através da união de dois ou mais radicais, criando uma nova palavra com significado próprio, diferente dos elementos que a compõem.
- Justaposição: elementos mantêm forma original – passatempo, guarda-roupa
- Aglutinação: elementos se fundem – planalto (plano + alto), embora (em + boa + hora)
7.2 Outros Processos
7.2.1 Processos Especiais
- Hibridismo: elementos de línguas diferentes – automóvel, sociologia
- Onomatopeia: imitação de sons – tic-tac, miau, zunzum
- Abreviação: redução de palavras – foto, moto, pneu
- Sigla: iniciais de palavras – ONU, IBGE, USP
7.2.2 Neologismo
Criação de palavras novas para nomear conceitos, objetos ou situações que surgem na sociedade. Exemplos: deletar, printar, googlar, selfie.
7.3 Família de Palavras
7.3.1 Palavras Cognatas
- terreno, terreiro, território
- terrestre, terroso, térreo
- enterrar, aterrar, desterrar
- subterrâneo, extraterrestre
8. FLEXÃO NOMINAL E VERBAL
8.1 Flexão Nominal
8.1.1 Flexão de Gênero
Propriedade dos substantivos e adjetivos que os classifica em masculino ou feminino. Pode ser natural (baseado no sexo) ou gramatical (convenção linguística).
| Formação do Feminino | Regra | Exemplos |
|---|---|---|
| Troca -o por -a | Regra geral | menino/menina, gato/gata |
| Acréscimo de -a | Consoante final | professor/professora |
| Formas diferentes | Heterônimos | homem/mulher, boi/vaca |
| Mesma forma | Comum de dois | o/a estudante, o/a artista |
8.1.2 Flexão de Número
- Regra geral: acréscimo de -s (casa/casas)
- Terminados em -r, -s, -z: acréscimo de -es (mar/mares)
- Terminados em -al, -el, -ol, -ul: troca -l por -is (animal/animais)
- Terminados em -ão: -ões, -ães ou -ãos (balão/balões)
- Terminados em -x: invariáveis (tórax/tórax)
8.1.3 Flexão de Grau
- Aumentativo: casarão, grandão (sintético) / casa grande (analítico)
- Diminutivo: casinha, pequenininho (sintético) / casa pequena (analítico)
- Comparativo: mais alto que, menos alto que, tão alto quanto
- Superlativo: altíssimo (absoluto sintético) / muito alto (absoluto analítico)
8.2 Flexão Verbal
8.2.1 Elementos da Flexão Verbal
Variação do verbo para indicar pessoa, número, tempo, modo e voz. É a classe de palavras com maior número de flexões no português.
8.2.2 Pessoa e Número
- 1ª pessoa: eu (singular), nós (plural)
- 2ª pessoa: tu (singular), vós (plural)
- 3ª pessoa: ele/ela (singular), eles/elas (plural)
8.2.3 Tempos Verbais
| Tempo | Função | Exemplo |
|---|---|---|
| Presente | Ação no momento da fala | Eu estudo |
| Pretérito | Ação anterior à fala | Eu estudei |
| Futuro | Ação posterior à fala | Eu estudarei |
8.2.4 Modos Verbais
Indicativo: certeza, realidade
Subjuntivo: dúvida, hipótese, desejo
Imperativo: ordem, pedido, conselho
8.3 Emprego de Pronomes
8.3.1 Classificação dos Pronomes
- Pessoais: eu, tu, ele, nós, vós, eles
- Possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso
- Demonstrativos: este, esse, aquele
- Relativos: que, qual, cujo, onde
- Indefinidos: algum, nenhum, todo, outro
- Interrogativos: que, quem, qual, quanto
8.3.2 Colocação Pronominal
- Próclise: pronome antes do verbo (Não me conte)
- Ênclise: pronome depois do verbo (Conte-me)
- Mesóclise: pronome no meio do verbo (Contar-me-á)
🔤 Apostila 2 – Fonética, Ortografia e Morfologia
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✍️ APOSTILA 3: SINTAXE E REDAÇÃO OFICIAL
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📋 Índice
- 1. Concordância Nominal e Verbal
- 2. Regência Nominal e Verbal
- 3. Crase
- 4. Termos da Oração
- 5. Análise Sintática de Períodos
- 6. Funções Sintáticas
- 7. Pontuação
- 8. Redação Oficial
1. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
1.1 Concordância Verbal
1.1.1 Regra Geral
O verbo concorda com seu sujeito em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). É a harmonia entre o verbo e o termo que funciona como sujeito da oração.
- O aluno estuda (singular)
- Os alunos estudam (plural)
- Eu trabalho (1ª pessoa)
- Tu trabalhas (2ª pessoa)
1.1.2 Casos Especiais
| Situação | Regra | Exemplo |
|---|---|---|
| Sujeito composto antes do verbo | Verbo no plural | João e Maria chegaram |
| Sujeito composto depois do verbo | Plural ou singular | Chegaram/Chegou João e Maria |
| Núcleos ligados por “ou” | Singular (exclusão) | João ou Pedro será eleito |
| Núcleos sinônimos | Singular ou plural | A angústia e ansiedade o/os consome/consomem |
1.1.3 Concordância com Pronomes
- Que: verbo concorda com o antecedente (Fui eu que falei)
- Quem: verbo na 3ª pessoa (Fui eu quem falou)
- Um dos que: verbo no plural (Um dos que chegaram)
- Qual de nós: verbo na 3ª pessoa (Qual de nós falará?)
1.1.4 Verbos Impessoais
- Haver (existir): Há muitos alunos
- Fazer (tempo): Faz dois anos
- Fenômenos naturais: Choveu muito
- Ser (horas/distância): É uma hora, São duas horas
1.2 Concordância Nominal
1.2.1 Regra Geral
Artigos, adjetivos, numerais e pronomes adjetivos concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.
1.2.2 Casos Especiais
| Situação | Regra | Exemplo |
|---|---|---|
| Adjetivo posposto | Concorda com o mais próximo ou vai ao plural | Casa e carro novo/novos |
| Adjetivo anteposto | Concorda com o mais próximo | Bela casa e jardim |
| É bom, é necessário | Invariável sem artigo | É necessário paciência |
| Meio, bastante | Varia se for adjetivo | Ela está meio/meia cansada |
1.2.3 Palavras Invariáveis
Sempre invariáveis: alerta, menos, pseudo, extra
Exemplo: Os soldados estão alerta. Comprei menos frutas.
2. REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
2.1 Regência Verbal
2.1.1 Conceito
Relação de dependência entre o verbo e seus complementos. Determina se o verbo exige preposição e qual preposição usar com cada complemento.
2.1.2 Principais Verbos e suas Regências
| Verbo | Regência | Exemplo |
|---|---|---|
| Assistir | VTI (ver) / VTD (ajudar) | Assisti ao filme / Assisti o doente |
| Aspirar | VTD (respirar) / VTI (desejar) | Aspirou o ar / Aspira ao cargo |
| Chegar | VI + a | Chegou à escola |
| Obedecer | VTI + a | Obedece aos pais |
| Preferir | VTDI (algo a algo) | Prefiro café a chá |
2.1.3 Verbos com Mudança de Sentido
- Visar: VTD (mirar) / VTI (objetivar) – Visou o alvo / Visa ao sucesso
- Implicar: VTD (acarretar) / VTI (antipatizar) – Implica gastos / Implica com todos
- Custar: VTI (ser difícil) – Custou-lhe entender
- Querer: VTD (desejar) / VTI (amar) – Quero água / Quero aos filhos
2.2 Regência Nominal
2.2.1 Conceito
Relação de dependência entre nomes (substantivos, adjetivos, advérbios) e seus complementos, sempre introduzidos por preposição.
2.2.2 Principais Regências Nominais
- Acessível a: acessível a todos
- Apto a/para: apto ao/para o trabalho
- Capaz de: capaz de vencer
- Compatível com: compatível com a função
- Fácil de: fácil de entender
- Junto a/de: junto ao/do diretor
- Paralelo a: paralelo à rua
- Próximo a/de: próximo ao/do centro
2.2.3 Substantivos Derivados de Verbos
Substantivos derivados de verbos mantêm a mesma regência:
- Obedecer aos pais → Obediência aos pais
- Assistir ao filme → Assistência ao filme
- Aspirar ao cargo → Aspiração ao cargo
3. CRASE
3.1 Conceito de Crase
3.1.1 Definição
Fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a” ou com os pronomes demonstrativos “aquele”, “aquela”, “aquilo”. É indicada pelo acento grave (`).
Fórmula: Preposição A + Artigo A = À
Exemplo: Vou a + a escola = Vou à escola
3.1.2 Condições para Ocorrer Crase
- Palavra anterior deve exigir preposição “a”
- Palavra posterior deve aceitar artigo “a”
- Palavra posterior deve ser feminina
3.2 Regras de Uso
3.2.1 Casos Obrigatórios
| Situação | Regra | Exemplo |
|---|---|---|
| Regência + artigo | Usa crase | Refiro-me à aluna |
| Locuções femininas | Usa crase | À noite, às vezes, à toa |
| Horas determinadas | Usa crase | Às 8 horas, à 1 hora |
| À moda de (subentendido) | Usa crase | Bife à milanesa, gol à Pelé |
3.2.2 Casos Proibidos
- Antes de masculino: Vou a pé, andar a cavalo
- Antes de verbo: Começou a chover
- Antes de pronomes: Refiro-me a ela, a esta
- Entre palavras repetidas: cara a cara, gota a gota
- Antes de casa/terra/distância (sem especificação): Voltou a casa
3.2.3 Casos Facultativos
- Antes de pronome possessivo feminino: Refiro-me a/à sua irmã
- Antes de nomes próprios femininos: Entreguei a/à Maria
- Depois de “até”: Fui até a/à escola
3.3 Dicas Práticas
3.3.1 Teste de Verificação
Substitua por palavra masculina:
– Se aparecer “ao”, usa crase no feminino
– Se aparecer “a”, não usa crase
Exemplo: Vou à escola → Vou ao colégio (usa crase)
3.3.2 Crase com Pronomes Demonstrativos
Sempre que houver preposição “a” + “aquele/aquela/aquilo”:
- Refiro-me àquele aluno
- Dirigiu-se àquela casa
- Aspira àquilo que deseja
4. TERMOS DA ORAÇÃO
4.1 Termos Essenciais
4.1.1 Sujeito
Termo sobre o qual se declara alguma coisa. É o ser do qual se fala na oração. Pode ser determinado (simples, composto, oculto) ou indeterminado, ou ainda pode haver oração sem sujeito.
| Tipo de Sujeito | Características | Exemplo |
|---|---|---|
| Simples | Um núcleo | O menino brinca |
| Composto | Dois ou mais núcleos | João e Maria chegaram |
| Oculto | Não expresso, mas identificável | Chegamos cedo (nós) |
| Indeterminado | Existe, mas não se identifica | Falaram de você |
| Inexistente | Oração sem sujeito | Há problemas aqui |
4.1.2 Predicado
Termo que contém a declaração referente ao sujeito. Pode ser verbal (ação), nominal (estado/qualidade) ou verbo-nominal (ação + estado).
- Verbal: núcleo é verbo significativo – O menino correu
- Nominal: núcleo é nome (predicativo) – O menino está feliz
- Verbo-nominal: dois núcleos – O menino chegou cansado
4.2 Termos Integrantes
4.2.1 Complementos Verbais
- Objeto Direto: complemento sem preposição – Comprei livros
- Objeto Indireto: complemento com preposição – Gosto de música
- Objeto Direto Preposicionado: OD com preposição – Amo a Deus
4.2.2 Complemento Nominal e Agente da Passiva
- Complemento Nominal: completa nome – Tenho necessidade de carinho
- Agente da Passiva: pratica ação na voz passiva – O livro foi lido pelo aluno
4.3 Termos Acessórios
4.3.1 Adjunto Adnominal e Adverbial
Adjunto Adnominal: caracteriza substantivo – A casa azul
Adjunto Adverbial: indica circunstância – Chegou ontem
Aposto: explica/especifica termo – João, meu irmão, chegou
Vocativo: chamamento – Maria, venha aqui!
5. ANÁLISE SINTÁTICA DE PERÍODOS
5.1 Período Simples
5.1.1 Conceito
Período constituído por apenas uma oração, ou seja, apresenta apenas um verbo ou locução verbal. Toda a análise se concentra nos termos dessa única oração.
“Os alunos estudiosos leram atentamente os livros novos.”
- Sujeito: Os alunos estudiosos
- Predicado: leram atentamente os livros novos
- Objeto direto: os livros novos
- Adjunto adverbial: atentamente
5.2 Período Composto
5.2.1 Conceito
Período constituído por duas ou mais orações. Pode ser formado por coordenação (orações independentes) ou subordinação (orações dependentes).
5.2.2 Coordenação
| Tipo | Relação | Conjunções | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Aditiva | Adição | e, nem, mas também | Estudou e passou |
| Adversativa | Oposição | mas, porém, contudo | Estudou, mas não passou |
| Alternativa | Alternância | ou, ora…ora, quer…quer | Ou estuda ou trabalha |
| Conclusiva | Conclusão | logo, portanto, pois | Estudou, logo passou |
| Explicativa | Explicação | pois, porque, que | Estude, pois é importante |
5.2.3 Subordinação
- Substantivas: função de substantivo (sujeito, objeto, etc.)
- Adjetivas: função de adjetivo (restritiva ou explicativa)
- Adverbiais: função de advérbio (tempo, causa, condição, etc.)
5.3 Orações Subordinadas Substantivas
5.3.1 Classificação
- Subjetiva: É necessário que você estude
- Objetiva direta: Espero que você venha
- Objetiva indireta: Preciso de que me ajudem
- Completiva nominal: Tenho certeza de que vai dar certo
- Predicativa: Meu desejo é que sejas feliz
- Apositiva: Só quero isto: que sejas feliz
6. FUNÇÕES SINTÁTICAS
6.1 Funções do Substantivo
6.1.1 Principais Funções
O substantivo pode exercer diversas funções sintáticas, sendo o núcleo de diferentes termos da oração. É a classe mais versátil sintaticamente.
- Sujeito: O menino chegou
- Objeto direto: Comprei livros
- Objeto indireto: Gosto de música
- Predicativo: João é médico
- Complemento nominal: Amor aos filhos
- Agente da passiva: Livro lido pelo aluno
- Adjunto adnominal: Casa de madeira
- Adjunto adverbial: Chegou de manhã
- Aposto: João, meu irmão
- Vocativo: Maria, venha!
6.2 Funções do Adjetivo
6.2.1 Funções Principais
| Função | Características | Exemplo |
|---|---|---|
| Adjunto Adnominal | Caracteriza substantivo | Casa bonita |
| Predicativo do Sujeito | Qualifica sujeito via verbo de ligação | Ela é inteligente |
| Predicativo do Objeto | Qualifica objeto direto | Considero-a inteligente |
6.3 Funções do Pronome
6.3.1 Pronomes Substantivos
Exercem as mesmas funções dos substantivos:
- Sujeito: Ele chegou, Quem veio?
- Objeto direto: Vi-o ontem
- Objeto indireto: Obedeci-lhe
- Predicativo: O escolhido foi ele
6.3.2 Pronomes Adjetivos
Acompanham substantivos como adjuntos adnominais:
- Possessivos: Minha casa, nosso livro
- Demonstrativos: Esta casa, aquele livro
- Indefinidos: Alguma casa, todo livro
- Interrogativos: Que livro? Qual casa?
6.3.3 Pronomes Relativos
Os pronomes relativos exercem dupla função: conectam orações e representam termos antecedentes, podendo ser sujeito, objeto, adjunto, etc., na oração subordinada.
7. PONTUAÇÃO
7.1 Sinais de Pontuação
7.1.1 Vírgula
Sinal que indica pausa breve, separando termos de mesma função sintática, orações coordenadas, elementos explicativos e outros casos específicos.
| Uso | Regra | Exemplo |
|---|---|---|
| Enumeração | Separa termos de mesma função | Comprei pão, leite, ovos |
| Aposto | Isola termo explicativo | João, meu irmão, chegou |
| Vocativo | Isola chamamento | Maria, venha aqui |
| Adjunto adverbial deslocado | Isola circunstância deslocada | Ontem, choveu muito |
| Orações coordenadas | Separa orações independentes | Estudou, mas não passou |
7.1.2 Casos Proibidos da Vírgula
- Entre sujeito e predicado: O menino chegou
- Entre verbo e objeto: Comprei livros
- Entre nome e complemento: Casa de madeira
- Antes de “e” em enumeração simples: João e Maria
7.1.3 Ponto e Vírgula
- Separa orações coordenadas longas
- Separa itens de enumeração complexa
- Antes de conjunções adversativas em períodos longos
7.2 Outros Sinais
7.2.1 Dois-pontos
- Antes de citação: Ele disse: “Vou embora”
- Antes de enumeração: Comprei: pão, leite, ovos
- Antes de explicação: Não veio: estava doente
- Antes de aposto enumerativo: Três coisas: amor, paz, alegria
7.2.2 Travessão e Parênteses
Travessão: indica mudança de interlocutor no diálogo ou isola comentários
Parênteses: isolam explicações, comentários ou informações acessórias
Aspas: indicam citações, estrangeirismos, ironia ou destaque
8. REDAÇÃO OFICIAL
8.1 Características da Redação Oficial
8.1.1 Princípios
Forma de comunicação escrita utilizada pelos órgãos públicos, caracterizada pela impessoalidade, clareza, concisão, formalidade e uso do padrão culto da língua.
- Impessoalidade: ausência de impressões pessoais
- Clareza: linguagem acessível e direta
- Concisão: máximo de informação com mínimo de palavras
- Formalidade: observância às normas protocolares
- Uniformidade: padronização de estrutura e linguagem
8.2 Principais Gêneros
8.2.1 Ofício
Finalidade: Comunicação externa entre órgãos públicos ou entre órgão público e particular
Estrutura:
- Cabeçalho (tipo, número, local, data)
- Destinatário
- Assunto
- Texto (introdução, desenvolvimento, conclusão)
- Fecho
- Assinatura e identificação
8.2.2 Memorando
Finalidade: Comunicação interna entre setores de um mesmo órgão
Características:
- Mais simples que o ofício
- Tramitação rápida
- Linguagem direta e objetiva
- Dispensa protocolo excessivo
8.2.3 Ata
| Elemento | Características |
|---|---|
| Finalidade | Registrar ocorrências de reuniões, sessões, assembleias |
| Linguagem | Formal, impessoal, precisa |
| Estrutura | Abertura, desenvolvimento, encerramento |
| Correções | Usar “digo”, não rasuras |
8.3 Outros Documentos
8.3.1 Relatório
Relatório: Exposição detalhada de atividades, fatos ou situações. Deve ser objetivo, claro e fundamentado em dados concretos. Estrutura: introdução, desenvolvimento (com dados e análises) e conclusão.
8.3.2 Requerimento
Finalidade: Solicitar algo a que se tem direito
Elementos essenciais:
- Invocação (autoridade competente)
- Preâmbulo (identificação do requerente)
- Exposição (fundamentação do pedido)
- Pedido (o que se solicita)
- Fecho (“Nestes termos, pede deferimento”)
8.3.3 Declaração e Atestado
- Declaração: afirma fato do qual se tem conhecimento direto
- Atestado: comprova fato do qual se tem conhecimento por força do cargo/função
- Ambos devem ser claros, precisos e verdadeiros
- Responsabilidade civil e criminal do declarante/atestante
8.4 Tratamento e Protocolo
8.4.1 Formas de Tratamento
- Vossa Excelência: Presidente, Ministros, Governadores
- Vossa Senhoria: demais autoridades e particulares
- Vossa Magnificência: Reitores
- Senhor/Senhora: tratamento geral respeitoso
8.4.2 Fechos para Comunicações
Para autoridades superiores: “Respeitosamente”
Para autoridades de mesmo nível ou inferiores: “Atenciosamente”
Regra geral: usar “Atenciosamente” na dúvida
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