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Simulado Língua Portuguesa: Nível Superior – São José/SC – FEPESE

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Simulado Língua Portuguesa: Nível Superior – São José/SC – FEPESE

📚 Simulado FEPESE
São José/SC

Nível Superior – Língua Portuguesa
Distribuição: 30 Questões
• Interpretação • Gramática • Ortografia • Sintaxe • Semântica • Fonética • Redação Oficial • Banca FEPESE

📖 Texto Base: Moscas Brancas

Edward Lewis era um nerd com dois fascínios: flauta transversal e insetos mutantes. Esse geneticista americano pagou o primeiro ano de faculdade com uma bolsa para jovens músicos, mas logo largou Mozart para ser biólogo – e dedicou décadas de sua carreira no Instituto de Tecnologia da Califórnia ao estudo de moscas com quatro asas. Parece banal. Mas esse é o equivalente da deusa indiana Lakshmi, com seus quatro braços. Moscas comuns têm só duas asas. Atrás delas, há um par de órgãos minúsculos chamados halteres – que evoluíram como asinhas atrofiadas, responsáveis por estabilizar o voo em vez de sustentá-lo nas moscas Lakshimi.
Lewis descobriu que estas moscas em especial e outras aberrações – como insetos com patas no rosto ou antenas no traseiro – eram resultado de erros em um conjunto de genes conhecidos como Hox. Do mesmo jeito que um arquiteto desenha a planta de uma casa antes de erguê-la, os Hox dizem onde ficará cada pedaço do corpo da mosca quando ela ainda é um embrião. Alguns mostram a posição da cabeça, outros indicam a ordem de aparição de diferentes seções do tórax, um aponta a localização do traseiro…
Um cromossomo é um fiozão de DNA enrolado, e os genes se distribuem ao longo desse fio como pérolas em um colar. O interessante é que os Hox aparecem na mesma sequência das partes do corpo que cada um deles constrói. Ao trocá-los de lugar, você decide de onde brota cada coisa. Ponha o Hox dos braços na cabeça e voilà: o bichinho nascerá com patinhas na testa.
Esses mesmos genes aparecem em todos os outros animais. Nas águas-vivas determinam qual será a ponta dos tentáculos e qual será a extremidade arredondada. Em nós, ditam a sequência das vértebras na coluna. Você, seu cão e a pulga do seu cão são todos organizados por Hox ao longo do eixo ântero-posterior (o jeito chique de dizer “da cabeça ao bumbum”).
Seguindo esta linha de pesquisa, foi investigado nosso grau de parentesco com outras espécies: humanos compartilham 11% do seu DNA com um grão de arroz, 60% com uma mosca e 98% de seus genes codificantes com um porco. Em decorrência do trabalho de Lewis, pesquisas estão focadas nos xeno-transplantes (transplante de órgãos ou tecidos de uma espécie em outra). Os transplantes de órgãos de porco para seres humanos foram realizados somente naqueles com morte cerebral comprovada ou pacientes terminais. O caminho é longo para o êxito destes em larga escala pois o índice de rejeição dos órgãos transplantados é muito grande e a sobrevida dos pacientes não ultrapassou os dois meses ainda.
Questão 1
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
A
fascínios • têm • voo • tórax
B
fascinios • tem • vôo • torax
C
fascínios • tem • vôo • tórax
D
fascinios • têm • voo • torax
E
fascínios • têm • vôo • tórax

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa A

Análise ortográfica: fascínios – paroxítona terminada em ditongo, recebe acento. têm – 3ª pessoa do plural, recebe acento circunflexo diferencial. voo – pela Nova Ortografia, não recebe mais acento (antes: vôo). tórax – paroxítona terminada em x, recebe acento. Todas as palavras estão grafadas corretamente segundo as regras ortográficas vigentes.

📚 Referência: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2009). BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.

Questão 2
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F) de acordo com o texto.
( ) Lewis seguiu carreira dupla como biólogo e músico por décadas.
( ) Foi Lewis que descobriu que a mosca Lakshmi tinha 4 asas como resultado de erros em um conjunto de genes chamados de Hox.
( ) Pesquisas na área da genética resultaram na descoberta de que geneticamente os seres humanos compartilham 98% de seu gene codificante com porcos.
( ) Os xeno-transplantes são atualmente um sucesso, garantindo vida longa aos transplantados.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A
V • V • F • F
B
F • V • V • F
C
F • F • V • V
D
V • F • F • V
E
F • V • F • F

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa B

Análise das afirmativas: 1ª FALSA – Lewis “largou Mozart para ser biólogo”, não seguiu carreira dupla. 2ª VERDADEIRA – Lewis descobriu moscas com 4 asas devido a erros nos genes Hox. 3ª VERDADEIRA – O texto confirma: “98% de seus genes codificantes com um porco”. 4ª FALSA – Os xeno-transplantes ainda não são um sucesso: “sobrevida dos pacientes não ultrapassou os dois meses”.

📚 Referência: Interpretação textual baseada em informações explícitas do texto.

Questão 3
Sobre a tipologia textual do texto “Moscas Brancas”, é correto afirmar que a organização predominante é:
A
injuntiva.
B
narrativa.
C
expositiva.
D
descritiva.
E
dissertativa.

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa C

Tipologia expositiva: O texto tem função informativa e explicativa, apresentando conhecimentos científicos sobre genética, genes Hox e pesquisas de Edward Lewis. Características: linguagem objetiva, dados científicos, explicações técnicas, informações factuais. Objetivo: transmitir conhecimento sobre descobertas científicas de forma didática e acessível ao leitor.

📚 Referência: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão.

Questão 4
Na frase “…mas largou Mozart para ser biólogo…” do primeiro parágrafo do texto “Moscas Brancas”, temos qual Figura de Linguagem?
A
Antítese
B
Metáfora
C
Hipérbole
D
Metonímia
E
Comparação

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa D

Metonímia: Figura de linguagem que substitui um termo por outro com o qual mantém relação de proximidade, contiguidade. No texto: “Mozart” representa a música clássica/carreira musical (autor pela obra/área). Lewis não abandonou literalmente Mozart (pessoa), mas sim a música que Mozart representa. Relação: compositor pela área musical que ele simboliza.

📚 Referência: FIORIN, José Luiz. Figuras de retórica. BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.

Questão 5
Assinale a alternativa que indica corretamente a figura de linguagem presente na oração: “Decidida a deixar seu país de origem, embarcou no avião imediatamente.”
A
Comparação
B
Eufemismo
C
Hipérbole
D
Anáfora
E
Catacrese

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa E

Catacrese: Figura de linguagem que consiste no uso de uma palavra ou expressão em sentido figurado por falta de termo próprio. Na frase: “embarcou no avião” – o verbo “embarcar” originalmente refere-se a entrar em embarcação (barco), mas por catacrese passou a ser usado para qualquer meio de transporte. Uso consagrado: expressão cristalizada na língua, não mais percebida como figurada.

📚 Referência: FIORIN, José Luiz. Figuras de retórica. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 6
Identifique se as sentenças abaixo têm sentido conotativo (C) ou denotativo (D).
( ) Meu pai ficou uma fera comigo porque danifiquei seu carro.
( ) Os motivos de seu desalinho saltavam aos olhos de todos.
( ) O céu límpido estava sem nenhuma nuvem.
( ) Relampejou muito durante o final de semana.
( ) O remédio para um coração partido é encontrar um novo amor.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A
C • C • D • D • C
B
C • C • D • C • C
C
C • C • D • D • D
D
D • D • C • C • D
E
D • D • C • D • C

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa A

Análise semântica: 1ª CONOTATIVO – “fera” = muito bravo (sentido figurado). 2ª CONOTATIVO – “saltavam aos olhos” = eram evidentes (sentido figurado). 3ª DENOTATIVO – “céu límpido” = céu claro (sentido literal). 4ª DENOTATIVO – “relampejou” = houve relâmpagos (sentido literal). 5ª CONOTATIVO – “coração partido” = tristeza amorosa (sentido figurado).

📚 Referência: ILARI, Rodolfo. Introdução à Semântica. FIORIN, José Luiz. Figuras de retórica.

Questão 7
Analise as palavras abaixo:
Uruguai • chuva • descer • xampu • série

Essas palavras quanto a encontros vocálicos e consonantais têm, respectivamente:
A
ditongo • dígrafo • dígrafo • ditongo • ditongo
B
tritongo • dígrafo • dígrafo • dígrafo • ditongo
C
tritongo • ditongo • ditongo • ditongo • dígrafo
D
ditongo • ditongo • ditongo • dígrafo • dígrafo
E
tritongo • ditongo • ditongo • dígrafo • ditongo

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa B

Análise fonética: Uruguai – u-ru-guai (tritongo: uai). chuva – chu-va (dígrafo: ch). descer – des-cer (dígrafo: sc). xampu – xam-pu (dígrafo: xm). série – sé-rie (ditongo: ie). Conceitos: Tritongo = 3 vogais na mesma sílaba. Ditongo = 2 vogais na mesma sílaba. Dígrafo = 2 letras, 1 som.

📚 Referência: CÂMARA JR., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.

Questão 8
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque foi usada corretamente, dando sentido ao período.
A
Por causa da falência, todo o trabalho de sua vida foi colocado em cheque.
B
Procurou na sessão de limpeza por seu detergente favorito.
C
Por causa da falência, todo o trabalho de sua vida foi colocado em xeque.
D
A juíza diferiu positivamente ao pedido de habeas corpus do réu.
E
A filmagem da equipe de segurança revela fragrante do assalto.

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa C

Análise de parônimos e homônimos: C) “em xeque” – locução correta (do árabe xah, rei no xadrez), significa “em risco, ameaçado”. A) “cheque” – documento bancário, inadequado ao contexto. B) “seção” (divisão, departamento) ≠ “sessão” (reunião, espetáculo). D) “deferiu” (concedeu, atendeu) ≠ “diferiu” (adiou, distinguiu). E) “flagrante” (evidente, em ato) ≠ “fragrante” (perfumado). Fenômeno linguístico: paronímia gera frequentes inadequações no uso culto.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 27ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2010.

Questão 9
Analise a frase abaixo:
“_____ vezes, saía andando _____ toa no meio da noite, _____ espera de um encontro inusitado.”

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase.
A
As • a • a
B
As • a • à
C
As • à • à
D
Às • à • à
E
Às • à • a

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa D

Análise sistemática da crase: 1ª lacuna: “Às vezes” – locução adverbial feminina cristalizada, crase obrigatória (preposição “a” + artigo “as”). 2ª lacuna: “à toa” – locução adverbial feminina de modo, crase obrigatória conforme tradição gramatical. 3ª lacuna: “à espera de” – locução prepositiva feminina, crase obrigatória (preposição “a” + artigo “a” + substantivo feminino). Fundamento teórico: crase resulta da contração de preposição “a” + artigo definido feminino “a(s)” ou pronome demonstrativo “aquele(a)(s)”.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016. SAID ALI, Manuel. Gramática histórica da língua portuguesa. 8ª ed. São Paulo: Melhoramentos, 2001.

Questão 10
Assinale a alternativa em que a crase foi corretamente colocada.
A
O torneio iniciou após às 9h.
B
À ninguém mais eu contaria teu segredo!
C
Confie à mim tudo o que estiver pensando.
D
Esta equipe está preparada à combater a violência na escola.
E
A prazo ou à vista, comprarei este lindo vestido!

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa E

Análise criteriosa da crase: A) INCORRETA – “após as 9h”: preposição “após” não se combina com preposição “a”, logo não há crase. B) INCORRETA – “A ninguém”: pronomes indefinidos repelem artigo definido, impossibilitando crase. C) INCORRETA – “a mim”: pronomes pessoais oblíquos tônicos não admitem artigo. D) INCORRETA – “a combater”: antes de infinitivo há apenas preposição, sem artigo. E) CORRETA – “à vista”: locução adverbial feminina consagrada, crase obrigatória por tradição normativa. Teste da substituição: “a prazo” (masculino) confirma a presença da preposição.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016. ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. 49ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.

Questão 11
Analise as colocações pronominais nas frases abaixo.
1. Fique tranquila, tudo ficará entre mim e você.
2. Para mim chegar cedo, preciso sair agora.
3. Ela não iria sem mim!

Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas quanto às colocações pronominais.
A
São corretas apenas as frases 1 e 3.
B
É correta apenas a frase 2.
C
É correta apenas a frase 3.
D
São corretas apenas as frases 1 e 2.
E
É correta apenas a frase 1.

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa A

Análise pronominal: Frase 1 – CORRETA: “entre mim e você” (após preposição, usa-se pronome oblíquo tônico). Frase 2 – INCORRETA: “Para EU chegar” (antes de verbo no infinitivo, usa-se pronome reto). Frase 3 – CORRETA: “sem mim” (após preposição, usa-se pronome oblíquo tônico). Regra: após preposição = mim/ti; antes de infinitivo = eu/tu.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 12
Assinale a alternativa em que a frase está correta de acordo com a norma-padrão.
A
Há menas pessoas na palestra de hoje.
B
Era extraordinária sua força e seu desempenho.
C
Os soldados precisam ficar mais alerta!
D
A presença de animais de estimação é permitido.
E
Rosa está meia preocupada com o desenrolar dos acontecimentos.

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa B

Análise da concordância: A) INCORRETA – “menos pessoas” (menos é invariável). B) CORRETA – concordância adequada entre sujeito composto e predicativo. C) INCORRETA – “mais alertas” (alerta como adjetivo varia). D) INCORRETA – “é permitida” (concorda com “presença”). E) INCORRETA – “meio preocupada” (meio como advérbio é invariável).

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 13
Identifique o vocábulo (entre parênteses) que completa corretamente as frases abaixo.
• (Havia / Haviam) muitas memórias que partilhavam.
• (Soava / Soavam) nove horas quando ela finalmente acordou.
• A pesquisa revelou que apenas 1% das mulheres não (votou / votaram).
• (Foi / Foram) duas horas de palestra.

Assinale a alternativa que indica os vocábulos que completam corretamente as frases.
A
Havia • Soavam • votaram • Foi
B
Havia • Soavam • votou • Foram
C
Havia • Soavam • votaram • Foram
D
Haviam • Soava • votaram • Foram
E
Haviam • Soavam • votou • Foi

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa C

Análise rigorosa da concordância verbal: 1ª: “Havia” – verbo haver no sentido de existir é impessoal, permanece invariável no singular. 2ª: “Soavam” – verbo soar concorda com o sujeito “nove horas” (plural). 3ª: “votaram” – com expressões percentuais seguidas de “de” + substantivo plural, a concordância preferencial é com o substantivo: “1% das mulheres votaram” (concordância com “mulheres” – plural). 4ª: “Foram” – “duas horas de palestra” como sujeito plural exige verbo no plural. Fundamento teórico: segundo Bechara e Cunha & Cintra, com percentual + “de” + substantivo plural, a concordância com o substantivo é mais adequada na norma culta.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016. ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. 49ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.

Questão 14
Assinale a alternativa na qual todos os vocábulos foram escritos segundo a nova ortografia.
A
ultrarromântico • circum-navegação • anti-inflamatório • antirracista
B
ultrarromântico • circum-navegação • anti-inflamatório • anti-racista
C
ultra-romântico • circumnavegação • antiinflamatório • antirracista
D
ultra-romântico • circumnavegação • antiinflamatório • antirracista
E
ultra-romântico • circum-navegação • antiinflamatório • antirracista

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa D

Nova Ortografia – hífen: ultra-romântico – hífen antes de r (ultra + r). circumnavegação – sem hífen (circum + n). antiinflamatório – sem hífen (anti + i, vogais diferentes). antirracista – sem hífen, dobra-se o r (anti + r). Regras: hífen antes de h, r, s; sem hífen quando vogais são diferentes; dobra consoante igual.

📚 Referência: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2009). BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.

Questão 15
Assinale a alternativa em que a pontuação do período abaixo está correta.
A
Nossas retinas têm, dois tipos de células detectoras de luz; os bastonetes, responsáveis pela visão em preto e branco, e os cones, que nos dão as cores.
B
Nossas retinas, têm dois tipos de células, detectoras de luz. Os bastonetes, responsáveis pela visão em preto e branco, e os cones, que nos dão as cores.
C
Nossas retinas, têm dois tipos de células, detectoras de luz, “os bastonetes responsáveis pela visão em preto e branco”, e “os cones, que nos dão as cores”.
D
Nossas retinas têm dois tipos de células detectoras de luz…, os bastonetes responsáveis pela visão em preto e branco e os cones que nos dão as cores.
E
Nossas retinas têm dois tipos de células detectoras de luz: os bastonetes, responsáveis pela visão em preto e branco, e os cones, que nos dão as cores.

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa E

Pontuação correta: Dois-pontos (:) introduz enumeração explicativa dos “dois tipos de células”. Vírgulas separam apostos explicativos (“responsáveis pela visão…”). Estrutura: oração principal + dois-pontos + enumeração com apostos. Erros das outras: vírgulas inadequadas separando sujeito do verbo, pontos-finais fragmentando o período, aspas desnecessárias.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 16
Analise as palavras abaixo quanto à separação silábica e assinale a alternativa correta:
A
su-bli-nhar • des-cer • ex-ce-ção • ad-vo-ga-do
B
sub-li-nhar • de-scer • ex-ce-ção • ad-vo-ga-do
C
sub-li-nhar • des-cer • e-xce-ção • a-dvo-ga-do
D
su-bli-nhar • des-cer • ex-ce-ção • ad-vo-ga-do
E
sub-li-nhar • de-scer • e-xce-ção • a-dvo-ga-do

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa A

Separação silábica correta: su-bli-nhar – consoante + l/r ficam na mesma sílaba. des-cer – dígrafo “sc” não se separa. ex-ce-ção – prefixo “ex” + consoante se separa. ad-vo-ga-do – separação normal entre consoantes. Regras: dígrafos consonantais não se separam; encontros consonantais com l/r ficam juntos; prefixos seguidos de consoante se separam.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 17
Sobre variação linguística, analise as afirmativas abaixo:
I. A variação diatópica refere-se às diferenças regionais da língua.
II. A variação diastrática está relacionada aos diferentes grupos sociais.
III. A variação diafásica depende da situação comunicativa.
IV. Todas as variedades linguísticas têm o mesmo prestígio social.
V. A norma culta é a única variedade correta da língua.
Estão corretas apenas:
A
I, II e IV
B
I, II e III
C
II, III e V
D
I, IV e V
E
III, IV e V

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa B

Variação linguística: I. CORRETA – Diatópica = variação geográfica/regional. II. CORRETA – Diastrática = variação social (classe, escolaridade, profissão). III. CORRETA – Diafásica = variação situacional (formal/informal). IV. INCORRETA – Variedades têm prestígios sociais diferentes. V. INCORRETA – Todas as variedades são legítimas, norma culta tem prestígio social, não superioridade linguística.

📚 Referência: BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico. BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna.

Questão 18
Identifique a classe gramatical das palavras destacadas na frase: “Lewis descobriu que estas moscas especiais eram resultado de erros genéticos.”
A
substantivo • artigo • substantivo • adjetivo • verbo
B
adjetivo • substantivo • verbo • pronome • adjetivo
C
verbo • pronome • adjetivo • substantivo • substantivo
D
verbo • artigo • substantivo • adjetivo • adjetivo
E
verbo • pronome • adjetivo • substantivo • substantivo

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa C

Classes gramaticais: descobriu = verbo (ação de descobrir). estas = pronome demonstrativo (indica proximidade). especiais = adjetivo (qualifica “moscas”). resultado = substantivo (nome de coisa abstrata). erros = substantivo (nome de coisa abstrata). Identificação: verbo expressa ação/estado, pronome substitui/acompanha nome, adjetivo qualifica, substantivo nomeia seres/coisas.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 19
Sobre formação de palavras, analise os termos do texto:
I. “geneticista” é formada por derivação sufixal.
II. “xeno-transplantes” é formada por composição.
III. “minúsculos” é uma palavra primitiva.
IV. “atrofiadas” é formada por derivação prefixal.
V. “ântero-posterior” é formada por composição.
Estão corretas apenas:
A
I, II e III
B
I, III e IV
C
II, III e V
D
I, II e V
E
III, IV e V

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa D

Formação de palavras: I. CORRETA – “geneticista” = genética + ista (derivação sufixal). II. CORRETA – “xeno-transplantes” = xeno + transplantes (composição). III. INCORRETA – “minúsculos” deriva de “minúsculo” (não é primitiva). IV. INCORRETA – “atrofiadas” = a + trofia + das (derivação prefixal E sufixal). V. CORRETA – “ântero-posterior” = ântero + posterior (composição).

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. SANDMANN, Antônio José. Formação de palavras no português brasileiro contemporâneo.

Questão 20
Assinale a alternativa que apresenta correta análise da flexão verbal na frase: “Os genes Hox aparecem na mesma sequência e constroem as partes do corpo.”
A
aparecem: 1ª pessoa do singular, presente do indicativo • constroem: 3ª pessoa do plural, presente do subjuntivo
B
aparecem: 3ª pessoa do plural, pretérito perfeito • constroem: 3ª pessoa do plural, presente do indicativo
C
aparecem: 3ª pessoa do singular, presente do indicativo • constroem: 1ª pessoa do plural, presente do indicativo
D
aparecem: 2ª pessoa do plural, presente do indicativo • constroem: 3ª pessoa do plural, futuro do presente
E
aparecem: 3ª pessoa do plural, presente do indicativo • constroem: 3ª pessoa do plural, presente do indicativo

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa E

Flexão verbal: aparecem – sujeito “os genes Hox” (3ª pessoa do plural), tempo presente do indicativo (ação habitual/permanente). constroem – mesmo sujeito “os genes Hox” (3ª pessoa do plural), tempo presente do indicativo (ação habitual). Concordância: ambos os verbos concordam com o sujeito plural. Modo indicativo: expressa fatos reais, certezas científicas.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 21
Na frase “Lewis dedicou décadas de sua carreira ao estudo de moscas”, a expressão destacada exerce função sintática de:
A
objeto indireto
B
objeto direto
C
complemento nominal
D
adjunto adverbial
E
predicativo do objeto

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa A

Análise sintática: Verbo “dedicou” é transitivo direto e indireto. Objeto direto: “décadas de sua carreira” (o que dedicou). Objeto indireto: “ao estudo de moscas” (a que/a quem dedicou). Preposição “a”: indica que o termo é exigido pelo verbo com preposição. Função: completa o sentido do verbo transitivo indireto, respondendo “a que dedicou”.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 22
Assinale a alternativa que apresenta correta regência verbal:
A
Os cientistas assistiram o experimento com atenção.
B
Os pesquisadores aspiram a descobertas revolucionárias.
C
Lewis preferiu a genética do que a música.
D
Os genes Hox implicam em mudanças corporais.
E
O cientista chegou na conclusão esperada.

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa B

Regência verbal: A) INCORRETA – “assistir a” (presenciar) exige preposição. B) CORRETA – “aspirar a” (desejar) exige preposição “a”. C) INCORRETA – “preferir algo a algo” (não “do que”). D) INCORRETA – “implicar algo” (não “em algo”). E) INCORRETA – “chegar a” (não “em”). Regência: relação de dependência entre verbo e seus complementos.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 23
Identifique o tipo de oração subordinada na frase: “Lewis descobriu que estas moscas eram resultado de erros genéticos.”
A
oração subordinada adverbial causal
B
oração subordinada adjetiva restritiva
C
oração subordinada substantiva objetiva direta
D
oração subordinada adverbial consecutiva
E
oração subordinada substantiva subjetiva

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa C

Análise sintática: Oração principal: “Lewis descobriu”. Oração subordinada: “que estas moscas eram resultado de erros genéticos”. Função: exerce função de objeto direto do verbo “descobriu” (descobriu o quê?). Classificação: substantiva (função de substantivo) objetiva direta (objeto direto). Conjunção “que”: integrante, introduz oração substantiva.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 24
Sobre acentuação gráfica, analise as palavras abaixo:
I. “científico” é acentuada por ser proparoxítona.
II. “genética” é acentuada por ser paroxítona terminada em “a”.
III. “está” é acentuada por ser oxítona terminada em “a”.
IV. “através” é acentuada por ser oxítona terminada em “s”.
V. “órgãos” é acentuada por ser paroxítona terminada em “ão”.
Estão corretas apenas:
A
I, II e III
B
I, III e V
C
II, IV e V
D
I e III
E
II, III e IV

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa B

Regras de acentuação: I. CORRETA – “científico” (ci-en-tí-fi-co) é proparoxítona (todas são acentuadas). II. INCORRETA – “genética” (ge-né-ti-ca) é proparoxítona, não paroxítona terminada em “a”. III. CORRETA – “está” (es-tá) é oxítona terminada em “a”. IV. INCORRETA – “através” (a-tra-vés) é oxítona terminada em “s” precedido de consoante (não acentua). V. CORRETA – “órgãos” (ór-gãos) é paroxítona terminada em ditongo nasal “ãos” (acentua-se). Análise: I, III e V estão corretas.

📚 Referência: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2009). BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.

Questão 25
Na frase “Um cromossomo é um fiozão de DNA enrolado”, identifique as funções sintáticas dos termos destacados: Um cromossomo / um fiozão de DNA enrolado.
A
objeto direto / predicativo do sujeito
B
sujeito / objeto direto
C
predicativo do sujeito / sujeito
D
complemento nominal / adjunto adverbial
E
sujeito / predicativo do sujeito

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa E

Análise sintática: Verbo “é” = verbo de ligação. “Um cromossomo” = sujeito (sobre quem se declara algo). “um fiozão de DNA enrolado” = predicativo do sujeito (característica atribuída ao sujeito através do verbo de ligação). Estrutura: sujeito + verbo de ligação + predicativo do sujeito. Predicado nominal: núcleo é o predicativo, não o verbo.

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 26
Sobre redação oficial, analise as características abaixo:
I. Impessoalidade é princípio fundamental da redação oficial.
II. O uso da norma culta é obrigatório em documentos oficiais.
III. A clareza e concisão são dispensáveis em textos oficiais.
IV. O ofício é usado para comunicação entre órgãos públicos.
V. Memorandos são utilizados apenas para comunicação externa.
Estão corretas apenas:
A
I, II e IV
B
I, III e V
C
II, III e IV
D
I, IV e V
E
III, IV e V

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa A

Redação oficial: I. CORRETA – Impessoalidade: ausência de impressões pessoais, objetividade. II. CORRETA – Norma culta obrigatória: correção gramatical, vocabulário técnico adequado. III. INCORRETA – Clareza e concisão são ESSENCIAIS. IV. CORRETA – Ofício: comunicação entre órgãos públicos ou com particulares. V. INCORRETA – Memorandos são para comunicação INTERNA entre setores.

📚 Referência: Manual de Redação da Presidência da República. BELTRÃO, Odacir; BELTRÃO, Mariúsa. Correspondência: linguagem e comunicação.

Questão 27
Identifique o gênero textual predominante no texto “Moscas Brancas”:
A
artigo científico
B
artigo de divulgação científica
C
relatório técnico
D
resenha crítica
E
ensaio acadêmico

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa B

Gênero textual: Artigo de divulgação científica – texto que torna conhecimento científico acessível ao público geral. Características: linguagem menos técnica, exemplos didáticos, narrativa envolvente sobre cientista, explicações simplificadas de conceitos complexos. Diferenças: não é artigo científico (muito técnico), nem relatório (formato específico), nem resenha (não avalia obra), nem ensaio (não é reflexivo).

📚 Referência: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. DIONÍSIO, Angela Paiva. Gêneros textuais e ensino.

Questão 28
Sobre níveis de linguagem no texto, é correto afirmar:
A
O texto utiliza exclusivamente linguagem coloquial informal.
B
Predomina a linguagem técnico-científica especializada.
C
O texto mescla linguagem formal com elementos coloquiais para facilitar a compreensão.
D
A linguagem é exclusivamente literária e poética.
E
O texto apresenta apenas linguagem jurídica administrativa.

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa C

Níveis de linguagem: O texto combina linguagem formal (termos científicos: “genes Hox”, “cromossomo”, “ântero-posterior”) com elementos coloquiais (“nerd”, “voilà”, “da cabeça ao bumbum”). Estratégia: tornar conteúdo científico acessível ao público leigo. Registro: padrão culto com informalidade controlada para fins didáticos. Objetivo: divulgação científica eficaz.

📚 Referência: PRETI, Dino. Sociolinguística: os níveis de fala. BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico.

Questão 29
Na frase “Ao trocá-los de lugar, você decide de onde brota cada coisa”, a palavra “onde” classifica-se como:
A
advérbio de lugar
B
conjunção subordinativa
C
preposição
D
pronome relativo
E
pronome interrogativo

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa D

Análise morfossintática: “onde” é pronome relativo que retoma um antecedente (lugar) e introduz oração subordinada adjetiva. Função: conecta orações e exerce função sintática na oração subordinada. Contexto: “de onde brota cada coisa” – “onde” refere-se ao lugar/posição dos genes. Diferença: não é interrogativo (não há pergunta direta), nem advérbio isolado (conecta orações).

📚 Referência: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Questão 30
Sobre coesão textual no texto “Moscas Brancas”, analise:
I. “Esse geneticista” retoma “Edward Lewis” por coesão referencial.
II. “Do mesmo jeito que” estabelece relação de comparação.
III. “Esses mesmos genes” cria coesão por repetição lexical.
IV. “Em decorrência” indica relação de consequência.
V. Os conectivos não contribuem para a coesão textual.
Estão corretas apenas:
A
I, II e III
B
I, III e V
C
II, III e IV
D
I, IV e V
E
I, II, III e IV

💡 Gabarito Comentado:

Alternativa E

Coesão textual: I. CORRETA – “Esse geneticista” = coesão referencial anafórica (retoma Lewis). II. CORRETA – “Do mesmo jeito que” = conectivo comparativo. III. CORRETA – “Esses mesmos genes” = coesão lexical (repetição + demonstrativo). IV. CORRETA – “Em decorrência” = conectivo consecutivo/causal. V. INCORRETA – Conectivos SÃO fundamentais para coesão. Mecanismos: referenciação, repetição, conexão sequencial.

📚 Referência: KOCH, Ingedore Villaça. Coesão textual. ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência.

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Questões respondidas

A obra trata do papel do agente comunitário de saúde e endemias (ACSE) na atenção primária em saúde, visto que este é um profissional que estabelece uma ligação entre os serviços de saúde e a comunidade. Com relação aos campos de atuação do ACSE, são abordados temas como nutrição em cada fase da vida do indivíduo, primeiros socorros, processos patológicos voltados ao envelhecimento e cuidados paliativos.


Apostila 6: Compreensão Textual e Linguagem – Concurso Professor Educação Infantil Manaus

📖 APOSTILA 1: COMPREENSÃO TEXTUAL E LINGUAGEM

Concurso Professor de Educação Infantil – Manaus

📋 Índice

  • 1. Compreensão e Interpretação de Textos
  • 2. Gêneros Textuais
  • 3. Tipologia Textual
  • 4. Níveis de Linguagem
  • 5. Variação Linguística
  • 6. Denotação e Conotação
  • 7. Figuras de Linguagem

1. COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

1.1 Conceitos Fundamentais

1.1.1 Diferença entre Compreensão e Interpretação

COMPREENSÃO:

Processo de decodificação das informações explícitas no texto, identificando dados, fatos e informações claramente apresentadas pelo autor.

INTERPRETAÇÃO:

Processo mais complexo que envolve inferências, análise crítica e estabelecimento de relações entre as informações do texto e conhecimentos prévios do leitor.

1.1.2 Níveis de Leitura

NívelCaracterísticasHabilidades
LiteralInformações explícitasLocalizar, identificar, reconhecer
InferencialInformações implícitasDeduzir, concluir, relacionar
CríticoAvaliação e julgamentoAnalisar, avaliar, criticar

1.2 Estratégias de Leitura

1.2.1 Estratégias Cognitivas

PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS:
  • Predição: antecipar conteúdos com base em pistas textuais
  • Inferência: deduzir informações não explícitas
  • Monitoramento: verificar a compreensão durante a leitura
  • Sumarização: identificar ideias principais
  • Questionamento: formular perguntas sobre o texto

1.2.2 Elementos Textuais Importantes

Aspectos a observar na leitura:

  • Título e subtítulos
  • Palavras-chave e termos técnicos
  • Conectivos e marcadores discursivos
  • Pontuação e recursos gráficos
  • Contexto de produção
  • Intenção comunicativa

1.3 Coesão e Coerência

1.3.1 Coesão Textual

COESÃO:

Propriedade que se refere aos mecanismos linguísticos que garantem a conexão entre os elementos do texto, criando uma rede de relações explícitas entre palavras, frases e parágrafos.

MECANISMOS DE COESÃO:
  • Referencial: pronomes, artigos, numerais
  • Sequencial: conectivos, advérbios
  • Lexical: sinônimos, hiperônimos, repetições

1.3.2 Coerência Textual

COERÊNCIA:

Propriedade semântica do texto que se refere à construção do sentido, envolvendo a relação lógica entre as ideias e a adequação ao contexto comunicativo.

1.4 Intertextualidade

1.4.1 Conceito de Intertextualidade

A intertextualidade é o diálogo que um texto estabelece com outros textos, podendo ser explícita (citações, referências) ou implícita (alusões, paráfrases), enriquecendo os sentidos e exigindo conhecimento prévio do leitor.

1.4.2 Tipos de Intertextualidade

TipoDefiniçãoExemplo
ParáfraseReformulação com mesmo sentidoAdaptações de obras clássicas
ParódiaImitação com tom crítico/humorísticoVersões cômicas de músicas
CitaçãoReprodução literal de trechosTextos acadêmicos
AlusãoReferência indiretaMenções a personagens famosos

2. GÊNEROS TEXTUAIS

2.1 Conceito de Gênero Textual

2.1.1 Definição

GÊNEROS TEXTUAIS:

Formas relativamente estáveis de enunciados que se caracterizam por conteúdo temático, estilo e construção composicional específicos, desenvolvidos em esferas sociais de comunicação para atender necessidades comunicativas particulares.

2.1.2 Características dos Gêneros

ELEMENTOS CONSTITUTIVOS:
  • Conteúdo temático: assuntos abordados
  • Estilo: seleção lexical, sintática e fraseológica
  • Construção composicional: estrutura e organização
  • Função social: propósito comunicativo
  • Contexto de circulação: onde e quando é usado

2.2 Classificação dos Gêneros

2.2.1 Gêneros Orais

Principais gêneros orais:

  • Conversa espontânea
  • Entrevista
  • Debate
  • Palestra
  • Seminário
  • Aula expositiva
  • Contação de histórias

2.2.2 Gêneros Escritos

EsferaGênerosFunção
JornalísticaNotícia, reportagem, editorial, crônicaInformar, opinar
LiteráriaRomance, conto, poema, dramaExpressar, entreter
AcadêmicaArtigo, resenha, monografia, tesePesquisar, divulgar
PublicitáriaAnúncio, propaganda, folderPersuadir, vender

2.3 Gêneros Digitais

2.3.1 Características dos Gêneros Digitais

ESPECIFICIDADES DOS GÊNEROS DIGITAIS:
  • Hipertextualidade e multimodalidade
  • Interatividade e instantaneidade
  • Linguagem mais informal e econômica
  • Uso de emoticons e abreviações
  • Convergência de linguagens (verbal, visual, sonora)

2.3.2 Principais Gêneros Digitais

GÊNEROS DIGITAIS COMUNS:
  • E-mail: comunicação formal e informal
  • Blog: diário virtual, opinião pessoal
  • Chat: conversa em tempo real
  • Post: publicação em redes sociais
  • Meme: humor e crítica social
  • Vlog: blog em formato de vídeo

3. TIPOLOGIA TEXTUAL

3.1 Conceito de Tipo Textual

3.1.1 Definição

TIPOS TEXTUAIS:

Categorias teóricas determinadas pela natureza linguística de sua composição, caracterizadas por aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas e estilo. São limitados e constituem sequências linguísticas básicas.

3.1.2 Diferença entre Tipo e Gênero

Enquanto os tipos textuais são categorias teóricas limitadas (narração, descrição, exposição, argumentação, injunção), os gêneros textuais são realizações concretas e ilimitadas (carta, romance, receita, bula, etc.).

3.2 Tipos Textuais Básicos

3.2.1 Narração

TEXTO NARRATIVO:

Modalidade textual que relata fatos, eventos ou ações em uma sequência temporal, envolvendo personagens, narrador, enredo, tempo, espaço e foco narrativo.

CARACTERÍSTICAS DA NARRAÇÃO:
  • Presença de verbos de ação
  • Marcadores temporais
  • Sequência cronológica
  • Personagens e cenários
  • Transformação de estados

3.2.2 Descrição

TEXTO DESCRITIVO:

Modalidade textual que retrata características, propriedades e aspectos de seres, objetos, lugares ou fenômenos, criando uma imagem mental no leitor através de detalhes sensoriais.

CARACTERÍSTICAS DA DESCRIÇÃO:
  • Verbos de estado e ligação
  • Adjetivos e locuções adjetivas
  • Figuras de linguagem
  • Detalhes sensoriais
  • Simultaneidade temporal

3.2.3 Exposição (Dissertação Expositiva)

TEXTO EXPOSITIVO:

Modalidade textual que apresenta informações sobre um tema de forma objetiva e imparcial, com finalidade de informar, explicar ou esclarecer conceitos, processos ou fenômenos.

Características da exposição:

  • Linguagem clara e objetiva
  • Presente do indicativo
  • Terceira pessoa
  • Definições e conceitos
  • Exemplificações
  • Dados e estatísticas

3.2.4 Argumentação (Dissertação Argumentativa)

TEXTO ARGUMENTATIVO:

Modalidade textual que defende um ponto de vista através de argumentos lógicos, com objetivo de convencer ou persuadir o leitor sobre uma tese ou opinião.

ESTRUTURA ARGUMENTATIVA:
  • Tese: ponto de vista defendido
  • Argumentos: razões que sustentam a tese
  • Contra-argumentos: refutação de ideias contrárias
  • Conclusão: retomada e reafirmação da tese

3.2.5 Injunção (Instrucional)

TEXTO INJUNTIVO:

Modalidade textual que orienta, instrui ou prescreve ações, indicando procedimentos a serem seguidos para alcançar determinado objetivo.

CARACTERÍSTICAS DA INJUNÇÃO:
  • Verbos no imperativo
  • Linguagem clara e direta
  • Sequência ordenada de ações
  • Uso de numeração ou marcadores
  • Vocabulário técnico específico

3.3 Sequências Textuais

3.3.1 Heterogeneidade Tipológica

Na prática, os textos raramente apresentam apenas um tipo textual. É comum encontrar sequências mistas, onde predomina um tipo, mas outros aparecem como elementos secundários, criando a heterogeneidade tipológica.

3.3.2 Identificação do Tipo Predominante

CRITÉRIOS DE IDENTIFICAÇÃO:
  • Propósito comunicativo principal
  • Estrutura organizacional dominante
  • Marcas linguísticas mais frequentes
  • Estratégias discursivas utilizadas

4. NÍVEIS DE LINGUAGEM

4.1 Conceito de Níveis de Linguagem

4.1.1 Definição

NÍVEIS DE LINGUAGEM:

Diferentes formas de utilização da língua de acordo com o contexto comunicativo, o grau de formalidade, o público-alvo e a situação social, variando desde o uso mais informal até o mais formal e técnico.

4.2 Classificação dos Níveis

4.2.1 Linguagem Formal (Culta)

CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM FORMAL:
  • Obediência rigorosa à norma padrão
  • Vocabulário erudito e técnico
  • Sintaxe complexa e elaborada
  • Ausência de gírias e coloquialismos
  • Precisão terminológica
  • Objetividade e impessoalidade
CONTEXTOS DE USO FORMAL:
  • Documentos oficiais
  • Textos acadêmicos e científicos
  • Discursos solenes
  • Correspondência empresarial
  • Literatura clássica

4.2.2 Linguagem Informal (Coloquial)

CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM INFORMAL:
  • Flexibilidade na aplicação da norma
  • Vocabulário cotidiano e familiar
  • Sintaxe simplificada
  • Uso de gírias e expressões populares
  • Contrações e elisões
  • Subjetividade e pessoalidade

4.2.3 Linguagem Técnica e Científica

LINGUAGEM TÉCNICA:

Modalidade especializada caracterizada pelo uso de terminologia específica de determinada área do conhecimento, com precisão conceitual e objetividade comunicativa.

4.3 Adequação Linguística

4.3.1 Fatores de Adequação

FatorDescriçãoInfluência
InterlocutorQuem é o destinatárioGrau de formalidade
ContextoSituação comunicativaRegistro linguístico
FinalidadeObjetivo da comunicaçãoEstratégias discursivas
CanalMeio de transmissãoModalidade (oral/escrita)

4.3.2 Inadequação Linguística

A inadequação linguística ocorre quando há incompatibilidade entre o nível de linguagem utilizado e o contexto comunicativo, podendo gerar problemas de comunicação, constrangimento ou perda de credibilidade.

5. VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

5.1 Conceito de Variação

5.1.1 Definição

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA:

Fenômeno natural das línguas que se manifesta através de diferentes formas de uso do idioma, condicionadas por fatores geográficos, sociais, históricos, situacionais e individuais, sem que isso comprometa a comunicação.

5.1.2 Princípios da Variação

FUNDAMENTOS DA VARIAÇÃO:
  • Toda língua varia no tempo e no espaço
  • Variação não significa erro ou incorreção
  • Diferentes variedades têm igual valor linguístico
  • Prestígio social não determina qualidade linguística
  • Falantes dominam múltiplas variedades

5.2 Tipos de Variação

5.2.1 Variação Diatópica (Geográfica)

VARIAÇÃO DIATÓPICA:

Diferenças linguísticas relacionadas ao espaço geográfico, manifestando-se em sotaques, vocabulário regional, expressões típicas e construções sintáticas características de determinadas regiões.

EXEMPLOS DE VARIAÇÃO REGIONAL:
  • Lexical: mandioca/macaxeira/aipim
  • Fonética: porta [pɔrta] / [porta]
  • Sintática: “Eu vi ele” / “Eu o vi”
  • Prosódica: diferentes entonações regionais

5.2.2 Variação Diastrática (Social)

VARIAÇÃO DIASTRÁTICA:

Diferenças linguísticas relacionadas a fatores sociais como classe social, escolaridade, profissão, idade e gênero, refletindo a estratificação social na linguagem.

Fator SocialManifestaçãoExemplo
EscolaridadeComplexidade sintáticaPeríodos mais elaborados
IdadeGírias e expressõesLinguagem jovem vs. adulta
ProfissãoJargões técnicosLinguagem médica, jurídica
GêneroPadrões discursivosDiferenças conversacionais

5.2.3 Variação Diafásica (Situacional)

VARIAÇÃO DIAFÁSICA:

Diferenças linguísticas relacionadas ao contexto comunicativo, grau de formalidade, canal de comunicação e relação entre interlocutores, determinando o registro linguístico adequado.

5.2.4 Variação Diacrônica (Histórica)

VARIAÇÃO DIACRÔNICA:

Mudanças linguísticas que ocorrem ao longo do tempo, evidenciando a evolução natural das línguas através de alterações fonéticas, lexicais, semânticas e sintáticas.

5.3 Preconceito Linguístico

5.3.1 Conceito e Manifestações

O preconceito linguístico é a discriminação baseada na forma de falar, geralmente direcionada a variedades não-padrão, refletindo preconceitos sociais mais amplos e contribuindo para a exclusão e marginalização de grupos sociais.

5.3.2 Combate ao Preconceito

ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS:
  • Valorização da diversidade linguística
  • Ensino da norma padrão sem desvalorizar outras variedades
  • Conscientização sobre adequação linguística
  • Respeito às variedades regionais e sociais
  • Promoção da competência comunicativa

6. DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO

6.1 Conceitos Fundamentais

6.1.1 Denotação

DENOTAÇÃO:

Sentido literal, objetivo e referencial das palavras, correspondendo ao significado básico encontrado no dicionário, sem influência do contexto ou de aspectos subjetivos.

6.1.2 Conotação

CONOTAÇÃO:

Sentido figurado, subjetivo e contextual das palavras, carregado de valores emotivos, culturais e simbólicos, variando conforme a situação comunicativa e a experiência dos interlocutores.

6.2 Características e Diferenças

6.2.1 Comparação entre Denotação e Conotação

AspectoDenotaçãoConotação
NaturezaObjetiva, literalSubjetiva, figurada
ContextoIndependenteDependente
UniversalidadeUniversalCultural/individual
EstabilidadeEstávelVariável

6.2.2 Exemplos Práticos

EXEMPLOS DE DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO:
  • “Coração”: Denotação = órgão vital / Conotação = sede dos sentimentos
  • “Luz”: Denotação = radiação eletromagnética / Conotação = conhecimento, esperança
  • “Serpente”: Denotação = réptil / Conotação = pessoa traiçoeira
  • “Dourado”: Denotação = cor amarela / Conotação = precioso, valioso

6.3 Aplicações Textuais

6.3.1 Linguagem Denotativa

CONTEXTOS DE USO DENOTATIVO:
  • Textos científicos e técnicos
  • Manuais e instruções
  • Notícias jornalísticas
  • Documentos oficiais
  • Dicionários e enciclopédias

6.3.2 Linguagem Conotativa

CONTEXTOS DE USO CONOTATIVO:
  • Textos literários (poesia, prosa)
  • Publicidade e propaganda
  • Linguagem cotidiana informal
  • Discursos políticos
  • Expressões artísticas

6.4 Polissemia e Ambiguidade

6.4.1 Polissemia

POLISSEMIA:

Propriedade das palavras de apresentarem múltiplos significados relacionados entre si, sendo o contexto o elemento determinante para a interpretação adequada do sentido pretendido.

6.4.2 Ambiguidade

A ambiguidade pode resultar tanto da polissemia quanto de construções sintáticas inadequadas, gerando duplo sentido não intencional que compromete a clareza comunicativa. Na literatura, pode ser recurso estilístico intencional.

7. FIGURAS DE LINGUAGEM

7.1 Conceito e Classificação

7.1.1 Definição

FIGURAS DE LINGUAGEM:

Recursos expressivos que alteram o uso normal da língua para criar efeitos de sentido específicos, conferindo maior expressividade, beleza e impacto comunicativo aos textos através de desvios intencionais da norma.

7.1.2 Classificação Geral

TIPOS DE FIGURAS:
  • Figuras de palavra (semânticas): alteram o sentido das palavras
  • Figuras de construção (sintáticas): alteram a estrutura frasal
  • Figuras de som (fonéticas): exploram aspectos sonoros
  • Figuras de pensamento: alteram o modo de pensar

7.2 Figuras de Palavra

7.2.1 Metáfora

METÁFORA:

Comparação implícita entre elementos de universos distintos, baseada em semelhanças, criando novos sentidos através da transferência de características de um elemento para outro.

EXEMPLOS DE METÁFORA:
  • “Seus olhos são duas estrelas” (beleza = brilho)
  • “A vida é uma viagem” (existência = percurso)
  • “Ele é um leão” (coragem = ferocidade)

7.2.2 Metonímia

METONÍMIA:

Substituição de uma palavra por outra com a qual mantém relação de proximidade, contiguidade ou dependência, baseada em relações lógicas como causa/efeito, continente/conteúdo, autor/obra.

TIPOS DE METONÍMIA:
  • Autor pela obra: “Li Machado de Assis” (obras de Machado)
  • Continente pelo conteúdo: “Tomei dois copos” (conteúdo dos copos)
  • Causa pelo efeito: “Vive do próprio suor” (trabalho)
  • Parte pelo todo: “Muitas cabeças pensantes” (pessoas)

7.2.3 Outras Figuras de Palavra

FiguraDefiniçãoExemplo
ComparaçãoAproximação explícita com conectivo“Forte como um touro”
PersonificaçãoAtribuição de características humanas“O vento sussurrava”
SinestesiaMistura de sensações“Doce melodia”
CatacreseMetáfora cristalizada pelo uso“Pé da mesa”

7.3 Figuras de Construção

7.3.1 Principais Figuras Sintáticas

Figuras de construção mais comuns:

  • Elipse: omissão de termo facilmente identificável
  • Zeugma: omissão de termo já mencionado
  • Pleonasmo: repetição enfática de ideia
  • Anáfora: repetição de palavra no início de versos/frases
  • Polissíndeto: repetição de conjunções
  • Assíndeto: ausência de conjunções

7.4 Figuras de Som

7.4.1 Recursos Sonoros

FIGURAS FONÉTICAS:
  • Aliteração: repetição de consoantes – “O rato roeu a roupa”
  • Assonância: repetição de vogais – “Sou Ana da cama”
  • Onomatopeia: imitação de sons – “Tic-tac, tic-tac”
  • Paronomásia: palavras com sons similares – “Berro pelo berro”

7.5 Figuras de Pensamento

7.5.1 Principais Figuras

FIGURAS DE PENSAMENTO COMUNS:
  • Ironia: expressão do contrário do que se pensa
  • Antítese: oposição de ideias ou palavras
  • Paradoxo: contradição aparente com sentido profundo
  • Hipérbole: exagero intencional
  • Eufemismo: suavização de expressão desagradável
  • Prosopopeia: personificação de seres inanimados

7.6 Função das Figuras de Linguagem

7.6.1 Efeitos Comunicativos

As figuras de linguagem enriquecem a comunicação ao criar efeitos estéticos, emotivos e persuasivos, tornando o discurso mais expressivo, memorável e impactante, sendo fundamentais na literatura, publicidade e comunicação cotidiana.

7.6.2 Identificação e Análise

ESTRATÉGIAS DE IDENTIFICAÇÃO:
  • Observar desvios da linguagem comum
  • Identificar efeitos de sentido criados
  • Analisar o contexto de uso
  • Considerar a intenção comunicativa
  • Relacionar com o gênero textual

📖 Apostila 1 – Compreensão Textual e Linguagem

Material de estudo para Concurso Professor de Educação Infantil – Manaus

Boa sorte nos seus estudos! 🍀



Apostila 7: Fonética, Ortografia e Morfologia – Concurso Professor Educação Infantil Manaus

🔤 APOSTILA 2: FONÉTICA, ORTOGRAFIA E MORFOLOGIA

Concurso Professor de Educação Infantil – Manaus

📋 Índice

  • 1. Sílabas e Tonicidade
  • 2. Encontros Vocálicos e Consonantais
  • 3. Acentuação Gráfica
  • 4. Emprego do Hífen e Normas Ortográficas
  • 5. Homônimos e Parônimos
  • 6. Classes de Palavras
  • 7. Formação de Palavras
  • 8. Flexão Nominal e Verbal

1. SÍLABAS E TONICIDADE

1.1 Conceito de Sílaba

1.1.1 Definição

SÍLABA:

Unidade fonológica constituída por um ou mais fonemas, organizados em torno de uma vogal (núcleo silábico), que pode ser precedida e/ou seguida por consoantes. É a menor unidade pronunciável de uma palavra.

1.1.2 Estrutura Silábica

COMPONENTES DA SÍLABA:
  • Ataque: consoante(s) que precede(m) o núcleo
  • Núcleo: vogal ou ditongo (elemento obrigatório)
  • Coda: consoante(s) que segue(m) o núcleo

1.2 Divisão Silábica

1.2.1 Regras de Divisão

PRINCIPAIS REGRAS:
  • Não se separam ditongos e tritongos: cai-xa, U-ru-guai
  • Separam-se os hiatos: sa-ú-de, co-o-pe-rar
  • Separam-se dígrafos consonantais: car-ro, pas-so
  • Não se separam dígrafos vocálicos: noi-te, pei-xe
  • Consoante + l ou r não se separam: a-brir, a-pli-car
  • Outras consoantes juntas se separam: ap-to, ad-vo-ga-do

1.2.2 Classificação por Número de Sílabas

ClassificaçãoNúmero de SílabasExemplos
Monossílaba1 sílabapé, mão, luz
Dissílaba2 sílabasca-sa, li-vro
Trissílaba3 sílabasmé-di-co, bra-si-leiro
Polissílaba4+ sílabasu-ni-ver-si-da-de

1.3 Tonicidade

1.3.1 Conceito de Sílaba Tônica

SÍLABA TÔNICA:

Sílaba pronunciada com maior intensidade em uma palavra. Determina a classificação das palavras quanto à posição do acento tônico e influencia as regras de acentuação gráfica.

1.3.2 Classificação das Palavras pela Tonicidade

ClassificaçãoPosição da TônicaExemplos
OxítonaÚltima sílabaca-fé, a-mor, Pa-rá
ParoxítonaPenúltima sílabaca-sa, ár-vo-re, fá-cil
ProparoxítonaAntepenúltima sílabamé-di-co, úl-ti-mo

1.3.3 Monossílabos Tônicos e Átonos

CLASSIFICAÇÃO DOS MONOSSÍLABOS:
  • Tônicos: pronunciados com intensidade – pé, mão, dor, luz
  • Átonos: pronunciados sem intensidade – de, em, que, se

2. ENCONTROS VOCÁLICOS E CONSONANTAIS

2.1 Encontros Vocálicos

2.1.1 Ditongo

DITONGO:

Encontro de duas vogais pronunciadas em uma única sílaba, sendo uma vogal (mais forte) e uma semivogal (mais fraca). Pode ser crescente ou decrescente, oral ou nasal.

TipoCaracterísticasExemplos
CrescenteSemivogal + vogalqua-se, sé-rie, pá-tio
DecrescenteVogal + semivogalcai-xa, hei-rói, pau
OralSom pela bocalei, boi, céu
NasalSom pelo narizmãe, pão, põe

2.1.2 Tritongo

TRITONGO:

Encontro de três vogais pronunciadas em uma única sílaba, na sequência semivogal + vogal + semivogal. É menos comum que o ditongo.

EXEMPLOS DE TRITONGOS:
  • Orais: Pa-ra-guai, U-ru-guai, i-guais
  • Nasais: saguão, quão, enxáguem

2.1.3 Hiato

HIATO:

Encontro de duas vogais pronunciadas em sílabas diferentes. As vogais não formam ditongo, sendo separadas na divisão silábica.

EXEMPLOS DE HIATOS:
  • sa-ú-de, co-o-pe-rar, vi-ú-va
  • ca-a-tin-ga, vo-o, cre-em
  • pi-a-da, fi-el, ru-im

2.2 Encontros Consonantais

2.2.1 Conceito

ENCONTRO CONSONANTAL:

Sequência de duas ou mais consoantes pronunciadas sem vogal intermediária. Podem estar na mesma sílaba (inseparáveis) ou em sílabas diferentes (separáveis).

2.2.2 Tipos de Encontros Consonantais

TipoCaracterísticasExemplos
PerfeitoMesma sílaba (cons. + l/r)pra-to, blo-co, a-tleta
ImperfeitoSílabas diferentesap-to, ad-mi-tir, ab-so-luto

2.3 Dígrafos

2.3.1 Conceito de Dígrafo

DÍGRAFO:

Grupo de duas letras que representa um único fonema. Diferencia-se do encontro consonantal porque as letras juntas produzem um som único, não dois sons distintos.

2.3.2 Tipos de Dígrafos

DÍGRAFOS CONSONANTAIS:
  • ch: chuva, machado
  • lh: filho, trabalho
  • nh: ninho, sonho
  • rr: carro, ferro
  • ss: passo, massa
  • sc, sç, xc: nascer, desça, exceto
  • qu, gu: quero, guerra (quando u não soa)
DÍGRAFOS VOCÁLICOS (NASAIS):
  • am, an: campo, canto
  • em, en: tempo, centro
  • im, in: limpo, tinta
  • om, on: pombo, ponte
  • um, un: tumba, mundo

2.3.3 Diferença entre Dígrafo e Encontro Consonantal

Dígrafo: duas letras = um som (carro = /ka-ro/)
Encontro consonantal: duas letras = dois sons (prato = /pra-to/)

3. ACENTUAÇÃO GRÁFICA

3.1 Princípios da Acentuação

3.1.1 Função do Acento Gráfico

ACENTO GRÁFICO:

Sinal diacrítico que indica a sílaba tônica de uma palavra quando esta não segue o padrão acentual mais comum do português. Serve para distinguir palavras e facilitar a pronúncia correta.

3.1.2 Tipos de Acentos

ACENTOS UTILIZADOS:
  • Agudo (´): indica som aberto – pé, médico
  • Circunflexo (^): indica som fechado – você, lâmpada
  • Grave (`): usado apenas na crase – à, àquele

3.2 Regras de Acentuação

3.2.1 Acentuação de Oxítonas

OXÍTONAS ACENTUADAS:

Acentuam-se as oxítonas terminadas em:

  • a, as: Pará, marajás
  • e, es: café, vocês
  • o, os: avô, paletós
  • em, ens: também, parabéns

3.2.2 Acentuação de Paroxítonas

TerminaçãoRegraExemplos
ã, ãs, ão, ãosAcentuaórfã, ímã, órgão
i, isAcentuajúri, lápis
us, um, unsAcentuavírus, álbum
l, n, r, x, psAcentuafácil, hífen, açúcar
ditongoAcentuahistória, série

3.2.3 Acentuação de Proparoxítonas

REGRA GERAL: Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Exemplos: médico, lâmpada, árvore, último, prático, matemática

3.3 Regras Especiais

3.3.1 Acentuação de Monossílabos

MONOSSÍLABOS TÔNICOS ACENTUADOS:

Terminados em a, e, o (abertos ou fechados):

  • a, as: pá, más
  • e, es: pé, mês
  • o, os: pó, nós

3.3.2 Acentuação de Hiatos

REGRAS PARA HIATOS:
  • I e U tônicos, sozinhos ou com S: saída, tuiuiú
  • Não se acentua se seguido de NH: rainha, moinho
  • Não se acentua se repetido: xiita, vadiice
  • Não se acentua paroxítonas com i/u + consoante: juiz, ruim

3.3.3 Acentos Diferenciais

Com AcentoSem AcentoDiferenciação
pôde (pretérito)pode (presente)Tempo verbal
pôr (verbo)por (preposição)Classe gramatical
têm (plural)tem (singular)Número
vêm (plural)vem (singular)Número

4. EMPREGO DO HÍFEN E NORMAS ORTOGRÁFICAS

4.1 Emprego do Hífen

4.1.1 Regras Gerais

HÍFEN:

Sinal gráfico usado para ligar elementos de palavras compostas, separar sílabas no final da linha e unir pronomes átonos a verbos. Suas regras foram alteradas pelo Acordo Ortográfico.

4.1.2 Hífen em Palavras Compostas

USA-SE HÍFEN:
  • Palavras compostas sem elemento de ligação: guarda-roupa, beija-flor
  • Topônimos com artigo: Grão-Pará, Trás-os-Montes
  • Espécies botânicas e zoológicas: bem-te-vi, couve-flor
  • Gentílicos compostos: norte-americano, sul-africano
NÃO SE USA HÍFEN:
  • Palavras com elemento de ligação: pé de moleque, mão de obra
  • Compostos com perda da noção de composição: girassol, madressilva
  • Locuções: café com leite, fim de semana

4.1.3 Hífen com Prefixos

SituaçãoRegraExemplos
Vogal igualUsa hífenanti-inflamatório, micro-ondas
Consoante igualUsa hífeninter-regional, super-resistente
Antes de hUsa hífenanti-higiênico, super-homem
Sub + rUsa hífensub-região, sub-raça

4.2 Outras Normas Ortográficas

4.2.1 Uso de Maiúsculas

MAIÚSCULAS OBRIGATÓRIAS:
  • Início de frases e após ponto
  • Nomes próprios de pessoas, lugares, instituições
  • Nomes de épocas históricas, festas, eventos
  • Títulos de livros, filmes (primeira palavra)
  • Pontos cardeais quando designam regiões

4.2.2 Grafia de Algumas Palavras

Grafia CorretaGrafia IncorretaObservação
exceçãoexcessãoCom ç
privilégioprevilégioCom i
beneficentebeneficienteSem i
mendigomendingoSem n

4.2.3 Uso do Porquê

FORMAS DO PORQUÊ:
  • Por que: pergunta ou equivale a “por qual razão”
  • Por quê: pergunta no final da frase ou sozinho
  • Porque: resposta, equivale a “pois”
  • Porquê: substantivo, equivale a “motivo”

5. HOMÔNIMOS E PARÔNIMOS

5.1 Conceitos

5.1.1 Homônimos

HOMÔNIMOS:

Palavras que possuem a mesma grafia ou pronúncia, mas significados diferentes. Dividem-se em homógrafos (mesma grafia) e homófonos (mesma pronúncia).

5.1.2 Parônimos

PARÔNIMOS:

Palavras que possuem grafia e pronúncia semelhantes, mas significados diferentes. São facilmente confundidas na escrita e na fala.

5.2 Principais Homônimos

5.2.1 Homógrafos

PalavraSignificado 1Significado 2
bancoinstituição financeiraassento
mangafrutaparte da roupa
sãoverbo ser (3ª pessoa plural)sadio, santo

5.2.2 Homófonos

EXEMPLOS DE HOMÓFONOS:
  • cela/sela: prisão / arreio
  • censo/senso: recenseamento / juízo
  • cerrar/serrar: fechar / cortar
  • cozer/coser: cozinhar / costurar

5.3 Principais Parônimos

5.3.1 Parônimos Comuns

Palavra 1SignificadoPalavra 2Significado
absolverperdoar, inocentarabsorveraspirar, sorver
comprimentoextensão, tamanhocumprimentosaudação, execução
descriçãoato de descreverdiscriçãoreserva, prudência
emergirvir à tona, surgirimergirmergulhar, afundar

5.3.2 Mais Parônimos Importantes

OUTROS PARÔNIMOS FREQUENTES:
  • eminente/iminente: ilustre / prestes a acontecer
  • flagrante/fragrante: evidente / perfumado
  • inflação/infração: alta de preços / violação
  • mandado/mandato: ordem judicial / período de governo
  • ratificar/retificar: confirmar / corrigir
  • tráfego/tráfico: trânsito / comércio ilegal

5.4 Estratégias de Diferenciação

5.4.1 Dicas para Memorização

Para distinguir homônimos e parônimos, observe o contexto da frase, analise a etimologia das palavras e crie associações mentais. A prática constante de leitura e exercícios ajuda na fixação das diferenças.

6. CLASSES DE PALAVRAS

6.1 Classificação Geral

6.1.1 Palavras Variáveis

PALAVRAS VARIÁVEIS:

Classes que sofrem flexões de gênero, número, grau, pessoa, tempo, modo ou voz, adaptando-se ao contexto sintático e semântico da frase.

Classes variáveis:

  • Substantivo
  • Adjetivo
  • Artigo
  • Numeral
  • Pronome
  • Verbo

6.1.2 Palavras Invariáveis

PALAVRAS INVARIÁVEIS:

Classes que não sofrem flexões, mantendo sempre a mesma forma independentemente do contexto em que são empregadas.

CLASSES INVARIÁVEIS:
  • Advérbio
  • Preposição
  • Conjunção
  • Interjeição

6.2 Substantivo

6.2.1 Conceito e Classificação

SUBSTANTIVO:

Palavra que nomeia seres, objetos, lugares, sentimentos, ações, qualidades e conceitos. É o núcleo do sintagma nominal e pode exercer diversas funções sintáticas.

TipoCaracterísticasExemplos
ComumNomeia seres da mesma espéciecasa, pessoa, animal
PróprioNomeia ser específicoJoão, Brasil, Amazonas
ConcretoSer com existência própriamesa, criança, Deus
AbstratoQualidade, ação, estadobeleza, corrida, tristeza

6.3 Adjetivo

6.3.1 Conceito e Função

ADJETIVO:

Palavra que caracteriza, qualifica ou determina o substantivo, indicando qualidades, características, estados ou condições. Concorda em gênero e número com o substantivo.

6.3.2 Classificação dos Adjetivos

TIPOS DE ADJETIVOS:
  • Primitivo: bom, grande, feliz
  • Derivado: bondoso, grandioso, infeliz
  • Simples: verde, alto, doce
  • Composto: verde-claro, surdo-mudo
  • Pátrio: brasileiro, amazonense, manauara

6.4 Outras Classes

6.4.1 Artigo

ARTIGOS:
  • Definidos: o, a, os, as (determinam)
  • Indefinidos: um, uma, uns, umas (indeterminam)

6.4.2 Numeral

TIPOS DE NUMERAIS:
  • Cardinal: um, dois, três (quantidade)
  • Ordinal: primeiro, segundo (ordem)
  • Multiplicativo: dobro, triplo (multiplicação)
  • Fracionário: meio, terço (fração)

6.4.3 Advérbio

Palavra invariável que modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, indicando circunstâncias de modo, tempo, lugar, intensidade, afirmação, negação ou dúvida.

7. FORMAÇÃO DE PALAVRAS

7.1 Processos de Formação

7.1.1 Derivação

DERIVAÇÃO:

Processo de formação de palavras através do acréscimo de afixos (prefixos, sufixos ou infixos) a um radical, criando novas palavras com significados relacionados à palavra primitiva.

TipoProcessoExemplos
PrefixalPrefixo + radicaldes + fazer = desfazer
SufixalRadical + sufixopedra + eiro = pedreiro
ParassintéticaPrefixo + radical + sufixoa + noite + cer = anoitecer
RegressivaRedução da palavrapescar → pesca

7.1.2 Composição

COMPOSIÇÃO:

Processo de formação de palavras através da união de dois ou mais radicais, criando uma nova palavra com significado próprio, diferente dos elementos que a compõem.

TIPOS DE COMPOSIÇÃO:
  • Justaposição: elementos mantêm forma original – passatempo, guarda-roupa
  • Aglutinação: elementos se fundem – planalto (plano + alto), embora (em + boa + hora)

7.2 Outros Processos

7.2.1 Processos Especiais

OUTROS PROCESSOS DE FORMAÇÃO:
  • Hibridismo: elementos de línguas diferentes – automóvel, sociologia
  • Onomatopeia: imitação de sons – tic-tac, miau, zunzum
  • Abreviação: redução de palavras – foto, moto, pneu
  • Sigla: iniciais de palavras – ONU, IBGE, USP

7.2.2 Neologismo

Criação de palavras novas para nomear conceitos, objetos ou situações que surgem na sociedade. Exemplos: deletar, printar, googlar, selfie.

7.3 Família de Palavras

7.3.1 Palavras Cognatas

EXEMPLO DE FAMÍLIA DE PALAVRAS (TERRA):
  • terreno, terreiro, território
  • terrestre, terroso, térreo
  • enterrar, aterrar, desterrar
  • subterrâneo, extraterrestre

8. FLEXÃO NOMINAL E VERBAL

8.1 Flexão Nominal

8.1.1 Flexão de Gênero

GÊNERO:

Propriedade dos substantivos e adjetivos que os classifica em masculino ou feminino. Pode ser natural (baseado no sexo) ou gramatical (convenção linguística).

Formação do FemininoRegraExemplos
Troca -o por -aRegra geralmenino/menina, gato/gata
Acréscimo de -aConsoante finalprofessor/professora
Formas diferentesHeterônimoshomem/mulher, boi/vaca
Mesma formaComum de doiso/a estudante, o/a artista

8.1.2 Flexão de Número

FORMAÇÃO DO PLURAL:
  • Regra geral: acréscimo de -s (casa/casas)
  • Terminados em -r, -s, -z: acréscimo de -es (mar/mares)
  • Terminados em -al, -el, -ol, -ul: troca -l por -is (animal/animais)
  • Terminados em -ão: -ões, -ães ou -ãos (balão/balões)
  • Terminados em -x: invariáveis (tórax/tórax)

8.1.3 Flexão de Grau

GRAUS DO SUBSTANTIVO E ADJETIVO:
  • Aumentativo: casarão, grandão (sintético) / casa grande (analítico)
  • Diminutivo: casinha, pequenininho (sintético) / casa pequena (analítico)
  • Comparativo: mais alto que, menos alto que, tão alto quanto
  • Superlativo: altíssimo (absoluto sintético) / muito alto (absoluto analítico)

8.2 Flexão Verbal

8.2.1 Elementos da Flexão Verbal

FLEXÃO VERBAL:

Variação do verbo para indicar pessoa, número, tempo, modo e voz. É a classe de palavras com maior número de flexões no português.

8.2.2 Pessoa e Número

PESSOAS DO DISCURSO:
  • 1ª pessoa: eu (singular), nós (plural)
  • 2ª pessoa: tu (singular), vós (plural)
  • 3ª pessoa: ele/ela (singular), eles/elas (plural)

8.2.3 Tempos Verbais

TempoFunçãoExemplo
PresenteAção no momento da falaEu estudo
PretéritoAção anterior à falaEu estudei
FuturoAção posterior à falaEu estudarei

8.2.4 Modos Verbais

Indicativo: certeza, realidade
Subjuntivo: dúvida, hipótese, desejo
Imperativo: ordem, pedido, conselho

8.3 Emprego de Pronomes

8.3.1 Classificação dos Pronomes

TIPOS DE PRONOMES:
  • Pessoais: eu, tu, ele, nós, vós, eles
  • Possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso
  • Demonstrativos: este, esse, aquele
  • Relativos: que, qual, cujo, onde
  • Indefinidos: algum, nenhum, todo, outro
  • Interrogativos: que, quem, qual, quanto

8.3.2 Colocação Pronominal

POSIÇÕES DO PRONOME ÁTONO:
  • Próclise: pronome antes do verbo (Não me conte)
  • Ênclise: pronome depois do verbo (Conte-me)
  • Mesóclise: pronome no meio do verbo (Contar-me-á)

🔤 Apostila 2 – Fonética, Ortografia e Morfologia

Material de estudo para Concurso Professor de Educação Infantil – Manaus

Boa sorte nos seus estudos! 🍀



Apostila 8: Sintaxe e Redação Oficial – Concurso Professor Educação Infantil Manaus

✍️ APOSTILA 3: SINTAXE E REDAÇÃO OFICIAL

Concurso Professor de Educação Infantil – Manaus

📋 Índice

  • 1. Concordância Nominal e Verbal
  • 2. Regência Nominal e Verbal
  • 3. Crase
  • 4. Termos da Oração
  • 5. Análise Sintática de Períodos
  • 6. Funções Sintáticas
  • 7. Pontuação
  • 8. Redação Oficial

1. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL

1.1 Concordância Verbal

1.1.1 Regra Geral

CONCORDÂNCIA VERBAL:

O verbo concorda com seu sujeito em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). É a harmonia entre o verbo e o termo que funciona como sujeito da oração.

EXEMPLOS BÁSICOS:
  • O aluno estuda (singular)
  • Os alunos estudam (plural)
  • Eu trabalho (1ª pessoa)
  • Tu trabalhas (2ª pessoa)

1.1.2 Casos Especiais

SituaçãoRegraExemplo
Sujeito composto antes do verboVerbo no pluralJoão e Maria chegaram
Sujeito composto depois do verboPlural ou singularChegaram/Chegou João e Maria
Núcleos ligados por “ou”Singular (exclusão)João ou Pedro será eleito
Núcleos sinônimosSingular ou pluralA angústia e ansiedade o/os consome/consomem

1.1.3 Concordância com Pronomes

REGRAS ESPECIAIS:
  • Que: verbo concorda com o antecedente (Fui eu que falei)
  • Quem: verbo na 3ª pessoa (Fui eu quem falou)
  • Um dos que: verbo no plural (Um dos que chegaram)
  • Qual de nós: verbo na 3ª pessoa (Qual de nós falará?)

1.1.4 Verbos Impessoais

VERBOS QUE FICAM NO SINGULAR:
  • Haver (existir): Há muitos alunos
  • Fazer (tempo): Faz dois anos
  • Fenômenos naturais: Choveu muito
  • Ser (horas/distância): É uma hora, São duas horas

1.2 Concordância Nominal

1.2.1 Regra Geral

CONCORDÂNCIA NOMINAL:

Artigos, adjetivos, numerais e pronomes adjetivos concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.

1.2.2 Casos Especiais

SituaçãoRegraExemplo
Adjetivo pospostoConcorda com o mais próximo ou vai ao pluralCasa e carro novo/novos
Adjetivo antepostoConcorda com o mais próximoBela casa e jardim
É bom, é necessárioInvariável sem artigoÉ necessário paciência
Meio, bastanteVaria se for adjetivoEla está meio/meia cansada

1.2.3 Palavras Invariáveis

Sempre invariáveis: alerta, menos, pseudo, extra
Exemplo: Os soldados estão alerta. Comprei menos frutas.

2. REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL

2.1 Regência Verbal

2.1.1 Conceito

REGÊNCIA VERBAL:

Relação de dependência entre o verbo e seus complementos. Determina se o verbo exige preposição e qual preposição usar com cada complemento.

2.1.2 Principais Verbos e suas Regências

VerboRegênciaExemplo
AssistirVTI (ver) / VTD (ajudar)Assisti ao filme / Assisti o doente
AspirarVTD (respirar) / VTI (desejar)Aspirou o ar / Aspira ao cargo
ChegarVI + aChegou à escola
ObedecerVTI + aObedece aos pais
PreferirVTDI (algo a algo)Prefiro café a chá

2.1.3 Verbos com Mudança de Sentido

VERBOS QUE MUDAM DE SIGNIFICADO:
  • Visar: VTD (mirar) / VTI (objetivar) – Visou o alvo / Visa ao sucesso
  • Implicar: VTD (acarretar) / VTI (antipatizar) – Implica gastos / Implica com todos
  • Custar: VTI (ser difícil) – Custou-lhe entender
  • Querer: VTD (desejar) / VTI (amar) – Quero água / Quero aos filhos

2.2 Regência Nominal

2.2.1 Conceito

REGÊNCIA NOMINAL:

Relação de dependência entre nomes (substantivos, adjetivos, advérbios) e seus complementos, sempre introduzidos por preposição.

2.2.2 Principais Regências Nominais

NOMES E SUAS PREPOSIÇÕES:
  • Acessível a: acessível a todos
  • Apto a/para: apto ao/para o trabalho
  • Capaz de: capaz de vencer
  • Compatível com: compatível com a função
  • Fácil de: fácil de entender
  • Junto a/de: junto ao/do diretor
  • Paralelo a: paralelo à rua
  • Próximo a/de: próximo ao/do centro

2.2.3 Substantivos Derivados de Verbos

REGÊNCIA MANTIDA:

Substantivos derivados de verbos mantêm a mesma regência:

  • Obedecer aos pais → Obediência aos pais
  • Assistir ao filme → Assistência ao filme
  • Aspirar ao cargo → Aspiração ao cargo

3. CRASE

3.1 Conceito de Crase

3.1.1 Definição

CRASE:

Fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a” ou com os pronomes demonstrativos “aquele”, “aquela”, “aquilo”. É indicada pelo acento grave (`).

Fórmula: Preposição A + Artigo A = À
Exemplo: Vou a + a escola = Vou à escola

3.1.2 Condições para Ocorrer Crase

CONDIÇÕES OBRIGATÓRIAS:
  • Palavra anterior deve exigir preposição “a”
  • Palavra posterior deve aceitar artigo “a”
  • Palavra posterior deve ser feminina

3.2 Regras de Uso

3.2.1 Casos Obrigatórios

SituaçãoRegraExemplo
Regência + artigoUsa craseRefiro-me à aluna
Locuções femininasUsa craseÀ noite, às vezes, à toa
Horas determinadasUsa craseÀs 8 horas, à 1 hora
À moda de (subentendido)Usa craseBife à milanesa, gol à Pelé

3.2.2 Casos Proibidos

NÃO USA CRASE:
  • Antes de masculino: Vou a pé, andar a cavalo
  • Antes de verbo: Começou a chover
  • Antes de pronomes: Refiro-me a ela, a esta
  • Entre palavras repetidas: cara a cara, gota a gota
  • Antes de casa/terra/distância (sem especificação): Voltou a casa

3.2.3 Casos Facultativos

CRASE FACULTATIVA:
  • Antes de pronome possessivo feminino: Refiro-me a/à sua irmã
  • Antes de nomes próprios femininos: Entreguei a/à Maria
  • Depois de “até”: Fui até a/à escola

3.3 Dicas Práticas

3.3.1 Teste de Verificação

Substitua por palavra masculina:
– Se aparecer “ao”, usa crase no feminino
– Se aparecer “a”, não usa crase
Exemplo: Vou à escola → Vou ao colégio (usa crase)

3.3.2 Crase com Pronomes Demonstrativos

ÀQUELE, ÀQUELA, ÀQUILO:

Sempre que houver preposição “a” + “aquele/aquela/aquilo”:

  • Refiro-me àquele aluno
  • Dirigiu-se àquela casa
  • Aspira àquilo que deseja

4. TERMOS DA ORAÇÃO

4.1 Termos Essenciais

4.1.1 Sujeito

SUJEITO:

Termo sobre o qual se declara alguma coisa. É o ser do qual se fala na oração. Pode ser determinado (simples, composto, oculto) ou indeterminado, ou ainda pode haver oração sem sujeito.

Tipo de SujeitoCaracterísticasExemplo
SimplesUm núcleoO menino brinca
CompostoDois ou mais núcleosJoão e Maria chegaram
OcultoNão expresso, mas identificávelChegamos cedo (nós)
IndeterminadoExiste, mas não se identificaFalaram de você
InexistenteOração sem sujeitoHá problemas aqui

4.1.2 Predicado

PREDICADO:

Termo que contém a declaração referente ao sujeito. Pode ser verbal (ação), nominal (estado/qualidade) ou verbo-nominal (ação + estado).

TIPOS DE PREDICADO:
  • Verbal: núcleo é verbo significativo – O menino correu
  • Nominal: núcleo é nome (predicativo) – O menino está feliz
  • Verbo-nominal: dois núcleos – O menino chegou cansado

4.2 Termos Integrantes

4.2.1 Complementos Verbais

OBJETOS:
  • Objeto Direto: complemento sem preposição – Comprei livros
  • Objeto Indireto: complemento com preposição – Gosto de música
  • Objeto Direto Preposicionado: OD com preposição – Amo a Deus

4.2.2 Complemento Nominal e Agente da Passiva

OUTROS TERMOS INTEGRANTES:
  • Complemento Nominal: completa nome – Tenho necessidade de carinho
  • Agente da Passiva: pratica ação na voz passiva – O livro foi lido pelo aluno

4.3 Termos Acessórios

4.3.1 Adjunto Adnominal e Adverbial

Adjunto Adnominal: caracteriza substantivo – A casa azul
Adjunto Adverbial: indica circunstância – Chegou ontem
Aposto: explica/especifica termo – João, meu irmão, chegou
Vocativo: chamamento – Maria, venha aqui!

5. ANÁLISE SINTÁTICA DE PERÍODOS

5.1 Período Simples

5.1.1 Conceito

PERÍODO SIMPLES:

Período constituído por apenas uma oração, ou seja, apresenta apenas um verbo ou locução verbal. Toda a análise se concentra nos termos dessa única oração.

EXEMPLO DE ANÁLISE:

“Os alunos estudiosos leram atentamente os livros novos.”

  • Sujeito: Os alunos estudiosos
  • Predicado: leram atentamente os livros novos
  • Objeto direto: os livros novos
  • Adjunto adverbial: atentamente

5.2 Período Composto

5.2.1 Conceito

PERÍODO COMPOSTO:

Período constituído por duas ou mais orações. Pode ser formado por coordenação (orações independentes) ou subordinação (orações dependentes).

5.2.2 Coordenação

TipoRelaçãoConjunçõesExemplo
AditivaAdiçãoe, nem, mas tambémEstudou e passou
AdversativaOposiçãomas, porém, contudoEstudou, mas não passou
AlternativaAlternânciaou, ora…ora, quer…querOu estuda ou trabalha
ConclusivaConclusãologo, portanto, poisEstudou, logo passou
ExplicativaExplicaçãopois, porque, queEstude, pois é importante

5.2.3 Subordinação

ORAÇÕES SUBORDINADAS:
  • Substantivas: função de substantivo (sujeito, objeto, etc.)
  • Adjetivas: função de adjetivo (restritiva ou explicativa)
  • Adverbiais: função de advérbio (tempo, causa, condição, etc.)

5.3 Orações Subordinadas Substantivas

5.3.1 Classificação

TIPOS DE SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS:
  • Subjetiva: É necessário que você estude
  • Objetiva direta: Espero que você venha
  • Objetiva indireta: Preciso de que me ajudem
  • Completiva nominal: Tenho certeza de que vai dar certo
  • Predicativa: Meu desejo é que sejas feliz
  • Apositiva: Só quero isto: que sejas feliz

6. FUNÇÕES SINTÁTICAS

6.1 Funções do Substantivo

6.1.1 Principais Funções

SUBSTANTIVO NA SINTAXE:

O substantivo pode exercer diversas funções sintáticas, sendo o núcleo de diferentes termos da oração. É a classe mais versátil sintaticamente.

FUNÇÕES DO SUBSTANTIVO:
  • Sujeito: O menino chegou
  • Objeto direto: Comprei livros
  • Objeto indireto: Gosto de música
  • Predicativo: João é médico
  • Complemento nominal: Amor aos filhos
  • Agente da passiva: Livro lido pelo aluno
  • Adjunto adnominal: Casa de madeira
  • Adjunto adverbial: Chegou de manhã
  • Aposto: João, meu irmão
  • Vocativo: Maria, venha!

6.2 Funções do Adjetivo

6.2.1 Funções Principais

FunçãoCaracterísticasExemplo
Adjunto AdnominalCaracteriza substantivoCasa bonita
Predicativo do SujeitoQualifica sujeito via verbo de ligaçãoEla é inteligente
Predicativo do ObjetoQualifica objeto diretoConsidero-a inteligente

6.3 Funções do Pronome

6.3.1 Pronomes Substantivos

FUNÇÕES DOS PRONOMES SUBSTANTIVOS:

Exercem as mesmas funções dos substantivos:

  • Sujeito: Ele chegou, Quem veio?
  • Objeto direto: Vi-o ontem
  • Objeto indireto: Obedeci-lhe
  • Predicativo: O escolhido foi ele

6.3.2 Pronomes Adjetivos

FUNÇÕES DOS PRONOMES ADJETIVOS:

Acompanham substantivos como adjuntos adnominais:

  • Possessivos: Minha casa, nosso livro
  • Demonstrativos: Esta casa, aquele livro
  • Indefinidos: Alguma casa, todo livro
  • Interrogativos: Que livro? Qual casa?

6.3.3 Pronomes Relativos

Os pronomes relativos exercem dupla função: conectam orações e representam termos antecedentes, podendo ser sujeito, objeto, adjunto, etc., na oração subordinada.

7. PONTUAÇÃO

7.1 Sinais de Pontuação

7.1.1 Vírgula

VÍRGULA:

Sinal que indica pausa breve, separando termos de mesma função sintática, orações coordenadas, elementos explicativos e outros casos específicos.

UsoRegraExemplo
EnumeraçãoSepara termos de mesma funçãoComprei pão, leite, ovos
ApostoIsola termo explicativoJoão, meu irmão, chegou
VocativoIsola chamamentoMaria, venha aqui
Adjunto adverbial deslocadoIsola circunstância deslocadaOntem, choveu muito
Orações coordenadasSepara orações independentesEstudou, mas não passou

7.1.2 Casos Proibidos da Vírgula

NÃO SE USA VÍRGULA:
  • Entre sujeito e predicado: O menino chegou
  • Entre verbo e objeto: Comprei livros
  • Entre nome e complemento: Casa de madeira
  • Antes de “e” em enumeração simples: João e Maria

7.1.3 Ponto e Vírgula

USOS DO PONTO E VÍRGULA:
  • Separa orações coordenadas longas
  • Separa itens de enumeração complexa
  • Antes de conjunções adversativas em períodos longos

7.2 Outros Sinais

7.2.1 Dois-pontos

USOS DOS DOIS-PONTOS:
  • Antes de citação: Ele disse: “Vou embora”
  • Antes de enumeração: Comprei: pão, leite, ovos
  • Antes de explicação: Não veio: estava doente
  • Antes de aposto enumerativo: Três coisas: amor, paz, alegria

7.2.2 Travessão e Parênteses

Travessão: indica mudança de interlocutor no diálogo ou isola comentários
Parênteses: isolam explicações, comentários ou informações acessórias
Aspas: indicam citações, estrangeirismos, ironia ou destaque

8. REDAÇÃO OFICIAL

8.1 Características da Redação Oficial

8.1.1 Princípios

REDAÇÃO OFICIAL:

Forma de comunicação escrita utilizada pelos órgãos públicos, caracterizada pela impessoalidade, clareza, concisão, formalidade e uso do padrão culto da língua.

CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS:
  • Impessoalidade: ausência de impressões pessoais
  • Clareza: linguagem acessível e direta
  • Concisão: máximo de informação com mínimo de palavras
  • Formalidade: observância às normas protocolares
  • Uniformidade: padronização de estrutura e linguagem

8.2 Principais Gêneros

8.2.1 Ofício

OFÍCIO:

Finalidade: Comunicação externa entre órgãos públicos ou entre órgão público e particular

Estrutura:

  • Cabeçalho (tipo, número, local, data)
  • Destinatário
  • Assunto
  • Texto (introdução, desenvolvimento, conclusão)
  • Fecho
  • Assinatura e identificação

8.2.2 Memorando

MEMORANDO:

Finalidade: Comunicação interna entre setores de um mesmo órgão

Características:

  • Mais simples que o ofício
  • Tramitação rápida
  • Linguagem direta e objetiva
  • Dispensa protocolo excessivo

8.2.3 Ata

ElementoCaracterísticas
FinalidadeRegistrar ocorrências de reuniões, sessões, assembleias
LinguagemFormal, impessoal, precisa
EstruturaAbertura, desenvolvimento, encerramento
CorreçõesUsar “digo”, não rasuras

8.3 Outros Documentos

8.3.1 Relatório

Relatório: Exposição detalhada de atividades, fatos ou situações. Deve ser objetivo, claro e fundamentado em dados concretos. Estrutura: introdução, desenvolvimento (com dados e análises) e conclusão.

8.3.2 Requerimento

REQUERIMENTO:

Finalidade: Solicitar algo a que se tem direito

Elementos essenciais:

  • Invocação (autoridade competente)
  • Preâmbulo (identificação do requerente)
  • Exposição (fundamentação do pedido)
  • Pedido (o que se solicita)
  • Fecho (“Nestes termos, pede deferimento”)

8.3.3 Declaração e Atestado

DIFERENÇAS:
  • Declaração: afirma fato do qual se tem conhecimento direto
  • Atestado: comprova fato do qual se tem conhecimento por força do cargo/função
  • Ambos devem ser claros, precisos e verdadeiros
  • Responsabilidade civil e criminal do declarante/atestante

8.4 Tratamento e Protocolo

8.4.1 Formas de Tratamento

PRINCIPAIS TRATAMENTOS:
  • Vossa Excelência: Presidente, Ministros, Governadores
  • Vossa Senhoria: demais autoridades e particulares
  • Vossa Magnificência: Reitores
  • Senhor/Senhora: tratamento geral respeitoso

8.4.2 Fechos para Comunicações

Para autoridades superiores: “Respeitosamente”
Para autoridades de mesmo nível ou inferiores: “Atenciosamente”
Regra geral: usar “Atenciosamente” na dúvida

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