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♿ Simulado SED/SC – FURB
Educação Especial – Segundo Professor de Turma
Banca: FURB • Secretaria de Estado da Educação/SC
Formato: 25 Questões • Fundamentos • Marcos Legais • Práticas Inclusivas
Considerando os paradigmas da segregação, integração e inclusão na Educação Especial, analise as afirmativas a seguir:
I. O paradigma da segregação caracterizou-se pela institucionalização de pessoas com deficiência em espaços separados da sociedade, fundamentando-se no modelo médico que concebia a deficiência como patologia a ser tratada ou curada.
II. O paradigma da integração promoveu a inserção de estudantes com deficiência no ensino regular, condicionada à sua capacidade de adaptação às estruturas e metodologias existentes, sem exigir modificações significativas do sistema educacional.
III. O paradigma da inclusão pressupõe a transformação radical dos sistemas educacionais para acolher a diversidade humana, garantindo acessibilidade universal, participação plena e aprendizagem significativa para todos os estudantes.
IV. A transição entre os paradigmas ocorreu de forma linear e homogênea em todos os contextos educacionais, sendo que atualmente apenas o paradigma inclusivo orienta as práticas educacionais brasileiras.
V. O paradigma inclusivo fundamenta-se no modelo social da deficiência, compreendendo as barreiras sociais, arquitetônicas e atitudinais como principais obstáculos à participação plena das pessoas com deficiência.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas corretas:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Análise das afirmativas: I – CORRETA: O paradigma da segregação baseava-se no modelo médico, institucionalizando pessoas com deficiência. II – CORRETA: A integração condicionava a inserção à adaptação do estudante ao sistema existente. III – CORRETA: A inclusão exige transformação sistêmica para acolher a diversidade. IV – INCORRETA: A transição não foi linear nem homogênea; coexistem diferentes paradigmas na prática atual. V – CORRETA: O paradigma inclusivo fundamenta-se no modelo social, focando na remoção de barreiras.
📚 Referência: SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 8. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2010.
Sobre os modelos de compreensão da deficiência e suas implicações para a educação inclusiva, analise as proposições abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) O modelo médico concebe a deficiência como problema individual localizado na pessoa, enfatizando diagnósticos, tratamentos e processos de reabilitação como formas de “normalização” do indivíduo.
( ) O modelo social compreende a deficiência como resultado da interação entre características individuais e barreiras sociais, arquitetônicas, atitudinais e comunicacionais presentes no ambiente.
( ) O modelo biopsicossocial integra exclusivamente aspectos biológicos e sociais, desconsiderando fatores psicológicos e ambientais na compreensão da deficiência.
( ) A educação inclusiva fundamenta-se prioritariamente no modelo social, focalizando a remoção de barreiras e a transformação dos sistemas educacionais para promover participação plena.
( ) O modelo médico é incompatível com práticas educacionais inclusivas, devendo ser completamente abandonado no contexto escolar.
A sequência correta é:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Análise das proposições: 1ª – VERDADEIRA: O modelo médico foca na deficiência como problema individual, enfatizando diagnóstico e reabilitação. 2ª – VERDADEIRA: O modelo social compreende a deficiência como interação entre características pessoais e barreiras ambientais. 3ª – FALSA: O modelo biopsicossocial integra aspectos biológicos, psicológicos E sociais. 4ª – VERDADEIRA: A educação inclusiva fundamenta-se no modelo social, focando na remoção de barreiras. 5ª – FALSA: O modelo médico pode complementar (não deve ser abandonado), mas não deve ser o único referencial.
📚 Referência: DINIZ, Debora. O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense, 2007.
Considerando os fundamentos, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), analise as afirmativas abaixo:
I. A Educação Especial é definida como modalidade de ensino substitutiva ao ensino comum, destinada exclusivamente a estudantes com deficiência que não conseguem acompanhar o currículo regular.
II. A Educação Especial constitui modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, realizando o atendimento educacional especializado de forma complementar e suplementar à formação dos estudantes.
III. O público-alvo da Educação Especial abrange estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.
IV. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) deve ser oferecido preferencialmente na rede regular de ensino, em salas de recursos multifuncionais.
V. A política estabelece que a matrícula de estudantes público-alvo da Educação Especial é facultativa, dependendo da avaliação das condições da escola e da decisão familiar.
Estão corretas apenas as afirmativas:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Análise das afirmativas: I – INCORRETA: A Educação Especial é complementar/suplementar, não substitutiva ao ensino comum. II – CORRETA: É modalidade transversal que complementa e suplementa a formação através do AEE. III – CORRETA: Público-alvo: deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. IV – CORRETA: AEE oferecido preferencialmente na rede regular, em salas de recursos multifuncionais. V – INCORRETA: A matrícula é direito garantido, não facultativa.
📚 Referência: BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SECADI, 2008.
Considerando as disposições específicas da Lei Brasileira de Inclusão relacionadas ao direito à educação e às obrigações das instituições de ensino, analise as afirmativas a seguir:
I. A LBI assegura sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades de ensino, vedando expressamente a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas no cumprimento de sua finalidade educacional.
II. A lei estabelece que o atendimento educacional especializado deve ser oferecido preferencialmente na rede regular de ensino, sendo gratuito aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
III. O profissional de apoio escolar é direito garantido quando identificada a necessidade individual do estudante, não constituindo função de natureza técnica ou especializada, mas de apoio às atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência.
IV. A recusa de matrícula à pessoa com deficiência constitui crime punível com reclusão, configurando-se como prática discriminatória sujeita às penalidades previstas na legislação específica.
V. As instituições de ensino privadas podem estabelecer critérios diferenciados de seleção para estudantes com deficiência, desde que justificados pedagogicamente e aprovados pelos órgãos competentes.
Estão corretas apenas as afirmativas:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015): Assegura sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades. Veda cobrança de valores adicionais por serviços de educação inclusiva. Garante AEE gratuito, preferencialmente na rede regular. Profissional de apoio escolar quando necessário (não obrigatório para todos). Recusa de matrícula constitui discriminação punível. V – INCORRETA: Não podem estabelecer critérios diferenciados de seleção – isso seria discriminação.
📚 Referência: BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília: Presidência da República, 2015.
Sobre as disposições específicas da Resolução CEE/SC nº 100/2016 relacionadas à organização dos serviços de Educação Especial, atuação profissional e instrumentos de planejamento educacional, analise as proposições abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A Resolução estabelece que o segundo professor de turma deve atuar de forma colaborativa com o professor regente, oferecendo apoio pedagógico especializado a todos os estudantes que necessitem, não se limitando exclusivamente ao atendimento de estudantes com deficiência.
( ) O Plano Educacional Individualizado (PEI) constitui instrumento obrigatório para todos os estudantes público-alvo da Educação Especial, devendo ser elaborado colaborativamente pela equipe pedagógica e revisado periodicamente.
( ) O Atendimento Educacional Especializado deve ser oferecido exclusivamente no contraturno escolar, sendo vedada sua realização durante o período regular de aulas para não interferir no currículo comum.
( ) A Resolução garante o direito à matrícula de estudantes com deficiência, vedando expressamente a recusa de matrícula por parte das instituições de ensino, independentemente da disponibilidade de recursos específicos.
( ) A formação continuada em Educação Especial é estabelecida como direito dos profissionais e dever do sistema de ensino, visando à qualificação permanente das práticas pedagógicas inclusivas.
A sequência correta é:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Análise das proposições: 1ª – VERDADEIRA: Segundo professor atua colaborativamente, apoiando TODOS os estudantes que necessitem. 2ª – VERDADEIRA: PEI é obrigatório para estudantes da Educação Especial, elaborado colaborativamente. 3ª – FALSA: AEE pode ser oferecido no contraturno OU durante período regular, conforme necessidade. 4ª – VERDADEIRA: Garante direito à matrícula, vedando recusa. 5ª – VERDADEIRA: Formação continuada é direito dos profissionais e dever do sistema.
📚 Referência: SANTA CATARINA. Conselho Estadual de Educação. Resolução CEE/SC nº 100, de 13 de dezembro de 2016. Florianópolis: CEE/SC, 2016.
Sobre as características conceituais da Deficiência Intelectual e as estratégias pedagógicas fundamentadas em evidências científicas para o atendimento educacional destes estudantes, analise as proposições abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A Deficiência Intelectual caracteriza-se por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo, manifestando-se durante o período de desenvolvimento, antes dos 18 anos de idade.
( ) O ensino estruturado e sequencial, utilizando recursos visuais concretos e estratégias de mediação pedagógica diferenciada, constitui abordagem eficaz para promover a aprendizagem de estudantes com Deficiência Intelectual.
( ) As adequações curriculares para estudantes com Deficiência Intelectual devem necessariamente resultar em um currículo paralelo, completamente desvinculado dos objetivos e conteúdos trabalhados com a turma regular.
( ) O desenvolvimento de habilidades funcionais e de vida autônoma deve ser integrado ao processo educacional, promovendo a máxima independência possível do estudante em diferentes contextos sociais.
( ) A avaliação pedagógica de estudantes com Deficiência Intelectual deve priorizar exclusivamente critérios quantitativos e instrumentos padronizados, desconsiderando aspectos qualitativos do desenvolvimento.
A sequência correta é:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Deficiência Intelectual (AAIDD, 2021): Caracteriza-se por limitações significativas no funcionamento intelectual (raciocínio, resolução de problemas, aprendizagem) e comportamento adaptativo (habilidades conceituais, sociais e práticas), manifestadas antes dos 18 anos. Estratégias pedagógicas: ensino estruturado e sequencial, recursos visuais e concretos, adequações curriculares (não currículo paralelo), desenvolvimento de habilidades funcionais e autonomia. Avaliação qualitativa e processual. Foco no desenvolvimento integral: acadêmico, social e de vida prática.
📚 Referência: CARVALHO, Erenice Natália Soares de; MACIEL, Diva Maria Moraes Albuquerque. Nova concepção de deficiência mental segundo a American Association on Mental Retardation – AAMR: sistema 2002. Temas em Psicologia, v. 11, n. 2, p. 147-156, 2003.
Sobre as características da Deficiência Visual, os recursos de acessibilidade e as estratégias pedagógicas específicas para estudantes com cegueira e baixa visão, analise as proposições abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A cegueira caracteriza-se pela ausência total ou quase total de visão (acuidade visual ≤ 0,05), enquanto a baixa visão refere-se ao comprometimento significativo da função visual com possibilidade de uso funcional da visão residual.
( ) O sistema Braille deve ser utilizado obrigatoriamente por todos os estudantes com Deficiência Visual, independentemente do grau de visão residual ou das preferências individuais de aprendizagem.
( ) O soroban constitui recurso de Tecnologia Assistiva para cálculos matemáticos, sendo adequado tanto para estudantes com cegueira quanto para aqueles com baixa visão, conforme necessidades individuais.
( ) A orientação e mobilidade é desnecessária no ambiente escolar, uma vez que os espaços educacionais são considerados seguros e controlados, sendo relevante apenas para deslocamentos externos.
( ) Os recursos de acessibilidade para Deficiência Visual incluem materiais em relevo, ampliação de caracteres, alto contraste, iluminação adequada, leitores de tela e lupas eletrônicas, devendo ser individualizados conforme as especificidades de cada estudante.
A sequência correta é:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Análise das proposições: 1ª – VERDADEIRA: Cegueira (acuidade ≤ 0,05) e baixa visão (comprometimento com uso funcional residual). 2ª – FALSA: Braille não é obrigatório para todos; depende das necessidades individuais e grau de visão. 3ª – VERDADEIRA: Soroban adequado para cegueira E baixa visão conforme necessidades. 4ª – FALSA: Orientação e mobilidade é fundamental TAMBÉM no ambiente escolar para autonomia e segurança. 5ª – VERDADEIRA: Recursos diversos devem ser individualizados conforme especificidades de cada estudante.
📚 Referência: SÁ, Elizabet Dias de; CAMPOS, Izilda Maria de; SILVA, Myriam Beatriz Campolina. Atendimento Educacional Especializado: deficiência visual. Brasília: SEESP/SEED/MEC, 2007.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Educação bilíngue para surdos: Reconhece a Libras como L1 (primeira língua, natural e visual-espacial) e português escrito como L2 (segunda língua). Promove desenvolvimento de ambas as modalidades linguísticas respeitando a identidade e cultura surda. Recursos necessários: intérpretes de Libras, materiais visuais, estratégias pedagógicas visuais, tecnologias assistivas. A educação bilíngue não exclui recursos auditivos (quando escolha da família), mas não os torna obrigatórios. Foco na acessibilidade comunicacional e curricular, não apenas na presença do intérprete.
📚 Referência: BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Brasília: Presidência da República, 2005.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Deficiência Física: Alterações completas ou parciais de segmentos corporais (membros, tronco, cabeça), podendo ser congênita ou adquirida (acidentes, doenças). Tipos: paralisia cerebral, lesão medular, amputações, malformações, distrofias musculares. Adequações necessárias: acessibilidade arquitetônica (rampas, elevadores, banheiros adaptados), mobiliário adequado (mesas, cadeiras), tecnologias assistivas (órteses, próteses, recursos para escrita), comunicação alternativa quando necessário. Pode ou não afetar cognição, dependendo da etiologia. Inclusão em escolas regulares com adequações apropriadas.
📚 Referência: SCHIRMER, Carolina R. et al. Atendimento Educacional Especializado: deficiência física. Brasília: SEESP/SEED/MEC, 2007.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
TEA (DSM-5-TR, CID-11): Caracteriza-se por déficits persistentes na comunicação e interação social + padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Manifestação precoce (primeiros anos) impactando funcionamento diário. Espectro: ampla variabilidade (com/sem comprometimento intelectual ou de linguagem). Estratégias educacionais: rotinas estruturadas e previsíveis, comunicação alternativa (PECS, símbolos, tecnologias), apoio sensorial (ambientes adequados), estratégias comportamentais positivas, adequações curriculares individualizadas. Foco na participação social e desenvolvimento de habilidades funcionais.
📚 Referência: GOMES, Camila Graciella Santos; MENDES, Enicéia Gonçalves. Escolarização inclusiva de alunos com autismo na rede municipal de ensino de Belo Horizonte. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 16, n. 3, p. 375-396, 2010.
Considerando os fundamentos teóricos da educação inclusiva e as diretrizes normativas vigentes sobre a função do segundo professor de turma no contexto educacional catarinense, analise as afirmativas a seguir:
I. O segundo professor de turma deve atuar de forma colaborativa e articulada com o professor regente, compartilhando responsabilidades pedagógicas e promovendo estratégias de coensino que beneficiem todos os estudantes da turma.
II. A função do segundo professor de turma limita-se exclusivamente ao atendimento individualizado do estudante com deficiência, devendo retirá-lo da sala de aula sempre que necessário para intervenções específicas.
III. O segundo professor de turma tem como atribuição a elaboração de adequações curriculares, o desenvolvimento de estratégias pedagógicas diferenciadas e a promoção da acessibilidade metodológica e instrumental.
IV. A atuação do segundo professor de turma deve fundamentar-se em planejamento conjunto com o professor regente, articulando conhecimentos específicos da Educação Especial com os objetivos curriculares da turma.
V. O segundo professor de turma exerce função de cuidador pessoal, responsabilizando-se prioritariamente pelas atividades de vida diária, higiene e alimentação dos estudantes com deficiência.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas corretas:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Função do segundo professor de turma: Atua colaborativamente com o professor regente (não substitui), oferecendo apoio pedagógico especializado a TODOS os estudantes que necessitem (não apenas com deficiência). Responsabilidades: elaborar adequações curriculares, desenvolver estratégias diferenciadas, promover participação plena, mediar aprendizagem, registrar desenvolvimento. NÃO é: cuidador pessoal, professor particular, substituto do regente. Princípio: coensino e colaboração para beneficiar toda a turma, promovendo ambiente inclusivo e aprendizagem significativa para todos.
📚 Referência: SANTA CATARINA. Conselho Estadual de Educação. Resolução CEE/SC nº 100, de 13 de dezembro de 2016. Florianópolis: CEE/SC, 2016.
Considerando os fundamentos teóricos e as práticas efetivas do trabalho colaborativo entre professor regente e segundo professor de turma, analise as proposições abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) O planejamento colaborativo deve ocorrer de forma contínua e sistemática ao longo do ano letivo, não se limitando apenas ao período inicial, permitindo ajustes e adequações conforme as necessidades emergentes dos estudantes.
( ) A colaboração efetiva pressupõe que cada professor mantenha autonomia total sobre suas metodologias específicas, evitando interferências mútuas para preservar a identidade profissional de cada área de conhecimento.
( ) O trabalho colaborativo deve promover a definição conjunta de objetivos educacionais, estratégias metodológicas, adequações curriculares e critérios avaliativos, estabelecendo corresponsabilidade pela aprendizagem de todos os estudantes da turma.
( ) A presença simultânea de dois professores em sala de aula é suficiente para caracterizar trabalho colaborativo, independentemente da existência de planejamento conjunto ou articulação pedagógica prévia.
( ) A colaboração entre professores deve beneficiar exclusivamente os estudantes público-alvo da Educação Especial, não sendo necessário considerar impactos positivos para os demais estudantes da turma regular.
A sequência correta é:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Análise das proposições: 1ª – VERDADEIRA: Planejamento colaborativo é processo contínuo, não apenas inicial, permitindo ajustes conforme necessidades. 2ª – FALSA: Colaboração exige articulação e complementaridade, não autonomia total isolada. 3ª – VERDADEIRA: Trabalho colaborativo pressupõe definição conjunta de objetivos, estratégias e corresponsabilidade por TODOS os estudantes. 4ª – FALSA: Presença simultânea não garante colaboração; exige planejamento conjunto e articulação pedagógica. 5ª – FALSA: Colaboração deve beneficiar TODOS os estudantes da turma, não apenas público-alvo da Educação Especial.
📚 Referência: MENDES, Enicéia Gonçalves; VILARONGA, Carla Ariela Rios; ZERBATO, Ana Paula. Ensino colaborativo como apoio à inclusão escolar: unindo esforços entre educação comum e especial. São Carlos: EdUFSCar, 2014.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Tipos de adequações curriculares: De acesso: recursos, materiais, comunicação, tecnologias assistivas (não apenas arquitetônicas). Metodológicas: estratégias de ensino, organização temporal, agrupamentos. Avaliativas: instrumentos, critérios, formas de expressão (não apenas redução). Nos objetivos: quando necessário, mantendo essência curricular. Princípios: participação no currículo comum, respeito às potencialidades, individualização sem segregação. Aplicáveis a TODAS as deficiências conforme necessidades específicas. Foco na acessibilidade curricular, não na simplificação.
📚 Referência: OLIVEIRA, Anna Augusta Sampaio de; LEITE, Lúcia Pereira. Construção de um sistema educacional inclusivo: um desafio político-pedagógico. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, v. 15, n. 57, p. 511-524, 2007.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
PEI – Plano Educacional Individualizado: Documento dinâmico (não burocrático) que define objetivos educacionais específicos, estratégias pedagógicas individualizadas, recursos necessários e critérios de avaliação adaptados. Elaboração colaborativa: equipe pedagógica, família, profissionais especializados (não apenas segundo professor). Características: foca potencialidades (não apenas dificuldades), articula-se com currículo comum (não substitui), implementação prática obrigatória. Processo: avaliação inicial → planejamento → implementação → acompanhamento → revisão periódica. Instrumento de garantia de direitos e qualidade educativa.
📚 Referência: TANNÚS-VALADÃO, Gabriela; MENDES, Enicéia Gonçalves. Inclusão escolar e o planejamento educacional individualizado: estudo comparativo sobre práticas de planejamento em diferentes países. Revista Brasileira de Educação, v. 23, 2018.
Considerando o conceito, as categorias e as aplicações da Tecnologia Assistiva no contexto educacional inclusivo, analise as afirmativas a seguir:
I. A Tecnologia Assistiva abrange produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover funcionalidade, autonomia, independência, qualidade de vida e participação social de pessoas com deficiência.
II. Os recursos de Tecnologia Assistiva limitam-se exclusivamente a equipamentos eletrônicos de alta complexidade tecnológica e custo elevado, não incluindo soluções simples ou de baixa tecnologia.
III. A Tecnologia Assistiva é aplicável a todas as categorias de deficiência, incluindo deficiência física, sensorial, intelectual e múltipla, devendo ser selecionada conforme as necessidades específicas de cada pessoa.
IV. As categorias de Tecnologia Assistiva incluem comunicação aumentativa e alternativa, mobilidade, adequação postural, acessibilidade ao computador, atividades de vida diária e adequação ambiental.
V. A implementação de recursos de Tecnologia Assistiva substitui completamente a necessidade de mediação pedagógica e intervenção humana nos processos educacionais inclusivos.
Estão corretas apenas as afirmativas:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Análise das afirmativas: I – CORRETA: Definição do CAT abrange produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços para promover funcionalidade e participação. II – INCORRETA: TA inclui recursos de baixa E alta tecnologia (simples e complexos). III – CORRETA: Aplicável a TODAS as deficiências conforme necessidades específicas. IV – CORRETA: Categorias incluem CAA, mobilidade, adequação postural, acessibilidade computacional, AVD, adequação ambiental. V – INCORRETA: TA complementa (não substitui) mediação pedagógica e intervenção humana.
📚 Referência: SARTORETTO, Mara Lúcia; BERSCH, Rita de Cássia Reckziegel. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar: recursos pedagógicos de acessibilidade e comunicação aumentativa e alternativa. Brasília: MEC/SEESP, 2010.
Considerando os fundamentos teóricos, as modalidades de implementação e os benefícios da Comunicação Aumentativa e Alternativa no contexto educacional inclusivo, analise as proposições abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A CAA compreende sistemas, recursos e estratégias destinados a complementar (aumentativa) ou substituir (alternativa) a fala quando esta não atende às necessidades comunicativas funcionais do indivíduo.
( ) A implementação de sistemas de CAA deve aguardar a confirmação definitiva de que o indivíduo não desenvolverá fala oral funcional, sendo contraindicada em casos de prognóstico incerto.
( ) Os recursos de CAA incluem símbolos gráficos, gestos naturais, sinais manuais, pranchas de comunicação, dispositivos eletrônicos dedicados e aplicativos específicos para tablets e smartphones.
( ) A utilização de sistemas de CAA pode facilitar e acelerar o desenvolvimento da linguagem oral, não constituindo obstáculo para a emergência da fala natural.
( ) A CAA é indicada exclusivamente para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, não apresentando benefícios significativos para outras condições que afetam a comunicação.
A sequência correta é:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
CAA – Comunicação Aumentativa e Alternativa: Sistemas, recursos e estratégias para complementar (aumentativa) ou substituir (alternativa) a fala quando não funcional. Recursos: símbolos gráficos (PCS, Bliss), gestos, sinais, pranchas de comunicação, dispositivos eletrônicos (tablets, softwares), aplicativos específicos. Objetivos: expressão, compreensão, participação social. Princípios: individualização (não padronização), uso precoce (não aguardar certeza), multimodalidade. Aplicação: TEA, paralisia cerebral, deficiência intelectual, afasia, entre outras. Mito: CAA NÃO impede desenvolvimento da fala oral; pode facilitá-lo.
📚 Referência: DELIBERATO, Débora. Comunicação alternativa na escola: habilidades comunicativas e o ensino da leitura e escrita. In: MENDES, Enicéia Gonçalves; ALMEIDA, Maria Amélia (Org.). A pesquisa sobre inclusão escolar em suas múltiplas dimensões. Marília: ABPEE, 2012.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Recursos de acessibilidade: Digitais: leitores de tela (NVDA, JAWS), ampliadores (ZoomText), reconhecimento de voz (Dragon), teclados virtuais, mouses adaptados. Mobilidade: cadeiras de rodas, andadores, muletas, órteses, próteses (para condições permanentes E temporárias). Sensoriais: lupas eletrônicas, aparelhos auditivos, sistemas FM, implantes cocleares, bengalas. Ambientais: iluminação, contraste, sinalização, mobiliário adaptado. Implementação: envolve educadores (não apenas técnicos), uso cotidiano (não apenas especializado), promoção de autonomia e participação educacional plena.
📚 Referência: GALVÃO FILHO, Teófilo Alves; MIRANDA, Theresinha Guimarães. Tecnologia Assistiva e paradigmas educacionais: percepção e prática dos professores. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 34., 2011, Natal. Anais… Natal: ANPEd, 2011.
Sobre as características, tipos e princípios norteadores dos materiais pedagógicos adaptados no contexto da educação inclusiva, analise as proposições abaixo e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) Os materiais pedagógicos adaptados incluem recursos táteis, visuais, sonoros e manipuláveis, promovendo múltiplas formas de acesso ao conhecimento através de diferentes canais sensoriais e cognitivos.
( ) A adaptação de materiais pedagógicos limita-se exclusivamente à ampliação de textos e imagens, não envolvendo modificações em texturas, contrastes, formatos ou modalidades de apresentação do conteúdo.
( ) Os materiais manipuláveis e concretos são adequados apenas para a educação infantil, perdendo relevância pedagógica nas etapas subsequentes do ensino fundamental e médio.
( ) O Desenho Universal para Aprendizagem fundamenta a produção de materiais adaptados que beneficiam todos os estudantes da turma, não apenas aqueles com deficiência, promovendo acessibilidade universal ao currículo.
( ) A produção de materiais pedagógicos adaptados é responsabilidade exclusiva de profissionais especializados em Educação Especial, não podendo ser desenvolvida pelos professores regentes ou segundo professores de turma.
A sequência correta é:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Análise das proposições: 1ª – VERDADEIRA: Materiais adaptados incluem recursos táteis (texturas, relevos), visuais (ampliação, contraste), sonoros (áudios, narrações) e manipuláveis (objetos concretos). 2ª – FALSA: Adaptação vai além da ampliação, incluindo texturas, contrastes, formatos e modalidades diversas. 3ª – FALSA: Materiais manipuláveis são adequados para TODAS as etapas de ensino, não apenas educação infantil. 4ª – VERDADEIRA: DUA fundamenta materiais que beneficiam TODOS os estudantes, promovendo acessibilidade universal. 5ª – FALSA: Professores podem produzir materiais adaptados (não apenas especialistas), promovendo criatividade e adequação às necessidades da turma.
📚 Referência: ZERBATO, Ana Paula; MENDES, Enicéia Gonçalves. Desenho universal para a aprendizagem como estratégia de inclusão escolar. Educação Unisinos, v. 22, n. 2, p. 147-155, 2018.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Deficiência Múltipla: Associação de duas ou mais deficiências (intelectual + física, sensorial + intelectual, física + sensorial, etc.), não apenas DI + DF. Abordagem educacional: integrada (não separada por deficiência), multidisciplinar, altamente individualizada. Foco: habilidades funcionais e de vida prática (não apenas acadêmicas), comunicação alternativa quando necessário, máxima participação social. Inclusão: possível em escolas regulares com apoios intensivos e adequações significativas. Princípio: desenvolvimento integral respeitando potencialidades e promovendo qualidade de vida e autonomia possível.
📚 Referência: GODOY, Shirley Alves; BRUNO, Marilda Moraes Garcia. O aluno com deficiência múltipla na escola comum: avaliação e intervenção. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 17, n. 3, p. 421-436, 2011.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Surdocegueira: Combina perda auditiva e visual (total OU parcial), não necessariamente completa. Pode ser congênita (síndrome de Usher, CHARGE) ou adquirida (acidentes, doenças). Formas de comunicação: Libras tátil, sistema Braille, comunicação por objetos de referência, gestos naturais, escrita na palma da mão, comunicação corporal. Mediação: guia-intérprete especializado, ambiente estruturado, rotinas previsíveis. Educação: pode incluir conteúdos acadêmicos adaptados (não apenas vida diária), desenvolvimento de autonomia, orientação e mobilidade. Princípio: comunicação é sempre possível com estratégias adequadas.
📚 Referência: CADER-NASCIMENTO, Fatima Ali Abdalah Abdel; COSTA, Maria da Piedade Resende da. Descobrindo a surdocegueira: educação e comunicação. São Carlos: EdUFSCar, 2010.
Considerando os fundamentos da educação inclusiva e as diretrizes para organização dos serviços de Educação Especial, analise as afirmativas a seguir sobre a articulação entre o segundo professor de turma e o Atendimento Educacional Especializado:
I. A articulação entre segundo professor de turma e professor do AEE deve promover troca sistemática de informações sobre o desenvolvimento do estudante, estratégias pedagógicas eficazes e recursos utilizados, garantindo continuidade dos apoios nos diferentes espaços educacionais.
II. O segundo professor de turma e o professor do AEE devem atuar de forma independente e autônoma, evitando interferências mútuas em suas metodologias específicas para preservar a especificidade de cada modalidade de atendimento.
III. A presença do segundo professor de turma torna desnecessária a oferta de AEE ao estudante, uma vez que ambos os serviços possuem objetivos similares e se substituem mutuamente na garantia dos apoios especializados.
IV. O planejamento conjunto entre segundo professor de turma e professor do AEE deve contemplar a definição de objetivos compartilhados, estratégias complementares e formas de acompanhamento do progresso do estudante.
V. A comunicação entre os profissionais deve ocorrer exclusivamente em situações de crise comportamental ou dificuldades extremas de aprendizagem, não sendo necessária em contextos de desenvolvimento típico do estudante.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas corretas:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa A
Articulação segundo professor – AEE: Troca sistemática de informações sobre desenvolvimento, estratégias eficazes, recursos utilizados, adequações necessárias. Objetivos: continuidade e complementaridade dos apoios (não substituição), potencialização dos resultados, coerência nas intervenções. Comunicação: regular e planejada (não apenas em crises), reuniões periódicas, registros compartilhados. AEE: desenvolve habilidades específicas MAS articula com currículo regular. Benefícios: otimização dos apoios, desenvolvimento integral do estudante, qualificação das práticas pedagógicas de ambos os profissionais.
📚 Referência: ROPOLI, Edilene Aparecida et al. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2010.
Considerando os fundamentos teóricos e as práticas efetivas da avaliação inclusiva no contexto educacional, analise as afirmativas a seguir:
I. A avaliação inclusiva caracteriza-se por ser processual, formativa e diversificada, utilizando múltiplos instrumentos e formas de expressão que considerem o ponto de partida individual de cada estudante e seu progresso ao longo do tempo.
II. A implementação de práticas avaliativas inclusivas deve utilizar exclusivamente instrumentos padronizados e uniformes para garantir objetividade científica e possibilitar comparabilidade direta entre todos os estudantes da turma.
III. A avaliação inclusiva prioriza a função pedagógica sobre a classificatória, focalizando o acompanhamento do desenvolvimento individual e a orientação de estratégias de ensino mais adequadas às necessidades específicas de cada estudante.
IV. Os estudantes público-alvo da Educação Especial devem ser avaliados exclusivamente através de critérios qualitativos diferenciados, sendo dispensados da atribuição de conceitos ou notas que possam ser comparados aos demais estudantes.
V. As adequações avaliativas para estudantes com deficiência podem incluir modificações nos instrumentos, formas de expressão, tempo disponível e recursos utilizados, mantendo-se a essência dos objetivos educacionais propostos.
Estão corretas apenas as afirmativas:
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa B
Análise das afirmativas: I – CORRETA: Avaliação inclusiva é processual, formativa e diversificada, considerando ponto de partida e progresso individual. II – INCORRETA: Deve usar múltiplos instrumentos (não apenas padronizados), respeitando diversidade de formas de expressão. III – CORRETA: Prioriza função pedagógica sobre classificatória, focando desenvolvimento individual e orientação de estratégias. IV – INCORRETA: Estudantes com deficiência podem receber conceitos/notas adequados às suas especificidades (não dispensados). V – CORRETA: Adequações incluem instrumentos, formas de expressão, tempo e recursos, mantendo essência dos objetivos.
📚 Referência: HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. 35. ed. Porto Alegre: Mediação, 2018.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa C
Tecnologias educacionais acessíveis: Leitores de tela: NVDA, JAWS (deficiência visual). Ampliadores: ZoomText, lupa do Windows. Comunicação alternativa: Proloquo2Go, ARASAAC, Boardmaker. Jogos adaptados: com recursos de acessibilidade. Plataformas: com legendas, audiodescrição, navegação por teclado. Produção: softwares para criar materiais adaptados. Benefícios: TODAS as deficiências (não apenas visual), uso cotidiano (não apenas especializado). Complementaridade: tecnologias digitais complementam (não substituem) materiais concretos. Autonomia: promove independência na aprendizagem.
📚 Referência: PELOSI, Miryam Bonadiu. Inclusão e tecnologia assistiva. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa D
Política de Educação Especial SC (2018): Alinha-se às diretrizes nacionais (PNEEPEI 2008, LBI 2015), estabelecendo educação inclusiva como princípio fundamental. Diretrizes: AEE na rede regular (não instituições separadas), papel definido do segundo professor de turma, formação continuada obrigatória, fluxos de identificação e atendimento. Especificidades catarinenses: considera diversidade cultural, características regionais, vocações econômicas locais. Público-alvo: TODOS os estudantes da educação especial (não apenas severos). Organização: serviços, recursos, profissionais e parcerias para garantir educação inclusiva de qualidade em SC.
📚 Referência: SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: SED/SC, 2018.
💡 Gabarito Comentado:
Alternativa E
Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006): Ratificada pelo Brasil com status constitucional (Decreto 6.949/2009). Art. 24 – Educação: sistema educacional inclusivo em TODOS os níveis, não exclusão do sistema geral, adaptações razoáveis, apoio individualizado, desenvolvimento máximo do potencial. Princípios: não discriminação, participação plena, igualdade de oportunidades. Abrangência: todas as dimensões da vida (não apenas educação). Força legal: obrigatória no Brasil, não apenas orientação. Impacto: fundamenta legislação nacional (LBI, políticas públicas) e proíbe sistemas segregados.
📚 Referência: BRASIL. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. Brasília: Presidência da República, 2009.
♿ APOSTILA 1: FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA
Educação Especial – Segundo Professor de Turma – Secretaria de Estado da Educação/SC
📋 Índice
- 1. Conceitos e Paradigmas da Educação Especial
- 2. Princípios da Educação Inclusiva
- 3. Modelos de Compreensão da Deficiência
- 4. Direito à Educação e Escolarização
- 5. Educação Especial como Modalidade Transversal
1. CONCEITOS E PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
1.1 Evolução Histórica dos Paradigmas
A Educação Especial passou por diferentes paradigmas ao longo da história, refletindo as mudanças na compreensão sobre deficiência, direitos humanos e educação. Compreender essa evolução é fundamental para entender o contexto atual da educação inclusiva e as práticas do segundo professor de turma.
A trajetória da Educação Especial pode ser dividida em grandes períodos:
- Antiguidade e Idade Média: Exclusão, abandono e extermínio
- Séculos XVI-XVIII: Primeiras tentativas de educação especializada
- Século XIX: Institucionalização e segregação
- Século XX (1ª metade): Consolidação do modelo médico
- Século XX (2ª metade): Movimento de integração
- Século XXI: Paradigma da inclusão
1.2 Paradigma da Segregação
Modelo baseado na separação total das pessoas com deficiência da sociedade e do sistema educacional regular.
Características principais:
- Institucionalização: Confinamento em asilos, manicômios e instituições especializadas
- Isolamento social: Separação completa da comunidade
- Modelo médico: Foco na deficiência como doença a ser tratada
- Educação especializada: Escolas especiais como única opção
- Baixas expectativas: Limitação das possibilidades de desenvolvimento
- Protecionismo: Justificativa de “proteção” da sociedade
- Estigmatização e preconceito
- Limitação do desenvolvimento pessoal e social
- Negação de direitos fundamentais
- Perpetuação da exclusão social
- Desenvolvimento de estereótipos negativos
1.3 Paradigma da Integração
Modelo que busca inserir pessoas com deficiência na sociedade e na escola regular, mas exigindo que elas se adaptem às estruturas existentes.
Características principais:
- Normalização: Busca tornar a vida das pessoas com deficiência o mais “normal” possível
- Mainstreaming: Inserção na classe regular quando possível
- Continuum de serviços: Diferentes níveis de atendimento especializado
- Preparação prévia: Necessidade de “prontidão” para integração
- Responsabilidade individual: Pessoa com deficiência deve se adaptar
- Serviços especializados: Apoio paralelo ao ensino regular
| Aspecto | Segregação | Integração |
|---|---|---|
| Local de Ensino | Escolas especiais exclusivamente | Escola regular com apoio especializado |
| Responsabilidade | Instituições especializadas | Pessoa com deficiência se adaptar |
| Objetivo | Cuidado e proteção | Normalização e inserção |
| Mudanças no Sistema | Nenhuma | Mínimas, serviços paralelos |
| Participação Social | Inexistente | Condicional à adaptação |
1.4 Paradigma da Inclusão
Modelo que reconhece a diversidade humana como natural e valiosa, exigindo que a sociedade e a escola se transformem para acolher todas as pessoas.
Características principais:
- Direito universal: Educação para todos sem discriminação
- Transformação sistêmica: Mudança de toda a estrutura educacional
- Valorização da diversidade: Diferenças como enriquecimento
- Participação plena: Envolvimento em todas as atividades
- Responsabilidade coletiva: Toda comunidade escolar se compromete
- Aprendizagem colaborativa: Benefício mútuo para todos os estudantes
Processo de transformação da escola e da sociedade para garantir o acesso, permanência, participação e aprendizagem de todos os estudantes, independentemente de suas características, necessidades ou diferenças, promovendo a valorização da diversidade humana e a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
1.4.1 Diferenças entre Integração e Inclusão
| Critério | Integração | Inclusão |
|---|---|---|
| Filosofia | Normalização | Direitos humanos e diversidade |
| Foco | Deficiência do estudante | Necessidades educacionais |
| Mudanças | No estudante | No sistema educacional |
| Serviços | Paralelos e especializados | Integrados e colaborativos |
| Objetivo | Inserção condicional | Participação incondicional |
| Beneficiários | Estudantes com deficiência | Todos os estudantes |
2. PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
2.1 Acessibilidade
A acessibilidade é um princípio fundamental da educação inclusiva que garante que todos os estudantes possam acessar, participar e se beneficiar das oportunidades educacionais. Vai além da eliminação de barreiras físicas, abrangendo aspectos pedagógicos, comunicacionais, atitudinais e tecnológicos.
Condição para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações educacionais por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.
2.1.1 Dimensões da Acessibilidade
Tipos de Acessibilidade na Educação:
- Acessibilidade Arquitetônica: Eliminação de barreiras físicas nos ambientes escolares
- Acessibilidade Pedagógica: Adequações curriculares e metodológicas
- Acessibilidade Comunicacional: Sistemas alternativos de comunicação
- Acessibilidade Digital: Tecnologias assistivas e recursos digitais
- Acessibilidade Atitudinal: Mudança de mentalidades e preconceitos
- Acessibilidade Instrumental: Adaptação de materiais e recursos
- Física: Rampas, elevadores, banheiros adaptados, mobiliário adequado
- Sensorial: Materiais em Braille, audiodescrição, intérpretes de Libras
- Cognitiva: Materiais simplificados, pictogramas, rotinas visuais
- Tecnológica: Softwares leitores de tela, teclados adaptados
- Metodológica: Estratégias diversificadas, tempo adicional
2.2 Equidade
Princípio que reconhece que pessoas diferentes têm necessidades diferentes e, portanto, requerem recursos e apoios diferenciados para alcançar resultados educacionais similares.
Diferença entre Igualdade e Equidade:
- Igualdade: Oferecer os mesmos recursos para todos
- Equidade: Oferecer recursos diferenciados conforme as necessidades
2.2.1 Aplicação da Equidade na Prática
- Diferenciação pedagógica: Adaptar métodos às necessidades individuais
- Recursos personalizados: Materiais específicos para cada estudante
- Tempo flexível: Ritmos diferentes de aprendizagem
- Avaliação diversificada: Múltiplas formas de demonstrar conhecimento
- Apoio individualizado: Segundo professor, cuidador, intérprete
- Ambientes adaptados: Espaços que atendam necessidades específicas
2.3 Participação
Princípio que garante o envolvimento ativo e significativo de todos os estudantes em todas as atividades educacionais, sociais e culturais da escola.
Níveis de Participação:
- Presença física: Estar no mesmo ambiente
- Participação acadêmica: Envolver-se nas atividades de aprendizagem
- Participação social: Interagir com colegas e professores
- Participação cultural: Envolver-se na vida escolar como um todo
2.3.1 Barreiras à Participação
- Barreiras físicas: Arquitetura inacessível, falta de equipamentos
- Barreiras pedagógicas: Métodos inadequados, currículo inflexível
- Barreiras comunicacionais: Falta de sistemas alternativos
- Barreiras atitudinais: Preconceitos, baixas expectativas
- Barreiras organizacionais: Estruturas rígidas, falta de apoio
2.4 Outros Princípios Fundamentais
| Princípio | Definição | Aplicação Prática |
|---|---|---|
| Dignidade | Respeito ao valor intrínseco de cada pessoa | Tratamento respeitoso, valorização das potencialidades |
| Autonomia | Desenvolvimento da independência e autodeterminação | Ensino de habilidades de vida, tomada de decisões |
| Diversidade | Valorização das diferenças humanas | Celebração da pluralidade, combate à homogeneização |
| Colaboração | Trabalho conjunto de todos os envolvidos | Parcerias família-escola, trabalho em equipe |
| Flexibilidade | Adaptação às necessidades individuais | Currículos flexíveis, metodologias diversificadas |
3. MODELOS DE COMPREENSÃO DA DEFICIÊNCIA
3.1 Modelo Médico
O modelo médico de compreensão da deficiência, também conhecido como modelo individual ou biomédico, foca na deficiência como um problema localizado na pessoa, enfatizando aspectos patológicos, diagnósticos e tratamentos para “normalizar” ou “curar” a condição.
Compreende a deficiência como uma condição médica individual que precisa ser diagnosticada, tratada e, se possível, curada ou minimizada.
Características principais:
- Foco na patologia: Ênfase nos aspectos negativos e limitações
- Diagnóstico médico: Classificação baseada em critérios clínicos
- Tratamento individual: Intervenções para “corrigir” a deficiência
- Responsabilidade pessoal: Pessoa deve se adaptar à sociedade
- Normalização: Objetivo de tornar a pessoa “normal”
- Especialização: Profissionais médicos como principais autoridades
3.1.1 Implicações Educacionais do Modelo Médico
- Encaminhamento para escolas especiais baseado apenas no diagnóstico
- Foco em déficits e limitações do estudante
- Expectativas reduzidas baseadas no diagnóstico
- Ênfase em terapias e reabilitação
- Segregação por tipo de deficiência
- Avaliação centrada nas incapacidades
3.2 Modelo Social
Compreende a deficiência como resultado da interação entre as características individuais e as barreiras sociais, ambientais e atitudinais impostas pela sociedade.
Características principais:
- Foco nas barreiras: Sociedade como fonte dos problemas
- Direitos humanos: Deficiência como questão de direitos
- Mudança social: Sociedade deve se transformar
- Participação plena: Inclusão em todos os aspectos da vida
- Empoderamento: Pessoas com deficiência como protagonistas
- Diversidade: Deficiência como parte da diversidade humana
3.2.1 Distinção entre Deficiência e Incapacidade
- Deficiência (Impairment): Condição de saúde que afeta estrutura ou função corporal
- Incapacidade (Disability): Resultado da interação entre deficiência e barreiras sociais
- Barreiras: Obstáculos ambientais, atitudinais e organizacionais
- Facilitadores: Fatores que promovem participação e funcionalidade
3.2.2 Implicações Educacionais do Modelo Social
- Identificação e remoção de barreiras na escola
- Adaptação do ambiente e currículo
- Foco nas potencialidades e habilidades
- Participação em classes regulares
- Combate ao preconceito e discriminação
- Valorização da diversidade
3.3 Modelo Biopsicossocial
Modelo integrador que combina aspectos médicos e sociais, reconhecendo a complexidade multidimensional da deficiência através da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais.
Características principais:
- Abordagem multidimensional: Considera múltiplos fatores
- Interação dinâmica: Fatores se influenciam mutuamente
- Funcionalidade: Foco na capacidade de funcionamento
- Contextualização: Considera ambiente e situação
- Participação: Envolvimento em situações de vida
- Qualidade de vida: Bem-estar global da pessoa
3.3.1 Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF)
Framework da OMS que operacionaliza o modelo biopsicossocial através de componentes interrelacionados:
- Funções e Estruturas Corporais: Aspectos fisiológicos e anatômicos
- Atividades: Execução de tarefas por uma pessoa
- Participação: Envolvimento em situações de vida
- Fatores Ambientais: Ambiente físico, social e atitudinal
- Fatores Pessoais: Características individuais
| Modelo | Foco Principal | Solução | Responsabilidade |
|---|---|---|---|
| Médico | Deficiência como problema individual | Tratamento e reabilitação | Profissionais de saúde |
| Social | Barreiras sociais e ambientais | Mudança social e remoção de barreiras | Sociedade |
| Biopsicossocial | Interação entre múltiplos fatores | Abordagem integrada e contextualizada | Compartilhada |
4. DIREITO À EDUCAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO
4.1 Fundamentos do Direito à Educação
O direito à educação é um direito humano fundamental, reconhecido internacionalmente e garantido constitucionalmente no Brasil. Para pessoas com deficiência, este direito inclui o acesso à educação inclusiva de qualidade, em igualdade de condições com as demais pessoas.
Direito humano fundamental que garante a todas as pessoas, sem discriminação, o acesso à educação de qualidade, incluindo pessoas com deficiência em todos os níveis de ensino.
Características do direito à educação:
- Universal: Para todas as pessoas, sem exceção
- Indivisível: Não pode ser fragmentado ou negado parcialmente
- Interdependente: Relaciona-se com outros direitos humanos
- Exigível: Pode ser reivindicado judicialmente
- Progressivo: Deve ser ampliado continuamente
4.2 Marcos Internacionais
- Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948): Art. 26 – direito à educação
- Declaração de Salamanca (1994): Princípios da educação inclusiva
- Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006): Art. 24 – direito à educação inclusiva
- Agenda 2030 – ODS 4: Educação inclusiva e equitativa de qualidade
4.3 Marco Legal Brasileiro
Artigo 205: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”
Artigo 206: Princípios do ensino:
- I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola
- III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas
Artigo 208: Dever do Estado com a educação:
- III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino
4.3.1 Legislação Infraconstitucional
Principais Leis e Decretos:
- Lei nº 9.394/96 (LDB): Diretrizes e Bases da Educação Nacional
- Lei nº 13.146/15 (LBI): Lei Brasileira de Inclusão
- Decreto nº 6.949/09: Promulga a Convenção Internacional
- Decreto nº 7.611/11: Educação Especial e AEE
- Lei nº 12.764/12: Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA
4.4 Escolarização de Estudantes com Deficiência
Processo educacional que garante o acesso, permanência, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência no ensino regular, com os apoios necessários e em igualdade de condições com os demais estudantes.
4.4.1 Dimensões da Escolarização
| Dimensão | Descrição | Estratégias |
|---|---|---|
| Acesso | Ingresso na escola regular | Matrícula garantida, eliminação de barreiras |
| Permanência | Continuidade dos estudos | Apoios necessários, combate à evasão |
| Participação | Envolvimento ativo nas atividades | Adequações curriculares, metodologias inclusivas |
| Aprendizagem | Desenvolvimento de conhecimentos e habilidades | Ensino diferenciado, avaliação inclusiva |
4.4.2 Desafios na Escolarização
- Barreiras atitudinais: Preconceitos e baixas expectativas
- Formação docente: Preparação inadequada dos professores
- Recursos insuficientes: Falta de materiais e tecnologias
- Estrutura física: Ambientes não acessíveis
- Apoio especializado: Carência de profissionais qualificados
- Articulação intersetorial: Falta de integração entre serviços
5. EDUCAÇÃO ESPECIAL COMO MODALIDADE TRANSVERSAL
5.1 Conceito de Modalidade Transversal
A Educação Especial como modalidade transversal significa que ela perpassa todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, oferecendo serviços e recursos especializados para garantir o acesso, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.
A Educação Especial não substitui a escolarização, mas a complementa e suplementa, perpassando todos os níveis de ensino desde a Educação Infantil até o Ensino Superior.
Características da transversalidade:
- Complementaridade: Complementa a formação dos estudantes
- Suplementaridade: Suplementa com recursos e serviços especializados
- Não substitutividade: Não substitui o ensino regular
- Articulação: Integra-se com o ensino comum
- Continuidade: Acompanha toda a trajetória escolar
5.2 Público-Alvo da Educação Especial
Estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação que necessitam de apoios especializados para sua plena participação e aprendizagem.
5.2.1 Categorias do Público-Alvo
| Categoria | Definição | Exemplos |
|---|---|---|
| Deficiência | Impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial | Deficiência intelectual, visual, auditiva, física, múltipla |
| Transtornos Globais do Desenvolvimento | Alterações no desenvolvimento neuropsicomotor | Transtorno do Espectro Autista, psicoses infantis |
| Altas Habilidades/Superdotação | Potencial elevado em áreas específicas | Superdotação acadêmica, criativa, psicomotora |
5.3 Serviços da Educação Especial
Conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucional e continuamente para apoiar a escolarização de estudantes público-alvo da Educação Especial.
Principais serviços:
- Atendimento Educacional Especializado (AEE)
- Segundo Professor de Turma
- Profissional de Apoio Escolar
- Intérprete de Libras
- Instrutor de Libras
- Guia-intérprete
5.3.1 Atendimento Educacional Especializado (AEE)
Serviço da Educação Especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem barreiras para a plena participação dos estudantes.
Características do AEE:
- Complementa ou suplementa a formação do estudante
- Realizado em Sala de Recursos Multifuncionais
- No contraturno da escolarização
- Não substitui o ensino regular
- Articula-se com o ensino comum
5.3.2 Segundo Professor de Turma
Profissional especializado que atua de forma colaborativa com o professor regente para apoiar a escolarização de estudantes público-alvo da Educação Especial em classes comuns.
Funções principais:
- Mediação pedagógica especializada
- Planejamento colaborativo
- Adequações curriculares
- Apoio à participação e aprendizagem
- Articulação com demais serviços
5.4 Articulação entre Modalidades e Níveis de Ensino
Transversalidade nos Níveis de Ensino:
- Educação Infantil: Estimulação precoce, identificação de necessidades
- Ensino Fundamental: Consolidação da alfabetização e letramento
- Ensino Médio: Preparação para vida adulta e mundo do trabalho
- Educação Superior: Acessibilidade e apoios especializados
- EJA: Adequações para jovens e adultos com deficiência
- Educação Profissional: Qualificação para o trabalho
A Educação Especial como modalidade transversal garante que todos os estudantes público-alvo tenham acesso aos apoios necessários em qualquer nível ou modalidade de ensino. Isso significa que a inclusão não é responsabilidade apenas de alguns profissionais ou espaços específicos, mas de todo o sistema educacional, que deve se organizar para oferecer uma educação verdadeiramente inclusiva e de qualidade para todos.
Os fundamentos da Educação Especial e Inclusiva constituem a base teórica e conceitual essencial para a atuação do segundo professor de turma. Compreender a evolução dos paradigmas, os princípios da inclusão, os modelos de deficiência, os direitos educacionais e a natureza transversal da Educação Especial é fundamental para desenvolver práticas pedagógicas verdadeiramente inclusivas.
Continue seus estudos com a Apostila 2: Marcos Legais e Políticas Públicas!
Apostila 1: Fundamentos da Educação Especial e Inclusiva
Educação Especial – Segundo Professor de Turma
Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina
Apostila Educação (Professor) para Concursos A Apostila Educação (Professor) para Concursos foi elaborada por professores especializados em cada matéria e com larga experiência em concursos. O conteúdo foi organizado, visando uma fácil assimilação do conteúdo e, assim, uma melhor otimização no tempo de aprendizagem. Características: – Material; – Conteúdo atualizado; – Apostila elaborada por professores especializados em concursos. Matérias da Apostila: Conhecimentos Pedagógicos
⚖️ APOSTILA 2: MARCOS LEGAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS
Educação Especial – Segundo Professor de Turma – Secretaria de Estado da Educação/SC
📋 Índice
- 1. Política Nacional de Educação Especial (2008)
- 2. Política de Educação Especial de SC (2018)
- 3. Lei Brasileira de Inclusão (LBI)
- 4. Resolução CEE/SC nº 100/2016
- 5. Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência
1. POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL (2008)
1.1 Contexto e Elaboração
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva foi elaborada em 2008 pelo Ministério da Educação, representando um marco histórico na educação brasileira ao estabelecer diretrizes claras para a inclusão educacional de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.
Documento que define a Educação Especial como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos estudantes.
Objetivos principais:
- Assegurar a inclusão escolar de estudantes com deficiência, TGD e AH/SD
- Orientar os sistemas de ensino para garantir acesso ao ensino regular
- Ofertar atendimento educacional especializado
- Formar professores para o atendimento educacional especializado
- Garantir participação da família e da comunidade
- Promover acessibilidade urbanística, arquitetônica e nos transportes
1.2 Público-Alvo da Educação Especial
A Política de 2008 define claramente quem são os estudantes público-alvo da Educação Especial, estabelecendo critérios objetivos para o atendimento especializado.
1.2.1 Categorias do Público-Alvo
| Categoria | Definição da Política 2008 | Características |
|---|---|---|
| Deficiência | Impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial | Limitações significativas no funcionamento intelectual, físico ou sensorial |
| Transtornos Globais do Desenvolvimento | Alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais | Autismo, síndromes do espectro do autismo, psicose infantil |
| Altas Habilidades/Superdotação | Potencial elevado e grande envolvimento com áreas do conhecimento humano | Capacidade intelectual geral, áreas específicas, criatividade, liderança |
1.3 Atendimento Educacional Especializado (AEE)
O Atendimento Educacional Especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos estudantes, considerando suas necessidades específicas.
Características do AEE:
- Complementar: Para estudantes com deficiência e TGD
- Suplementar: Para estudantes com altas habilidades/superdotação
- Não substitutivo: Não substitui a escolarização
- Transversal: Perpassa todos os níveis de ensino
- Especializado: Realizado por professor especializado
- Individualizado: Conforme necessidades específicas
1.3.1 Organização do AEE
Diretrizes para organização do AEE:
- Local: Sala de Recursos Multifuncionais ou centros especializados
- Período: Contraturno da escolarização
- Frequência: Conforme necessidades do estudante
- Planejamento: Plano de AEE individualizado
- Articulação: Com professores da classe comum
- Recursos: Tecnologia assistiva e materiais adaptados
1.4 Diretrizes para os Sistemas de Ensino
A Política estabelece diretrizes claras para que os sistemas de ensino organizem a Educação Especial na perspectiva inclusiva:
- Matrícula: Garantir matrícula no ensino regular
- AEE: Oferecer atendimento educacional especializado
- Formação: Capacitar professores e demais profissionais
- Participação: Envolver família e comunidade
- Acessibilidade: Eliminar barreiras arquitetônicas e pedagógicas
- Articulação: Integrar políticas públicas setoriais
1.4.1 Impactos da Política de 2008
- Aumento significativo de matrículas de estudantes com deficiência no ensino regular
- Criação de Salas de Recursos Multifuncionais em todo o país
- Formação de professores para o AEE
- Desenvolvimento de recursos de tecnologia assistiva
- Fortalecimento da perspectiva inclusiva na educação
- Base para legislações posteriores
2. POLÍTICA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL DE SC (2018)
2.1 Contexto e Elaboração
A Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina foi elaborada em 2018, alinhando-se aos marcos legais nacionais e internacionais, mas considerando as especificidades e necessidades do contexto catarinense. Representa um avanço na organização dos serviços de Educação Especial no estado.
Documento que estabelece diretrizes, princípios e organização da Educação Especial na rede estadual de ensino de Santa Catarina, definindo serviços, profissionais e recursos para garantir a educação inclusiva.
Princípios norteadores:
- Educação como direito humano fundamental
- Igualdade de oportunidades educacionais
- Valorização da diversidade humana
- Respeito às diferenças individuais
- Participação e autonomia
- Colaboração entre família, escola e comunidade
2.2 Organização dos Serviços
A Política de SC organiza os serviços de Educação Especial de forma articulada e complementar, garantindo diferentes níveis de apoio conforme as necessidades dos estudantes.
2.2.1 Serviços Especializados
| Serviço | Função | Local de Atuação |
|---|---|---|
| Atendimento Educacional Especializado | Complementar/suplementar a escolarização | Sala de Recursos Multifuncionais |
| Segundo Professor de Turma | Mediação pedagógica colaborativa | Classe comum do ensino regular |
| Profissional de Apoio Escolar | Apoio às atividades de vida diária | Ambiente escolar |
| Intérprete de Libras | Tradução e interpretação Libras/Português | Classe comum e demais espaços |
| Instrutor de Libras | Ensino de Libras como L1 | AEE e classe comum |
2.3 Segundo Professor de Turma
Profissional com formação em Educação Especial que atua de forma colaborativa com o professor regente para mediar o processo de ensino-aprendizagem de estudantes público-alvo da Educação Especial.
Atribuições específicas:
- Planejamento colaborativo com professor regente
- Mediação pedagógica especializada
- Elaboração de adequações curriculares
- Produção de materiais pedagógicos adaptados
- Orientação à comunidade escolar
- Articulação com demais serviços
2.3.1 Critérios para Atuação do Segundo Professor
Critérios estabelecidos pela Política de SC:
- Público-alvo: Estudantes com deficiência, TGD e AH/SD
- Necessidade educacional: Comprovada por avaliação pedagógica
- Matrícula: No ensino regular da rede estadual
- Documentação: Laudo médico ou parecer técnico
- Solicitação: Da escola mediante justificativa pedagógica
- Avaliação: Periódica da necessidade do serviço
2.4 Formação de Professores
A Política de SC estabelece diretrizes para a formação continuada de professores, reconhecendo a importância da qualificação profissional para a efetivação da educação inclusiva.
- Formação inicial: Disciplinas de Educação Especial nos cursos de licenciatura
- Formação continuada: Cursos, seminários e especializações
- Formação em serviço: Orientação técnica e acompanhamento
- Parcerias: Com universidades e instituições especializadas
- Recursos: Materiais didáticos e tecnológicos
2.4.1 Inovações da Política de SC
- Definição clara das atribuições do segundo professor de turma
- Estabelecimento de critérios objetivos para os serviços
- Organização sistemática dos apoios especializados
- Ênfase na colaboração entre profissionais
- Articulação entre AEE e ensino comum
- Valorização da formação continuada
3. LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO (LBI)
3.1 Contexto e Importância
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, representa um marco histórico na legislação brasileira ao estabelecer direitos fundamentais das pessoas com deficiência e regulamentar a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Lei nº 13.146/2015 que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência.
Objetivos da LBI:
- Assegurar e promover direitos fundamentais
- Garantir condições de igualdade
- Promover inclusão social e cidadania
- Eliminar todas as formas de discriminação
- Garantir acessibilidade universal
- Promover autonomia e independência
3.2 Conceito de Deficiência na LBI
“Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.”
3.2.1 Elementos da Definição
Componentes da definição de deficiência:
- Impedimento de longo prazo: Condição duradoura, não temporária
- Natureza diversa: Física, mental, intelectual ou sensorial
- Interação com barreiras: Modelo social da deficiência
- Obstrução da participação: Limitação na vida social
- Igualdade de condições: Direito à equiparação de oportunidades
3.3 Direito à Educação na LBI
A LBI dedica um capítulo específico ao direito à educação (artigos 27 a 30), estabelecendo garantias detalhadas para a educação inclusiva de pessoas com deficiência.
Art. 27: “A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida.”
3.3.1 Garantias Educacionais
- Sistema educacional inclusivo em todos os níveis
- Aprimoramento dos sistemas educacionais
- Projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado
- Oferta de educação bilíngue em Libras
- Adoção de medidas individualizadas e coletivas
- Pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novos métodos e técnicas pedagógicas
- Planejamento de estudo de caso
- Participação dos estudantes com deficiência e suas famílias
- Adoção de práticas pedagógicas inclusivas
- Formação e disponibilização de professores para o AEE
- Oferta de profissionais de apoio escolar
- Acessibilidade em mobiliário, equipamentos e edificações escolares
3.3.2 Atendimento Educacional Especializado
“Às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade de ensino, aplica-se obrigatoriamente o disposto nos incisos I, II, III, V, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII e XVIII do caput deste artigo, sendo vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas no cumprimento dessas determinações.”
3.4 Acessibilidade na LBI
A LBI estabelece diretrizes abrangentes para a acessibilidade, definindo-a como direito fundamental e estabelecendo responsabilidades para sua garantia.
Art. 53: “A acessibilidade é direito que garante à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social.”
3.4.1 Dimensões da Acessibilidade
| Tipo de Acessibilidade | Definição LBI | Aplicação Educacional |
|---|---|---|
| Arquitetônica | Eliminação de barreiras físicas | Rampas, elevadores, banheiros adaptados |
| Comunicacional | Sistemas alternativos de comunicação | Libras, Braille, CAA |
| Metodológica | Adequações nos métodos de ensino | Estratégias diferenciadas, tempo adicional |
| Instrumental | Adaptação de materiais e recursos | Materiais adaptados, tecnologia assistiva |
| Digital | Acessibilidade em tecnologias | Softwares acessíveis, plataformas inclusivas |
3.5 Crimes e Infrações na LBI
A LBI tipifica crimes específicos contra pessoas com deficiência, incluindo práticas discriminatórias na educação:
- Art. 88: Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência
- Art. 89: Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão, benefícios, remuneração ou qualquer outro rendimento de pessoa com deficiência
- Art. 90: Abandonar pessoa com deficiência em hospitais, casas de saúde, entidades de abrigamento ou congêneres
- Art. 91: Reter ou utilizar cartão magnético, qualquer meio eletrônico ou documento de pessoa com deficiência destinados ao recebimento de benefícios, proventos, pensões ou qualquer outra fonte de renda
4. RESOLUÇÃO CEE/SC Nº 100/2016
4.1 Contexto e Objetivos
A Resolução CEE/SC nº 100/2016 do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina estabelece normas para a Educação Especial no Sistema Estadual de Ensino de Santa Catarina, regulamentando a organização e funcionamento dos serviços especializados no estado.
Estabelece normas para a Educação Especial no Sistema Estadual de Ensino de Santa Catarina, definindo diretrizes para a organização dos serviços, formação de professores e atendimento aos estudantes público-alvo da Educação Especial.
Objetivos principais:
- Regulamentar a Educação Especial no sistema estadual
- Definir critérios para identificação do público-alvo
- Estabelecer diretrizes para o AEE
- Normatizar a atuação de profissionais especializados
- Garantir qualidade dos serviços oferecidos
- Promover a inclusão educacional
4.2 Público-Alvo e Identificação
A Resolução estabelece procedimentos claros para identificação e encaminhamento de estudantes que necessitam de serviços de Educação Especial, priorizando a avaliação pedagógica contextualizada.
4.2.1 Processo de Identificação
Etapas do processo de identificação:
- Observação pedagógica: Identificação de necessidades educacionais especiais
- Avaliação inicial: Análise do desenvolvimento e aprendizagem
- Intervenções pedagógicas: Estratégias diferenciadas na classe comum
- Avaliação multidisciplinar: Quando necessário, envolvimento de outros profissionais
- Encaminhamento: Para serviços especializados conforme necessidade
- Reavaliação: Periódica da necessidade dos serviços
4.3 Organização do Atendimento Educacional Especializado
O AEE deve ser organizado de forma a complementar ou suplementar a formação dos estudantes, sendo realizado no contraturno da escolarização regular, em Sala de Recursos Multifuncionais ou centros especializados.
Diretrizes para o AEE:
- Elaboração do Plano de Atendimento Educacional Especializado
- Identificação das necessidades educacionais específicas
- Definição dos recursos pedagógicos e de acessibilidade
- Organização dos recursos e serviços de acessibilidade
- Produção de materiais didáticos e pedagógicos acessíveis
- Acompanhamento da funcionalidade e aplicabilidade dos recursos
4.3.1 Sala de Recursos Multifuncionais
| Aspecto | Especificação | Observações |
|---|---|---|
| Espaço Físico | Sala específica com acessibilidade | Mobiliário e equipamentos adaptados |
| Recursos | Tecnologia assistiva e materiais pedagógicos | Conforme necessidades dos estudantes |
| Professor | Especializado em Educação Especial | Formação específica na área |
| Funcionamento | Contraturno da escolarização | Horários flexíveis conforme necessidade |
4.4 Profissionais da Educação Especial
A Resolução define as qualificações e atribuições dos profissionais que atuam na Educação Especial, estabelecendo critérios claros para formação e atuação.
Profissionais previstos:
- Professor de AEE: Especialização em Educação Especial
- Segundo Professor de Turma: Formação em Educação Especial
- Profissional de Apoio Escolar: Formação específica para apoio
- Intérprete de Libras: Certificação em interpretação
- Instrutor de Libras: Proficiência em Libras
4.4.1 Formação de Professores
- Formação inicial: Licenciatura em área específica
- Especialização: Pós-graduação em Educação Especial ou áreas afins
- Formação continuada: Cursos de atualização e aperfeiçoamento
- Experiência: Prática na área de atuação
- Competências: Conhecimentos específicos sobre deficiências
4.5 Avaliação e Acompanhamento
A Resolução estabelece diretrizes para avaliação dos estudantes e acompanhamento dos serviços:
- Avaliação processual e contínua
- Instrumentos diversificados de avaliação
- Participação da família no processo
- Registro sistemático do desenvolvimento
- Reavaliação periódica das necessidades
- Acompanhamento da efetividade dos serviços
5. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
5.1 Contexto Histórico e Importância
A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU em 2006 e ratificada pelo Brasil em 2008 com status de emenda constitucional, representa o primeiro tratado de direitos humanos do século XXI e marca uma mudança paradigmática na compreensão da deficiência.
Tratado internacional de direitos humanos que tem como propósito promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência.
Princípios gerais (Art. 3º):
- Respeito pela dignidade inerente e autonomia individual
- Não discriminação
- Participação e inclusão plena e efetiva na sociedade
- Respeito pela diferença e aceitação da deficiência como diversidade humana
- Igualdade de oportunidades
- Acessibilidade
- Igualdade entre homens e mulheres
- Respeito pelas capacidades em desenvolvimento das crianças com deficiência
5.2 Mudança de Paradigma
A Convenção adota o modelo social da deficiência, reconhecendo que a deficiência resulta da interação entre pessoas com deficiência e as barreiras atitudinais e ambientais que impedem sua participação plena e efetiva na sociedade.
5.2.1 Definição de Deficiência
“Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.”
5.3 Direito à Educação (Artigo 24)
Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis.
Objetivos da educação inclusiva:
- Pleno desenvolvimento do potencial humano
- Desenvolvimento do senso de dignidade e autoestima
- Fortalecimento do respeito pelos direitos humanos
- Desenvolvimento da personalidade, talentos e criatividade
- Participação efetiva em uma sociedade livre
5.3.1 Garantias Educacionais
| Garantia | Descrição | Implementação |
|---|---|---|
| Não exclusão | Proibição de exclusão do sistema educacional geral | Matrícula garantida no ensino regular |
| Educação primária e secundária | Acesso gratuito e obrigatório | Ensino fundamental e médio inclusivos |
| Adaptações razoáveis | Modificações necessárias e adequadas | Adequações curriculares e metodológicas |
| Apoio necessário | Medidas de apoio individualizadas | AEE, segundo professor, tecnologia assistiva |
| Ambiente inclusivo | Maximização do desenvolvimento acadêmico e social | Escolas regulares com apoios especializados |
5.4 Adaptações Razoáveis
“Modificações e ajustes necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional ou indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que as pessoas com deficiência possam gozar ou exercer, em igualdade de condições com as demais pessoas, todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.”
5.4.1 Características das Adaptações Razoáveis
Elementos das adaptações razoáveis:
- Necessárias: Indispensáveis para garantir direitos
- Adequadas: Apropriadas à situação específica
- Proporcionais: Não causam ônus excessivo
- Individualizadas: Conforme necessidades específicas
- Efetivas: Garantem igualdade de oportunidades
- Contextualizadas: Consideram o ambiente e recursos disponíveis
5.5 Acessibilidade Universal
Para possibilitar às pessoas com deficiência viver de forma independente e participar plenamente de todos os aspectos da vida, os Estados Partes tomarão as medidas apropriadas para assegurar às pessoas com deficiência o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação, bem como a outros serviços e instalações abertos ao público ou de uso público.
5.5.1 Dimensões da Acessibilidade
- Identificação e eliminação de obstáculos e barreiras
- Desenvolvimento de padrões e diretrizes mínimas
- Treinamento de profissionais sobre questões de acessibilidade
- Sinalização em Braille e formatos de fácil leitura e compreensão
- Formas de assistência humana e mediadores
- Promoção de outras formas apropriadas de assistência e apoio
5.6 Impactos no Brasil
A ratificação da Convenção pelo Brasil com status de emenda constitucional (Decreto nº 6.949/2009) trouxe importantes mudanças na legislação e nas políticas públicas brasileiras, influenciando diretamente a elaboração da Lei Brasileira de Inclusão e as políticas educacionais inclusivas.
Principais impactos:
- Fortalecimento do modelo social da deficiência
- Base para a Lei Brasileira de Inclusão
- Influência nas políticas educacionais
- Mudança na compreensão dos direitos das pessoas com deficiência
- Desenvolvimento de políticas de acessibilidade
- Fortalecimento da educação inclusiva
Os marcos legais e políticas públicas apresentados constituem o arcabouço jurídico-normativo que fundamenta a Educação Especial no Brasil e em Santa Catarina. Compreender esses documentos é essencial para a atuação do segundo professor de turma, pois eles definem direitos, deveres, procedimentos e diretrizes que orientam o trabalho pedagógico inclusivo.
Continue seus estudos com a Apostila 3: Áreas da Educação Especial – Características e Especificidades!
Apostila 2: Marcos Legais e Políticas Públicas
Educação Especial – Segundo Professor de Turma
Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina
🧠 APOSTILA 3: ÁREAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Características e Especificidades – Segundo Professor de Turma – Secretaria de Estado da Educação/SC
📋 Índice
- 1. Deficiência Intelectual
- 2. Deficiência Visual (Braille, Soroban)
- 3. Deficiência Auditiva e Surdez (Libras, Bilinguismo)
- 4. Deficiência Física
- 5. TEA, Deficiência Múltipla e Surdocegueira
1. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
1.1 Conceituação e Características
A deficiência intelectual caracteriza-se por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo, manifestando-se nas habilidades conceituais, sociais e práticas. Esta condição origina-se antes dos 18 anos de idade e requer uma abordagem educacional especializada e individualizada.
A deficiência intelectual é caracterizada por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo, que se expressa nas habilidades adaptativas conceituais, sociais e práticas. Esta deficiência origina-se antes dos 18 anos de idade.
Critérios diagnósticos:
- Funcionamento intelectual: QI aproximadamente 70 ou abaixo
- Comportamento adaptativo: Limitações em duas ou mais áreas
- Idade de manifestação: Antes dos 18 anos
- Avaliação contextual: Considerando ambiente e cultura
1.1.1 Habilidades Adaptativas
| Tipo de Habilidade | Descrição | Exemplos |
|---|---|---|
| Conceituais | Habilidades acadêmicas e cognitivas | Linguagem, leitura, escrita, matemática, raciocínio |
| Sociais | Competências interpessoais e sociais | Comunicação, relacionamentos, responsabilidade social |
| Práticas | Atividades de vida diária e ocupacionais | Cuidados pessoais, trabalho, uso do dinheiro, transporte |
1.2 Níveis de Apoio
A classificação atual da deficiência intelectual baseia-se na intensidade de apoios necessários, abandonando o modelo de classificação por QI em favor de uma abordagem funcional e centrada na pessoa.
1.2.1 Intensidade dos Apoios
Níveis de intensidade de apoio:
- Intermitente: Apoio quando necessário, não constante
- Limitado: Apoio consistente por tempo limitado
- Extensivo: Apoio regular em alguns ambientes
- Pervasivo: Apoio constante e de alta intensidade
1.3 Características Educacionais
Estudantes com deficiência intelectual apresentam características específicas que requerem adaptações pedagógicas e estratégias diferenciadas para potencializar seu desenvolvimento e aprendizagem.
Características comuns:
- Ritmo de aprendizagem mais lento
- Dificuldades de generalização
- Necessidade de repetição e reforço
- Melhor aprendizagem com exemplos concretos
- Dificuldades de abstração
- Necessidade de apoio para resolução de problemas
1.3.1 Estratégias Pedagógicas
Metodologias recomendadas:
- Ensino estruturado: Rotinas claras e previsíveis
- Aprendizagem concreta: Uso de materiais manipuláveis
- Repetição sistemática: Reforço constante dos conteúdos
- Fragmentação de tarefas: Divisão em etapas menores
- Feedback imediato: Correção e reforço positivo
- Generalização: Aplicação em diferentes contextos
- Funcionalidade: Conteúdos aplicáveis à vida prática
1.4 Adequações Curriculares
- Objetivos: Simplificação e adequação às possibilidades
- Conteúdos: Seleção dos mais funcionais e significativos
- Metodologia: Estratégias multissensoriais e concretas
- Avaliação: Instrumentos diversificados e funcionais
- Temporalidade: Flexibilização do tempo de aprendizagem
- Recursos: Materiais adaptados e tecnologia assistiva
2. DEFICIÊNCIA VISUAL
2.1 Conceituação e Classificação
A deficiência visual compreende desde a baixa visão até a cegueira total, requerendo diferentes tipos de apoio e recursos específicos. A compreensão das características visuais é fundamental para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas adequadas e para a utilização eficaz de recursos como o Braille e o soroban.
A deficiência visual é classificada em diferentes categorias, considerando a acuidade visual e o campo visual, o que determina os recursos e estratégias mais adequados para cada situação.
Categorias principais:
- Cegueira: Perda total da visão ou percepção luminosa
- Baixa visão: Redução significativa da capacidade visual
- Visão subnormal: Limitação do campo visual
- Cegueira legal: Acuidade visual igual ou menor que 20/200
2.1.1 Características por Categoria
| Categoria | Características | Recursos Principais |
|---|---|---|
| Cegueira Total | Ausência total de visão | Braille, soroban, bengala, tecnologia assistiva |
| Baixa Visão | Resíduo visual funcional | Ampliação, contraste, iluminação adequada |
| Visão Monocular | Perda de visão em um olho | Adaptações espaciais e de profundidade |
2.2 Sistema Braille
O Sistema Braille é um código universal de leitura tátil e de escrita para pessoas cegas, criado por Louis Braille em 1825. Baseia-se na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada.
Características do Braille:
- Célula Braille: combinação de 6 pontos (2×3)
- 63 combinações possíveis
- Leitura tátil com as pontas dos dedos
- Escrita com reglete e punção ou máquina Braille
- Aplicável a textos, matemática, música e informática
2.2.1 Aprendizagem do Braille
Etapas do ensino do Braille:
- Pré-Braille: Desenvolvimento da percepção tátil
- Alfabeto: Aprendizagem das 26 letras
- Números: Sinais numéricos e matemáticos
- Pontuação: Sinais de pontuação e acentuação
- Contrações: Abreviações para agilizar a leitura
- Escrita: Uso de reglete, punção e máquina
2.3 Soroban
O soroban é um ábaco de origem japonesa adaptado para o ensino de matemática para pessoas com deficiência visual. É um instrumento fundamental para o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e cálculos.
Características do soroban:
- Estrutura com hastes verticais e contas móveis
- Divisão em duas partes: céu (1 conta = 5) e terra (4 contas = 1 cada)
- Permite operações matemáticas básicas e complexas
- Desenvolve concentração e raciocínio lógico
- Facilita a compreensão do sistema decimal
2.3.1 Ensino do Soroban
Sequência didática:
- Familiarização: Conhecimento do instrumento
- Representação numérica: Números de 1 a 9
- Adição simples: Operações básicas
- Subtração: Conceito de retirada
- Multiplicação: Operações mais complexas
- Divisão: Operações avançadas
2.4 Estratégias Pedagógicas
- Materiais táteis: Texturas, relevos, materiais concretos
- Descrição verbal: Narração detalhada de imagens e situações
- Organização espacial: Ambiente estruturado e previsível
- Tecnologia assistiva: Leitores de tela, lupas eletrônicas
- Ampliação: Materiais em fonte ampliada para baixa visão
- Contraste: Uso de cores contrastantes
3. DEFICIÊNCIA AUDITIVA E SURDEZ
3.1 Conceituação e Classificação
A deficiência auditiva e a surdez constituem condições distintas que requerem abordagens educacionais diferenciadas. A compreensão das especificidades de cada condição é fundamental para a implementação de estratégias pedagógicas adequadas, incluindo o uso da Libras e a educação bilíngue.
A classificação da deficiência auditiva considera o grau de perda auditiva e suas implicações para o desenvolvimento da linguagem e aprendizagem, determinando as estratégias educacionais mais adequadas.
Classificação por grau de perda:
- Leve: 26 a 40 dB – dificuldades sutis
- Moderada: 41 a 70 dB – necessita amplificação
- Severa: 71 a 90 dB – grandes dificuldades
- Profunda: acima de 90 dB – surdez
3.1.1 Diferenças entre Deficiência Auditiva e Surdez
| Aspecto | Deficiência Auditiva | Surdez |
|---|---|---|
| Grau de Perda | Leve a severa (26 a 90 dB) | Profunda (acima de 90 dB) |
| Linguagem Oral | Pode desenvolver com apoio | Desenvolvimento limitado |
| Identidade | Identidade ouvinte | Identidade surda |
| Comunicação | Oral com apoios | Libras como L1 |
3.2 Língua Brasileira de Sinais (Libras)
A Libras é a língua natural da comunidade surda brasileira, reconhecida oficialmente pela Lei 10.436/2002. Possui estrutura gramatical própria e é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social das pessoas surdas.
Características da Libras:
- Língua visual-espacial
- Gramática própria e complexa
- Expressões faciais e corporais gramaticais
- Variações regionais e sociais
- Capacidade expressiva completa
- Transmissão cultural da comunidade surda
3.2.1 Parâmetros da Libras
Cinco parâmetros fundamentais:
- Configuração de mão: Forma que a mão assume
- Ponto de articulação: Local onde o sinal é realizado
- Movimento: Deslocamento das mãos no espaço
- Orientação: Direção da palma da mão
- Expressões não-manuais: Expressões faciais e corporais
3.3 Educação Bilíngue
A educação bilíngue reconhece a Libras como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda língua (L2), respeitando a identidade linguística e cultural da pessoa surda.
Princípios da educação bilíngue:
- Libras como língua de instrução
- Português como segunda língua
- Valorização da cultura surda
- Professores surdos e ouvintes bilíngues
- Metodologias visuais
- Identidade surda positiva
3.3.1 Organização do Ensino Bilíngue
Componentes essenciais:
- Libras como L1: Desenvolvimento da linguagem natural
- Português como L2: Ensino da modalidade escrita
- Intérprete de Libras: Mediação linguística
- Instrutor surdo: Modelo linguístico e cultural
- Materiais visuais: Recursos pedagógicos adaptados
- Avaliação diferenciada: Instrumentos adequados
3.4 Estratégias Pedagógicas
- Comunicação visual: Uso de imagens, gestos e expressões
- Atenção visual: Sinais luminosos para chamar atenção
- Posicionamento: Estudante de frente para o professor/intérprete
- Materiais visuais: Mapas conceituais, infográficos
- Tecnologia: Aplicativos, vídeos com legendas
- Escrita: Português como segunda língua
4. DEFICIÊNCIA FÍSICA
4.1 Conceituação e Características
A deficiência física caracteriza-se por alterações completas ou parciais de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física. Pode ser congênita ou adquirida e apresenta diferentes graus de comprometimento, requerendo adaptações específicas no ambiente educacional.
Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida.
4.1.1 Tipos de Deficiência Física
| Tipo | Características | Implicações Educacionais |
|---|---|---|
| Paralisia Cerebral | Lesão cerebral não progressiva | Adaptações motoras e comunicativas |
| Lesão Medular | Comprometimento da medula espinhal | Acessibilidade arquitetônica |
| Amputação | Ausência de membro | Adaptações de materiais e mobiliário |
| Malformação Congênita | Alteração desde o nascimento | Recursos de tecnologia assistiva |
4.2 Paralisia Cerebral
A paralisia cerebral é uma condição causada por lesão cerebral não progressiva que ocorre durante o desenvolvimento do sistema nervoso central, afetando principalmente o movimento e a postura.
Classificação por tipo motor:
- Espástica: Aumento do tônus muscular
- Discinética: Movimentos involuntários
- Atáxica: Alterações do equilíbrio e coordenação
- Mista: Combinação de tipos
4.2.1 Classificação Funcional
Níveis funcionais (GMFCS):
- Nível I: Caminha sem limitações
- Nível II: Caminha com limitações
- Nível III: Caminha com dispositivos auxiliares
- Nível IV: Mobilidade limitada, pode usar cadeira motorizada
- Nível V: Transportado em cadeira de rodas manual
4.3 Adaptações e Recursos
Tipos de adaptações:
- Arquitetônicas: Rampas, elevadores, banheiros adaptados
- Mobiliário: Mesas reguláveis, cadeiras adaptadas
- Materiais: Engrossadores, suportes, antiderrapantes
- Tecnológicas: Computadores adaptados, softwares especiais
- Comunicativas: Pranchas de comunicação, vocalizadores
- Posicionamento: Adequação postural para atividades
4.4 Estratégias Pedagógicas
- Posicionamento adequado: Garantir conforto e funcionalidade
- Tempo flexível: Respeitar o ritmo individual
- Materiais adaptados: Facilitar manuseio e acesso
- Comunicação alternativa: Quando há comprometimento da fala
- Participação ativa: Incluir em todas as atividades
- Autonomia: Promover independência gradual
5. TEA, DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA E SURDOCEGUEIRA
5.1 Transtorno do Espectro Autista (TEA)
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição de desenvolvimento neurológico caracterizada por dificuldades na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A compreensão das características do TEA é fundamental para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas eficazes.
Condição caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social em múltiplos contextos, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
Critérios diagnósticos (DSM-5):
- Déficits na comunicação e interação social
- Padrões restritos e repetitivos de comportamento
- Sintomas presentes no desenvolvimento inicial
- Prejuízo significativo no funcionamento
5.1.1 Características do TEA
| Área | Características | Manifestações Educacionais |
|---|---|---|
| Comunicação | Dificuldades na linguagem verbal e não-verbal | Necessidade de comunicação alternativa |
| Interação Social | Dificuldades nas relações interpessoais | Apoio para socialização e trabalho em grupo |
| Comportamento | Padrões repetitivos e interesses restritos | Estruturação do ambiente e rotinas |
| Sensorial | Hiper ou hipossensibilidade | Adaptações ambientais e sensoriais |
5.1.2 Estratégias para TEA
Abordagens eficazes:
- Estruturação visual: Rotinas visuais e organizadores gráficos
- Comunicação alternativa: PECS, símbolos, gestos
- Ensino estruturado: Método TEACCH
- Análise comportamental: Reforço positivo
- Integração sensorial: Atividades sensoriais reguladoras
- Habilidades sociais: Ensino explícito de interações
5.2 Deficiência Múltipla
Associação de duas ou mais deficiências primárias (mental/intelectual, física, auditiva, visual), com comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa.
Características principais:
- Combinação de deficiências
- Comprometimento global do desenvolvimento
- Necessidades complexas e individualizadas
- Requer equipe multidisciplinar
- Adaptações múltiplas e específicas
5.2.1 Abordagem Educacional
Princípios para deficiência múltipla:
- Avaliação funcional: Identificação de habilidades e necessidades
- Currículo funcional: Atividades de vida diária e prática
- Comunicação total: Múltiplas formas de comunicação
- Estimulação multissensorial: Uso de todos os sentidos
- Trabalho colaborativo: Equipe interdisciplinar
- Família como parceira: Participação ativa dos familiares
5.3 Surdocegueira
Deficiência única que apresenta a perda auditiva e visual concomitantemente em diferentes graus, necessitando de formas específicas de comunicação para ter acesso às informações, ao meio ambiente e à vida social.
Tipos de surdocegueira:
- Congênita: Presente desde o nascimento
- Adquirida: Desenvolvida ao longo da vida
- Pré-linguística: Antes da aquisição da linguagem
- Pós-linguística: Após a aquisição da linguagem
5.3.1 Formas de Comunicação
- Libras tátil: Libras percebida pelo tato
- Alfabeto dactilológico: Soletração manual
- Braille: Sistema de leitura e escrita tátil
- Tadoma: Percepção da fala pelo tato
- Objetos de referência: Símbolos táteis
- Gestos naturais: Comunicação corporal
5.4 Estratégias Gerais
- Individualização: Plano educacional personalizado
- Funcionalidade: Atividades práticas e significativas
- Comunicação: Múltiplas formas de expressão
- Estimulação: Atividades multissensoriais
- Colaboração: Trabalho em equipe
- Continuidade: Articulação entre contextos
O conhecimento das características e especificidades de cada área da Educação Especial é fundamental para o segundo professor de turma desenvolver estratégias pedagógicas eficazes e adequadas. Cada condição requer abordagens diferenciadas, recursos específicos e adaptações individualizadas, sempre considerando as potencialidades e necessidades de cada estudante.
Continue seus estudos com a Apostila 4: Atribuições e Práticas do Segundo Professor + Adequações Curriculares!
Apostila 3: Áreas da Educação Especial – Características e Especificidades
Educação Especial – Segundo Professor de Turma
Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina
👥 APOSTILA 4: ATRIBUIÇÕES E PRÁTICAS DO SEGUNDO PROFESSOR
Adequações Curriculares – Segundo Professor de Turma – Secretaria de Estado da Educação/SC
📋 Índice
- 1. Função e Papel do Segundo Professor
- 2. Atuação Colaborativa e Planejamento Compartilhado
- 3. Mediação Pedagógica
- 4. Adequações Curriculares e PEI
- 5. Avaliação Inclusiva
1. FUNÇÃO E PAPEL DO SEGUNDO PROFESSOR
1.1 Definição e Fundamentação Legal
O segundo professor de turma é um profissional especializado que atua de forma colaborativa com o professor regente, oferecendo apoio pedagógico especializado aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação incluídos no ensino regular. Sua atuação fundamenta-se na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e na legislação educacional vigente.
Profissional com formação em Educação Especial que atua de forma colaborativa com o professor regente, oferecendo suporte pedagógico especializado para garantir a participação efetiva e a aprendizagem dos estudantes público-alvo da Educação Especial no ensino regular.
Fundamentação legal:
- Lei nº 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
- Decreto nº 7.611/2011 – Educação Especial e Atendimento Educacional Especializado
- Lei nº 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência
- Resolução CNE/CEB nº 4/2009 – Diretrizes Operacionais para o AEE
1.2 Perfil Profissional
1.2.1 Formação Requerida
| Nível | Formação | Especificações |
|---|---|---|
| Graduação | Licenciatura em Educação Especial | Formação específica na área |
| Complementar | Licenciatura + Especialização | Pós-graduação em Educação Especial |
| Continuada | Formação permanente | Cursos, seminários, congressos |
1.2.2 Competências Essenciais
Competências técnicas:
- Conhecimento das deficiências e suas especificidades
- Domínio de estratégias pedagógicas diferenciadas
- Habilidade para adequações curriculares
- Conhecimento de tecnologia assistiva
- Capacidade de avaliação funcional
Competências relacionais:
- Habilidades de comunicação e colaboração
- Capacidade de trabalho em equipe
- Sensibilidade para questões inclusivas
- Flexibilidade e adaptabilidade
- Liderança colaborativa
1.3 Atribuições Específicas
- Planejamento colaborativo: Participar do planejamento das aulas junto ao professor regente
- Adequações curriculares: Adaptar conteúdos, metodologias e avaliações
- Mediação pedagógica: Facilitar a aprendizagem dos estudantes com deficiência
- Recursos especializados: Produzir e utilizar materiais adaptados
- Orientação: Apoiar professores, famílias e colegas
- Avaliação: Participar dos processos avaliativos
- Documentação: Elaborar relatórios e registros pedagógicos
1.3.1 Diferenciação de Papéis
| Aspecto | Professor Regente | Segundo Professor |
|---|---|---|
| Responsabilidade | Condução geral da turma | Apoio especializado |
| Planejamento | Currículo geral | Adequações específicas |
| Avaliação | Todos os estudantes | Estudantes com deficiência |
| Recursos | Materiais convencionais | Materiais adaptados |
2. ATUAÇÃO COLABORATIVA E PLANEJAMENTO COMPARTILHADO
2.1 Ensino Colaborativo
O ensino colaborativo representa uma abordagem pedagógica na qual dois ou mais profissionais compartilham a responsabilidade de planejar, instruir e avaliar um grupo heterogêneo de estudantes. Esta modalidade de trabalho conjunto potencializa as competências de cada profissional, beneficiando todos os estudantes da turma.
Abordagem de prestação de serviços de apoio em que um educador geral e um ou mais provedores de apoio dividem a responsabilidade de planejar, instruir e avaliar a instrução para um grupo de estudantes.
Características fundamentais:
- Responsabilidade compartilhada
- Planejamento conjunto
- Instrução coordenada
- Avaliação colaborativa
- Benefício para todos os estudantes
- Desenvolvimento profissional mútuo
2.1.1 Modelos de Ensino Colaborativo
| Modelo | Descrição | Quando Usar |
|---|---|---|
| Um Ensina, Um Observa | Um professor conduz, outro observa e coleta dados | Avaliação diagnóstica, início da parceria |
| Um Ensina, Um Apoia | Um lidera, outro oferece apoio individualizado | Apoio específico a alguns estudantes |
| Ensino Paralelo | Turma dividida, cada professor com um grupo | Reduzir proporção professor/aluno |
| Ensino Alternativo | Um grupo pequeno recebe instrução diferenciada | Pré-ensino, reforço, enriquecimento |
| Ensino em Equipe | Ambos professores conduzem simultaneamente | Máximo aproveitamento das expertises |
2.2 Planejamento Compartilhado
O planejamento compartilhado é um processo sistemático e colaborativo que envolve a definição conjunta de objetivos, estratégias, recursos e avaliação, considerando as necessidades de todos os estudantes.
Componentes essenciais:
- Análise das necessidades dos estudantes
- Definição de objetivos comuns
- Seleção de estratégias pedagógicas
- Organização de recursos e materiais
- Distribuição de responsabilidades
- Cronograma de atividades
2.2.1 Processo de Planejamento
Etapas do planejamento colaborativo:
- Diagnóstico inicial: Levantamento das características e necessidades dos estudantes
- Definição de metas: Estabelecimento de objetivos de aprendizagem
- Seleção de conteúdos: Escolha dos temas e conceitos a serem trabalhados
- Estratégias metodológicas: Definição das abordagens pedagógicas
- Recursos necessários: Identificação de materiais e tecnologias
- Cronograma: Organização temporal das atividades
- Avaliação: Definição de instrumentos e critérios
- Monitoramento: Acompanhamento e ajustes necessários
2.3 Comunicação e Relacionamento
Princípios da comunicação colaborativa:
- Respeito mútuo: Valorização das competências de cada profissional
- Comunicação aberta: Diálogo franco e construtivo
- Flexibilidade: Adaptação às diferentes situações
- Compromisso: Responsabilidade compartilhada pelos resultados
- Confiança: Construção de relacionamento sólido
- Feedback construtivo: Avaliação contínua da parceria
2.3.1 Desafios e Soluções
| Desafio | Possíveis Causas | Estratégias de Solução |
|---|---|---|
| Falta de tempo | Sobrecarga de trabalho | Organização de horários específicos |
| Conflitos de abordagem | Diferenças metodológicas | Diálogo e busca de consenso |
| Resistência à mudança | Insegurança profissional | Formação e apoio institucional |
| Indefinição de papéis | Falta de clareza | Definição clara de atribuições |
3. MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA
3.1 Conceito de Mediação
A mediação pedagógica constitui-se como um processo intencional e sistemático de intervenção educativa que visa facilitar a aprendizagem dos estudantes com deficiência. O segundo professor atua como mediador entre o conhecimento, o estudante e o ambiente de aprendizagem, utilizando estratégias diferenciadas para promover o desenvolvimento cognitivo, social e emocional.
Processo de intervenção pedagógica intencional que visa facilitar a aprendizagem através da criação de pontes entre o conhecimento e o estudante, utilizando estratégias, recursos e adaptações que considerem as especificidades e potencialidades individuais.
Princípios da mediação:
- Intencionalidade pedagógica
- Reciprocidade na interação
- Significado e relevância
- Transcendência do imediato
- Regulação da conduta
- Compartilhamento de experiências
3.1.1 Tipos de Mediação
| Tipo de Mediação | Características | Exemplos de Aplicação |
|---|---|---|
| Cognitiva | Facilitação dos processos de pensamento | Organizadores gráficos, mapas conceituais |
| Comunicativa | Apoio à expressão e compreensão | CAA, interpretação, tradução |
| Social | Facilitação das interações | Atividades em grupo, jogos cooperativos |
| Instrumental | Uso de recursos e ferramentas | Tecnologia assistiva, materiais adaptados |
3.2 Estratégias de Mediação
Estratégias cognitivas:
- Modelagem de processos de pensamento
- Questionamento socrático
- Metacognição – ensinar a pensar sobre o pensar
- Organização da informação
- Estabelecimento de conexões
Estratégias motivacionais:
- Valorização dos esforços e progressos
- Estabelecimento de metas alcançáveis
- Uso de interesses pessoais
- Criação de situações de sucesso
- Feedback positivo e construtivo
3.2.1 Técnicas Específicas
Técnicas de apoio à aprendizagem:
- Scaffolding: Apoio temporário que é gradualmente retirado
- Modelagem: Demonstração de como realizar uma tarefa
- Prompting: Dicas e pistas para facilitar a resposta
- Fading: Redução gradual do apoio
- Chunking: Divisão de tarefas em partes menores
- Bridging: Conexão entre conhecimentos
3.3 Mediação por Deficiência
Especificidades da mediação por tipo de deficiência:
Deficiência Intelectual:
- Uso de exemplos concretos e vivenciais
- Repetição e reforço sistemático
- Fragmentação de tarefas complexas
- Apoio para generalização
Deficiência Visual:
- Descrição detalhada de elementos visuais
- Uso de recursos táteis e auditivos
- Organização espacial do ambiente
- Antecipação de mudanças
Deficiência Auditiva/Surdez:
- Uso de recursos visuais
- Interpretação em Libras
- Apoio à leitura e escrita
- Facilitação da comunicação
4. ADEQUAÇÕES CURRICULARES E PEI
4.1 Adequações Curriculares
As adequações curriculares constituem modificações realizadas no currículo regular para atender às necessidades educacionais especiais dos estudantes. Estas adequações podem ser de pequeno ou grande porte, dependendo do grau de modificação necessário, e devem ser implementadas de forma sistemática e fundamentada nas características individuais de cada estudante.
Modificações ou ajustes realizados no currículo regular para torná-lo apropriado às peculiaridades dos alunos com necessidades educacionais especiais, garantindo o acesso ao conhecimento e a participação efetiva no processo educacional.
Tipos de adequações:
- De acesso: Modificações nos recursos, materiais e comunicação
- Nos objetivos: Ajustes nas metas de aprendizagem
- Nos conteúdos: Seleção e organização dos temas
- Na metodologia: Estratégias e procedimentos de ensino
- Na avaliação: Instrumentos e critérios
- Na temporalidade: Flexibilização do tempo
4.1.1 Classificação das Adequações
| Tipo | Características | Exemplos |
|---|---|---|
| Pequeno Porte | Modificações menores, não alteram o currículo | Materiais adaptados, tempo extra, posicionamento |
| Grande Porte | Modificações significativas no currículo | Objetivos diferenciados, conteúdos alternativos |
| Temporárias | Ajustes por período determinado | Apoio inicial, período de adaptação |
| Permanentes | Modificações contínuas | Uso de Braille, comunicação alternativa |
4.1.2 Processo de Elaboração
Etapas para elaboração das adequações:
- Avaliação diagnóstica: Identificação das necessidades específicas
- Análise do currículo: Verificação dos componentes curriculares
- Definição das adequações: Seleção das modificações necessárias
- Planejamento: Organização das estratégias e recursos
- Implementação: Aplicação das adequações
- Monitoramento: Acompanhamento dos resultados
- Avaliação: Verificação da eficácia
- Ajustes: Modificações quando necessário
4.2 Plano Educacional Individualizado (PEI)
Documento que registra e organiza os recursos e serviços educacionais especiais para atender às necessidades específicas de cada estudante com deficiência, estabelecendo objetivos, estratégias, recursos e critérios de avaliação individualizados.
Componentes do PEI:
- Identificação do estudante
- Avaliação das necessidades
- Objetivos educacionais
- Estratégias pedagógicas
- Recursos necessários
- Critérios de avaliação
- Cronograma de revisão
4.2.1 Estrutura do PEI
| Seção | Conteúdo | Responsável |
|---|---|---|
| Identificação | Dados pessoais e diagnóstico | Equipe multidisciplinar |
| Avaliação | Habilidades e necessidades | Segundo professor + equipe |
| Objetivos | Metas de curto e longo prazo | Professor regente + segundo professor |
| Estratégias | Metodologias e recursos | Segundo professor |
| Avaliação | Critérios e instrumentos | Equipe pedagógica |
4.2.2 Implementação do PEI
Princípios para implementação:
- Participação colaborativa: Envolvimento de toda a equipe
- Flexibilidade: Adaptação às mudanças e necessidades
- Monitoramento contínuo: Acompanhamento regular do progresso
- Comunicação efetiva: Diálogo entre todos os envolvidos
- Registro sistemático: Documentação das ações e resultados
- Revisão periódica: Avaliação e ajustes regulares
4.3 Adequações por Área Curricular
Língua Portuguesa:
- Uso de recursos visuais e táteis
- Adaptação de textos (tamanho, complexidade)
- Comunicação alternativa
- Tecnologia assistiva para escrita
Matemática:
- Materiais concretos e manipuláveis
- Soroban para deficiência visual
- Calculadoras adaptadas
- Representações gráficas simplificadas
Ciências:
- Experimentos adaptados
- Modelos táteis
- Recursos multissensoriais
- Observação assistida
5. AVALIAÇÃO INCLUSIVA
5.1 Conceitos e Princípios
A avaliação inclusiva constitui um processo contínuo e multidimensional que considera as especificidades, potencialidades e necessidades dos estudantes com deficiência. Diferentemente da avaliação tradicional, a avaliação inclusiva foca no progresso individual, utilizando múltiplos instrumentos e estratégias para verificar a aprendizagem e orientar o planejamento pedagógico.
Processo sistemático de coleta, análise e interpretação de informações sobre o progresso dos estudantes com deficiência, utilizando múltiplos instrumentos e considerando suas especificidades, com o objetivo de orientar o planejamento pedagógico e promover a aprendizagem.
Princípios fundamentais:
- Foco no progresso individual
- Múltiplas formas de expressão
- Contextualização das aprendizagens
- Participação ativa do estudante
- Função formativa e diagnóstica
- Equidade e justiça
5.1.1 Características da Avaliação Inclusiva
| Aspecto | Avaliação Tradicional | Avaliação Inclusiva |
|---|---|---|
| Foco | Resultado final | Processo de aprendizagem |
| Comparação | Entre estudantes | Progresso individual |
| Instrumentos | Padronizados | Diversificados e adaptados |
| Função | Classificatória | Formativa e diagnóstica |
5.2 Instrumentos e Estratégias
Instrumentos diversificados:
- Observação sistemática: Registro do comportamento e desempenho
- Portfólio: Coletânea de trabalhos e progressos
- Autoavaliação: Reflexão do próprio estudante
- Avaliação por pares: Feedback dos colegas
- Projetos: Trabalhos práticos e aplicados
- Apresentações orais: Expressão verbal das aprendizagens
- Demonstrações práticas: Aplicação de habilidades
5.2.1 Adaptações nos Instrumentos
Tipos de adaptações avaliativas:
Adaptações de formato:
- Prova em Braille ou fonte ampliada
- Uso de recursos tecnológicos
- Avaliação oral em lugar de escrita
- Uso de imagens e símbolos
Adaptações de tempo:
- Tempo estendido para realização
- Pausas durante a avaliação
- Divisão em etapas menores
- Flexibilização de prazos
Adaptações de ambiente:
- Local com menos distrações
- Iluminação adequada
- Mobiliário adaptado
- Presença de apoio especializado
5.3 Avaliação Funcional
A avaliação funcional foca nas habilidades práticas e na aplicação dos conhecimentos em situações reais, considerando a funcionalidade das aprendizagens para a vida do estudante.
Áreas de avaliação funcional:
- Habilidades acadêmicas funcionais: Leitura, escrita e matemática aplicadas
- Habilidades de vida diária: Autocuidado, organização pessoal
- Habilidades sociais: Interação e comunicação
- Habilidades ocupacionais: Preparação para o trabalho
- Habilidades de lazer: Atividades recreativas
- Habilidades de mobilidade: Deslocamento e orientação
5.3.1 Registro e Documentação
| Tipo de Registro | Finalidade | Frequência |
|---|---|---|
| Relatório Individual | Síntese do desenvolvimento | Bimestral/Trimestral |
| Ficha de Observação | Registro de comportamentos | Diária/Semanal |
| Portfólio | Evidências de aprendizagem | Contínua |
| Gráficos de Progresso | Visualização da evolução | Mensal |
5.4 Comunicação dos Resultados
- Linguagem acessível: Evitar jargões técnicos
- Foco nos progressos: Destacar avanços e conquistas
- Orientações práticas: Sugestões para continuidade
- Participação da família: Envolvimento dos responsáveis
- Metas futuras: Estabelecimento de próximos objetivos
- Recursos necessários: Identificação de apoios
O segundo professor de turma desempenha um papel fundamental na garantia de uma educação inclusiva de qualidade. Através da atuação colaborativa, mediação pedagógica eficaz, adequações curriculares bem planejadas e avaliação inclusiva, este profissional contribui significativamente para o sucesso educacional dos estudantes com deficiência.
Continue seus estudos com a Apostila 5: Tecnologia Assistiva e Recursos Pedagógicos!
Apostila 4: Atribuições e Práticas do Segundo Professor + Adequações Curriculares
Educação Especial – Segundo Professor de Turma
Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina
💻 APOSTILA 5: TECNOLOGIA ASSISTIVA E RECURSOS PEDAGÓGICOS
Segundo Professor de Turma – Secretaria de Estado da Educação/SC
📋 Índice
- 1. Conceito e Categorias de Tecnologia Assistiva
- 2. Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)
- 3. Recursos de Acessibilidade
- 4. Materiais Pedagógicos Adaptados
- 5. Softwares e Aplicativos Acessíveis
1. CONCEITO E CATEGORIAS DE TECNOLOGIA ASSISTIVA
1.1 Definição de Tecnologia Assistiva
A Tecnologia Assistiva (TA) constitui uma área do conhecimento de característica interdisciplinar que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
Segundo o Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), a Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
Características fundamentais:
- Interdisciplinaridade
- Foco na funcionalidade
- Promoção da autonomia
- Inclusão social
- Melhoria da qualidade de vida
- Participação ativa
1.2 Histórico e Evolução
O conceito de Tecnologia Assistiva evoluiu significativamente ao longo das décadas, passando de uma visão centrada apenas em equipamentos para uma abordagem mais ampla que inclui serviços, metodologias e práticas. Esta evolução reflete uma mudança paradigmática na compreensão da deficiência e das necessidades das pessoas com deficiência.
| Período | Características | Marcos Importantes |
|---|---|---|
| Década de 1970 | Foco em equipamentos médicos | Primeiras próteses eletrônicas |
| Década de 1980 | Expansão para área educacional | Computadores adaptados |
| Década de 1990 | Legislação específica | ADA nos EUA |
| Década de 2000 | Abordagem interdisciplinar | CAT no Brasil |
| Atualmente | Integração digital | Apps e IA |
1.3 Categorias de Tecnologia Assistiva
O Comitê de Ajudas Técnicas estabeleceu uma classificação da Tecnologia Assistiva em categorias, facilitando a compreensão e organização dos recursos disponíveis. Esta classificação é fundamental para profissionais da educação identificarem e selecionarem os recursos mais adequados para cada situação.
1. Auxílios para a vida diária:
- Materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras
- Exemplos: talheres adaptados, abotoadores, calçadeiras
2. Comunicação aumentativa e alternativa:
- Recursos para pessoas sem fala ou com limitações da fala
- Exemplos: pranchas de comunicação, softwares de voz
3. Recursos de acessibilidade ao computador:
- Equipamentos para acesso a computadores
- Exemplos: teclados especiais, mouses adaptados
1.3.1 Categorias Detalhadas
| Categoria | Descrição | Aplicação Educacional |
|---|---|---|
| Sistemas de controle de ambiente | Controle de dispositivos eletrônicos | Controle de equipamentos da sala |
| Projetos arquitetônicos | Adequações de acessibilidade | Rampas, banheiros adaptados |
| Órteses e próteses | Substituição ou apoio de membros | Facilitação da escrita e manipulação |
| Adequação postural | Recursos para posicionamento | Cadeiras, mesas adaptadas |
| Auxílios de mobilidade | Equipamentos para locomoção | Cadeiras de rodas, andadores |
1.3.2 Categorias Específicas para Educação
- Auxílios para cegos ou com visão subnormal: Lupas, softwares leitores, Braille
- Auxílios para surdos ou com déficit auditivo: Aparelhos auditivos, sistemas FM
- Mobilidade em veículos: Adaptações para transporte escolar
- Esporte e lazer: Equipamentos adaptados para educação física
- Recursos pedagógicos adaptados: Jogos, livros, materiais táteis
1.4 Princípios da Tecnologia Assistiva
Princípios orientadores:
- Funcionalidade: O recurso deve cumprir sua função específica
- Usabilidade: Facilidade de uso pelo usuário
- Acessibilidade: Disponibilidade e acesso ao recurso
- Aceitabilidade: Aceitação pelo usuário e contexto
- Disponibilidade: Facilidade de obtenção
- Sustentabilidade: Manutenção e durabilidade
2. COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA (CAA)
2.1 Conceito e Definição
A Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) é uma área da prática clínica e educacional que procura compensar e facilitar, temporária ou permanentemente, a comunicação de indivíduos com severos distúrbios da comunicação expressiva ou de compreensão nos diferentes contextos comunicativos.
Área da prática que procura compensar e facilitar, temporária ou permanentemente, a comunicação de indivíduos com severos distúrbios da comunicação expressiva ou de compreensão, utilizando símbolos gráficos, gestuais, manuais ou vocais.
Objetivos da CAA:
- Facilitar a comunicação funcional
- Desenvolver a linguagem
- Promover a interação social
- Apoiar a aprendizagem acadêmica
- Aumentar a participação
- Melhorar a qualidade de vida
2.1.1 Diferença entre Aumentativa e Alternativa
| Tipo | Definição | Quando Usar |
|---|---|---|
| Aumentativa | Complementa a fala existente | Fala pouco inteligível ou limitada |
| Alternativa | Substitui completamente a fala | Ausência total de fala funcional |
2.2 Sistemas de CAA
Sistemas sem ajuda (unaided):
- Não requerem equipamentos externos
- Gestos naturais
- Língua de sinais
- Expressões faciais
- Linguagem corporal
Sistemas com ajuda (aided):
- Requerem equipamentos ou materiais
- Pranchas de comunicação
- Dispositivos eletrônicos
- Computadores com softwares
- Tablets com aplicativos
2.2.1 Símbolos Gráficos
Principais sistemas de símbolos gráficos:
PCS (Picture Communication Symbols):
- Sistema mais utilizado mundialmente
- Símbolos coloridos e organizados por categorias
- Disponível em português
- Integrado a diversos softwares
Bliss (Blissymbolics):
- Sistema baseado em significados
- Símbolos abstratos combinados
- Permite criação de novos conceitos
- Requer treinamento específico
ARASAAC:
- Sistema gratuito e aberto
- Disponível em múltiplos idiomas
- Constantemente atualizado
- Recursos online disponíveis
2.3 Recursos de CAA
2.3.1 Recursos de Baixa Tecnologia
| Recurso | Descrição | Vantagens |
|---|---|---|
| Pranchas de comunicação | Símbolos organizados em superfície | Baixo custo, portabilidade |
| Cartões de comunicação | Símbolos individuais móveis | Flexibilidade, personalização |
| Livros de comunicação | Símbolos organizados por temas | Organização, durabilidade |
| Objetos reais | Objetos concretos como símbolos | Concretude, familiaridade |
2.3.2 Recursos de Alta Tecnologia
Dispositivos de comunicação:
- VOCAs: Dispositivos geradores de voz
- Tablets: Com aplicativos específicos de CAA
- Computadores: Com softwares de comunicação
- Smartphones: Apps de comunicação móvel
Principais aplicativos:
- Proloquo2Go: App completo para iOS
- GRID 3: Software profissional
- Tobii Dynavox: Soluções integradas
- Livox: App brasileiro gratuito
2.4 Implementação da CAA na Educação
- Avaliação inicial: Identificar necessidades comunicativas
- Seleção de símbolos: Escolher sistema apropriado
- Treinamento da equipe: Capacitar professores e funcionários
- Envolvimento da família: Orientar uso domiciliar
- Integração curricular: Usar CAA em todas as atividades
- Monitoramento: Acompanhar progresso e ajustar
3. RECURSOS DE ACESSIBILIDADE
3.1 Conceito de Acessibilidade
A acessibilidade refere-se à possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privado de uso coletivo.
Condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos educacionais, das edificações, dos transportes escolares, dos sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Dimensões da acessibilidade:
- Acessibilidade arquitetônica
- Acessibilidade comunicacional
- Acessibilidade metodológica
- Acessibilidade instrumental
- Acessibilidade programática
- Acessibilidade atitudinal
3.2 Recursos para Deficiência Visual
3.2.1 Recursos Ópticos
| Recurso | Função | Indicação |
|---|---|---|
| Lupas manuais | Ampliação de textos e imagens | Baixa visão leve a moderada |
| Lupas eletrônicas | Ampliação com contraste | Baixa visão severa |
| Óculos especiais | Correção e proteção | Diversas condições visuais |
| Telescópios | Visão à distância | Visualização do quadro |
3.2.2 Recursos Não Ópticos
Recursos de iluminação:
- Luminárias direcionais
- Filtros de luz
- Controle de brilho
- Posicionamento adequado
Recursos de contraste:
- Marcadores coloridos
- Papel com pauta ampliada
- Canetas de ponta grossa
- Fundos contrastantes
Recursos táteis:
- Sistema Braille
- Materiais em relevo
- Texturas diferenciadas
- Mapas táteis
3.3 Recursos para Deficiência Auditiva
3.3.1 Recursos de Amplificação
Sistemas de amplificação sonora:
Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI):
- Retroauriculares
- Intracanal
- Microcanal
- Digitais programáveis
Implantes Cocleares:
- Dispositivo eletrônico implantado
- Estimulação direta do nervo auditivo
- Requer reabilitação auditiva
- Acompanhamento fonoaudiológico
Sistemas FM:
- Transmissão sem fio
- Redução do ruído ambiente
- Melhoria da relação sinal/ruído
- Uso em sala de aula
3.3.2 Recursos Visuais
Recursos de comunicação visual:
- Língua Brasileira de Sinais (Libras): Língua oficial da comunidade surda
- Intérprete de Libras: Profissional especializado
- Legendas: Em vídeos e apresentações
- Sinalizadores luminosos: Para alertas
Recursos tecnológicos:
- Aplicativos de tradução
- Videoconferência
- Mensagens de texto
- Redes sociais visuais
3.4 Recursos para Deficiência Física
| Categoria | Recursos | Aplicação Educacional |
|---|---|---|
| Mobilidade | Cadeiras de rodas, andadores, muletas | Locomoção na escola |
| Posicionamento | Cadeiras adaptadas, mesas reguláveis | Postura adequada para estudo |
| Escrita | Engrossadores, órteses, computadores | Produção de textos |
| Manipulação | Adaptadores, preensores | Manuseio de materiais |
3.5 Recursos para Deficiência Intelectual
- Recursos visuais: Pictogramas, fotografias, desenhos
- Organizadores gráficos: Mapas mentais, fluxogramas
- Materiais concretos: Objetos manipuláveis
- Jogos educativos: Lúdicos e motivadores
- Rotinas visuais: Sequências de atividades
- Tecnologia simplificada: Interfaces amigáveis
4. MATERIAIS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS
4.1 Conceito e Importância
Os materiais pedagógicos adaptados são recursos educacionais modificados ou especialmente desenvolvidos para atender às necessidades específicas de estudantes com deficiência, garantindo o acesso ao currículo e a participação efetiva no processo de ensino-aprendizagem. Estes materiais devem ser funcionais, atraentes e adequados à faixa etária e nível de desenvolvimento do estudante.
Recursos educacionais modificados ou especialmente desenvolvidos para garantir o acesso ao currículo e a participação de estudantes com deficiência no processo educacional, considerando suas especificidades e potencialidades.
Características essenciais:
- Funcionalidade pedagógica
- Adequação às necessidades específicas
- Atratividade e motivação
- Durabilidade e segurança
- Facilidade de uso
- Versatilidade de aplicação
4.2 Tipos de Adaptações
4.2.1 Adaptações por Modalidade Sensorial
| Modalidade | Adaptações | Exemplos |
|---|---|---|
| Visual | Ampliação, contraste, relevo | Livros em Braille, mapas táteis |
| Auditiva | Recursos visuais, vibratórios | Vídeos legendados, sinalizadores |
| Tátil | Texturas, relevos, formas | Materiais texturizados, modelos 3D |
| Cinestésica | Movimento, manipulação | Jogos motores, atividades práticas |
4.2.2 Adaptações por Área do Conhecimento
Língua Portuguesa:
- Livros com fonte ampliada
- Textos em Braille
- Audiolivros
- Pranchas de comunicação
- Jogos de letras adaptados
Matemática:
- Soroban (ábaco japonês)
- Material dourado adaptado
- Calculadoras falantes
- Réguas e esquadros em relevo
- Jogos matemáticos táteis
Ciências:
- Modelos anatômicos táteis
- Experimentos adaptados
- Lupas e microscópios
- Materiais com texturas
- Kits de exploração sensorial
4.3 Processo de Produção
Etapas para produção de materiais adaptados:
- Avaliação das necessidades: Identificar especificidades do estudante
- Análise do material original: Verificar conteúdo e objetivos
- Planejamento da adaptação: Definir tipo e extensão das modificações
- Seleção de recursos: Escolher materiais e tecnologias
- Produção: Criar ou modificar o material
- Teste e validação: Verificar funcionalidade
- Aplicação: Usar em situação real
- Avaliação e ajustes: Melhorar conforme necessário
4.3.1 Critérios de Qualidade
Aspectos pedagógicos:
- Adequação aos objetivos de aprendizagem
- Clareza na apresentação do conteúdo
- Progressão lógica das informações
- Possibilidade de uso independente
Aspectos técnicos:
- Qualidade dos materiais utilizados
- Durabilidade e resistência
- Segurança no manuseio
- Facilidade de manutenção
Aspectos estéticos:
- Atratividade visual ou tátil
- Organização e layout adequados
- Cores e contrastes apropriados
- Adequação à faixa etária
4.4 Recursos de Baixo Custo
- Materiais recicláveis: Caixas, garrafas, tampinhas
- Materiais naturais: Sementes, folhas, pedras
- Papéis especiais: Cartolina, papel texturizado
- Tecidos e texturas: Feltro, lixa, velcro
- Materiais de escritório: EVA, cola, tesoura
- Objetos do cotidiano: Utensílios domésticos
4.4.1 Exemplos Práticos
| Material | Recursos Necessários | Aplicação |
|---|---|---|
| Livro tátil | Cartolina, texturas, cola | Histórias para deficientes visuais |
| Ábaco adaptado | Caixa, arames, contas | Operações matemáticas |
| Prancha de comunicação | Papel, imagens, plastificação | Comunicação alternativa |
| Jogo de memória tátil | Cartões, texturas variadas | Desenvolvimento cognitivo |
5. SOFTWARES E APLICATIVOS ACESSÍVEIS
5.1 Conceito de Software Acessível
Softwares e aplicativos acessíveis são programas de computador desenvolvidos ou adaptados para serem utilizados por pessoas com deficiência, seguindo princípios de design universal e diretrizes de acessibilidade. Estes recursos tecnológicos podem ser assistivos (compensam limitações) ou educacionais (facilitam a aprendizagem), sendo fundamentais para a inclusão digital e educacional.
Programa de computador que pode ser utilizado por pessoas com deficiência de forma independente ou com apoio mínimo, seguindo princípios de design universal e diretrizes de acessibilidade digital.
Características de software acessível:
- Interface intuitiva e clara
- Compatibilidade com tecnologias assistivas
- Múltiplas formas de entrada e saída
- Personalização de configurações
- Feedback adequado ao usuário
- Documentação acessível
5.2 Categorias de Software
5.2.1 Softwares Assistivos
| Categoria | Função | Exemplos |
|---|---|---|
| Leitores de tela | Conversão de texto em fala | NVDA, JAWS, Orca |
| Ampliadores | Ampliação de tela | ZoomText, MAGic |
| Teclados virtuais | Entrada alternativa de texto | Teclado Virtual do Windows |
| Reconhecimento de voz | Controle por comandos de voz | Dragon, Reconhecimento de Fala |
5.2.2 Softwares Educacionais
Para deficiência visual:
- DOSVOX: Sistema operacional para cegos
- Braille Fácil: Editor de textos em Braille
- MecDaisy: Livros digitais falados
- Monet: Exploração de gráficos por áudio
Para deficiência auditiva:
- Rybená: Dicionário de Libras
- ProDeaf: Tradutor de Libras
- Hand Talk: Avatar tradutor
- VLibras: Plataforma governamental
Para deficiência intelectual:
- Participar: Atividades cognitivas
- Hércules e Jiló: Jogos educativos
- GCompris: Suíte educacional
- Sebran: Jogos de alfabetização
5.3 Aplicativos Móveis
5.3.1 Apps para Comunicação
Aplicativos de Comunicação Aumentativa e Alternativa:
Gratuitos:
- Livox: CAA brasileira gratuita
- ARASAAC: Símbolos e recursos
- Let Me Talk: Prancha de comunicação
- JABtalk: Comunicação por símbolos
Pagos:
- Proloquo2Go: CAA profissional
- TouchChat: Comunicação por símbolos
- Speak for Yourself: Interface intuitiva
- LAMP Words for Life: Baseado em linguagem
5.3.2 Apps Educacionais
Matemática:
- ModMath: Papel quadriculado digital
- MyScript Calculator: Calculadora manuscrita
- Khan Academy: Aulas acessíveis
- Photomath: Resolução por câmera
Leitura e Escrita:
- Voice Dream Reader: Leitor de textos
- Ghotit: Corretor para dislexia
- Read&Write: Suporte à leitura
- ClaroRead: Leitor multissensorial
Organização:
- Choiceworks: Rotinas visuais
- First Then Visual Schedule: Sequências
- iPrompts: Lembretes visuais
- Time Timer: Gestão do tempo
5.4 Recursos Nativos de Acessibilidade
| Sistema | Recursos Disponíveis | Como Ativar |
|---|---|---|
| Windows | Narrador, Lupa, Teclado Virtual | Configurações > Facilidade de Acesso |
| macOS | VoiceOver, Zoom, Controle por Voz | Preferências > Acessibilidade |
| iOS | VoiceOver, Zoom, AssistiveTouch | Ajustes > Acessibilidade |
| Android | TalkBack, Ampliação, Select to Speak | Configurações > Acessibilidade |
5.5 Implementação na Escola
- Avaliação de necessidades: Identificar demandas específicas
- Seleção criteriosa: Escolher softwares adequados
- Formação da equipe: Capacitar professores e funcionários
- Suporte técnico: Garantir manutenção e atualizações
- Integração curricular: Incorporar às atividades pedagógicas
- Monitoramento: Acompanhar uso e resultados
- Avaliação contínua: Verificar eficácia e fazer ajustes
5.5.1 Desafios e Soluções
| Desafio | Impacto | Soluções |
|---|---|---|
| Custo elevado | Limitação de acesso | Buscar alternativas gratuitas, parcerias |
| Falta de formação | Subutilização dos recursos | Programas de capacitação continuada |
| Resistência à mudança | Baixa adesão | Sensibilização e demonstrações práticas |
| Problemas técnicos | Interrupção das atividades | Suporte técnico especializado |
A Tecnologia Assistiva e os recursos pedagógicos adaptados são ferramentas fundamentais para a promoção da inclusão educacional. O segundo professor deve dominar estes recursos para garantir que todos os estudantes tenham acesso ao conhecimento e possam participar plenamente do processo educativo.
A tecnologia a serviço da inclusão: transformando possibilidades em realidades!
Apostila 5: Tecnologia Assistiva e Recursos Pedagógicos
Educação Especial – Segundo Professor de Turma
Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina
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